Mal feito
Assim que tomou conhecimento da circular interna emitida pela Secretaria Municipal de Fazenda, onde se lê que "ficam suspensos, por tempo indeterminado, os pagamentos" das despesas de fontes livres, em razão da arrecadação menor do que as expectativas, o prefeito Alexandre Kireeff (PSD) não escondeu a insatisfação e classificou-o como "uma forma infeliz de comunicação". O documento provocou tensão entre fornecedores da prefeitura, preocupados com o calote. "O que está acontecendo é uma medida de gestão, necessária neste final do ano, onde as despesas devem passar pela avaliação do Fazenda, não há suspensão de pagamentos de fornecedores."

FHC não volta!
O ex-presidente Fernando Henrique Cardoso (PSDB) publicou mensagem nessa quinta-feira (3) na qual afirma que "jamais cogitou da hipótese" de ser candidato à Presidência em 2018. O texto, de apenas um parágrafo, é uma resposta a artigo publicado na "Folha de S.Paulo" pelo amigo pessoal e assessor histórico do tucano, Xico Graziano. No texto, intitulado "Volta, FHC", Graziano diz que o ex-presidente é o melhor nome para disputar o Planalto em 2018 ou mesmo para assumir o comando do país no caso de uma eleição indireta com a cassação da chapa de Dilma Rousseff e Michel Temer pelo Tribunal Superior Eleitoral. "Jamais cogitei dessa hipótese nem ninguém me consultou sobre o tema", escreveu o ex-presidente.

PT versus PT
A crise do Partido dos Trabalhadores (PT) expõe cada vez mais o racha das várias correntes da sigla. O coordenador nacional da corrente majoritária Construindo um Novo Brasil (CNB), Francisco Rocha, o Rochinha, disse ontem que os descontentes deveriam deixar PT. O recado foi dado ao ex-governador do Rio Grande do Sul Tarso Genro que disse, em entrevista ao jornal "O Estado de S. Paulo", que espera que o partido assuma a responsabilidade por crimes cometidos por petistas em nome do partido, mas que os integrantes do PT que desviaram dinheiro em proveito próprio sejam apontados publicamente. O ex-governador disse ainda que se o grupo hegemônico, liderado pela CNB, impedir uma reformulação profunda, pessoas vão sair do PT.

Curto e grosso
"Não é o Tarso que mudou para o Rio de Janeiro para construir uma alternativa de esquerda? Ele acha que é o único limpo no PT, mas não é. Os que não estiverem contentes que saiam do PT, e saia com tempo porque a Marta Suplicy (PMDB) saiu e se ferrou, a Marina Silva (Rede) saiu e se ferrou", disse Rochinha, que também integra a Comissão de Ética do PT. "Por que ele mesmo não aponta os nomes? Ele foi ministro da Justiça e deve saber. Se ele tem provas de que alguém desviou para si próprio que aponte os nomes. Se tiver provas eu mesmo peço uma Comissão de Ética e ponho para fora", reagiu Rochinha.

'Chifre na cabeça de cavalo'
Tarso é um dos principais adversários internos da CNB desde que em 2005, no auge do julgamento do mensalão, liderou um racha na corrente majoritária e criou a Mensagem ao Partido, segunda maior tendência petista. Na época, Tarso defendeu a "refundação" do partido. "Tarso tem mania de procurar chifre em cabeça de cavalo. Procura defeitos nos outros, mas não procura os dele mesmos. Nunca soube que o Tarso tenha ido a Cabrobró (PE) ou ao Pará para se reunir com militantes do PT", concluiu o dirigente petista.

Reformulação
As declarações de Rochinha acirram a disputa interna do PT, inflamada ainda mais pela derrota acachapante do partido nas eleições municipais deste ano. Na semana que vem, o Diretório Nacional do PT se reúne, com a presença do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva, para decidir a forma de escolha dos novos dirigentes e a amplitude da reformulação do PT.

Livre da tornozeleira
O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa tirou, na Justiça Federal, no Paraná, a tornozeleira eletrônica na tarde dessa quinta-feira (3).
Um dos primeiros delatores da Operação Lava Jato, Costa cumpria pena sob monitoramento da tornozeleira. A partir de agora, o delator terá de cumprir cinco medidas: prestar serviços à comunidade, à razão de 4 horas semanais, em local a ser determinado pelo Juízo da Comarca de sua residência (Juízo Federal se houver), computando-se os três anos a partir do início efetivo, proibição de viajar ao exterior, salvo com autorização da Justiça, proibição de mudar-se sem comunicar previamente à Justiça, proibição de ausentar-se da Comarca de seu domicílio por mais de 15 dias sem comunicar e sem ser autorizado da Justiça e apresentar trimestralmente relatório de suas atividades profissionais.

Indicação do PP
Paulo Roberto Costa assumiu o cargo estratégico na Petrobras em 2004, por indicação do PP. O ex-diretor foi preso em março de 2014. No segundo semestre daquele ano, Costa fechou acordo de delação premiada com a Lava Jato para obter benefício como redução de pena. Ele revelou que outros partidos, como o PT e o PMDB, assumiram o controle de outras áreas da Petrobras. Costa citou 28 deputados e senadores supostamente beneficiários da corrupção que se instalou na estatal petrolífera. A delação premiada lhe garantiu, em outubro de 2014, a prisão domiciliar.

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