Enquadrado
O deputado federal Marcelo Belinati (PP) foi enquadrado pela direção do partido para votar a favor da PEC 241, que estabelece o teto de gastos para o governo federal. Belinati foi o único do partido a votar contra a proposta governista no primeiro turno e desta vez, para garantir o voto dele, o PP recorreu ao estatuto da legenda. Em caso de desobediência, o deputado pode ser expulso ou até ter o mandato cassado.

Reformas
Marcelo Belinati, prefeito eleito de Londrina, já anunciou que haverá mudanças administrativas na sua gestão. "Vamos fazer reforma, cortar cargos com comissionados, reduzir salários de diretorias, mexer nos conselhos remunerados, mas a amplitude dessa mudança ainda está em análise", falou à FOLHA, sem detalhar no que vai mexer para enxugar a máquina.

Tamarana
O Movimento por Amor a Tamarana anunciou mobilização nesta quarta-feira em frente ao Ministério Público (MP), de Londrina, para apoiar "o combate à corrupção principalmente de Tamarana". No ato será entregue uma moção rapidez na tramitação de processos "relacionados a improbidade administrativa por qualquer representante do poder público". O alvo do movimento é o ex-prefeito e novamente eleito no último dia 2 de outubro, Roberto Siena (DEM), investigado pelo MP e com condenação em primeira instância por improbidade administrativa, no começo deste ano.

PF mira ‘Hipster da Federal’
A fama toda do "Hipster da Federal" ou "Lenhador" não foi muito bem vista pela corporação. A Polícia Federal vai abrir um processo disciplinar contra Lucas Valença por conceder entrevistas sem autorização da corporação, o que vai contra as regras internas. Na última segunda-feira (24), Valença participou do programa Encontro com Fátima Bernardes. O agente se notabilizou da noite para o dia após escoltar o ex-presidente da Câmara no voo da PF que levou o peemedebista para a prisão da Lava Jato, em Curitiba.

Japonês, o pioneiro
Não é a primeira vez que agentes da PF que conduzem presos da Lava Jato ganham as mídias sociais e a imprensa em geral e viram quase celebridade. O agente Newton Ishii, que ficou conhecido como o "Japonês da Federal", ficou famoso por conduzir empreiteiros, operadores financeiros, políticos e funcionários públicos presos durante as fases da Lava Jato. Ishii teve tal notoriedade que virou marchinha de Carnaval e até máscara. Pouco tempo depois, o próprio Japonês da PF acabou preso após ser condenado por facilitação de contrabando no Brasil quando atuava em Foz do Iguaçu. Ishii acabou usando tornozeleira e, como pôde continuar trabalhando sua pena foi reduzida (pegou 4 anos de prisão), recentemente ficou livre do penduricalho no tornozelo.

Reforma política
A Câmara dos Deputados instalou na tarde dessa terça-feira (25) a comissão especial que debaterá mais uma vez reformas no sistema político nacional. Foi eleito para presidir o colegiado o deputado Lúcio Vieira Lima (PMDB-BA), irmão do ministro Geddel Vieira Lima (Secretaria de Governo). O relator será o petista Vicente Cândido (SP). Nos últimos anos, tanto Câmara quanto Senado debateram e aprovaram alterações em pontos específicos do sistema político e eleitoral, sempre em arranjos fragmentários e sem unidade que caracterizasse uma reforma ampla e significativa. O trabalho da comissão deve durar até maio de 2017. Após essa etapa, segue para votação no plenário. O Senado também prepara a sua reforma política. Para valer, as mudanças têm que ser aprovadas pelas duas Casas.

Financiamento empresarial
Coube ao Supremo Tribunal Federal definir, em 2015, a mais importante alteração dos últimos anos, a proibição de que empresas financiem partidos e candidatos. A regra começou a valer nas eleições deste ano e é a principal motivação da intenção declarada da Câmara e do Senado de fazer uma nova reforma política. O principal temor dos parlamentares é não conseguir se reeleger sem o apoio empresarial, que era o principal motor das campanhas até então. Com isso, ganham força ideias como a criação de um fundo público para financiar os candidatos - mais encorpado do que o atual Fundo Partidário, que reservou cerca de R$ 700 milhões em 2016.

Provas anuladas
A segunda turna do Supremo Tribunal Federal (STF), em decisão unânime, nessa terça (25), considerou nulas todas as provas do processo que o ex-senador Demóstenes Torres responde por corrupção e advocacia administrativa. Ele teve o mandato cassado em 2012, quando veio a público o material contido nas operações Monte Carlo e Vegas. Ambas revelavam uma ligação próxima do então parlamentar com o contraventor Carlos Augusto de Almeida Ramos, o Carlinhos Cachoeira. Os ministros entenderam que a Justiça Federal de Goiás, onde tramita a ação, deveria ter remetido o inquérito ao Supremo, assim que foram identificadas as primeiras conversas entre Cachoeira e o político. Agora, o Ministério Público terá de reanalisar a denúncia e decidir se prosseguirá com a ação.

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