INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 19 de outubro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Veronesi volta para Codel
O empresário Bruno Veronesi está de volta à presidência do Instituto de Desenvolvimento de Londrina (Codel). Ele ficou cerca de quatro meses afastado, depois de se desincompatibilizar do cargo como pré-candidato a prefeito pelo PSD, mas a candidatura não deslanchou junto ao grupo governista. "Eu já havia declarado ao prefeito Alexandre Kireeff o meu interesse de voltar e dar continuidade aos projetos importantes para a cidade, foi a motivação que trouxe de volta", disse ele, citando o interesse em finalizar as desapropriações no entorno do aeroporto, atração de empresas e conclusão do parque industrial.
Audiência será na Celepar
A audiência pública com a participação de servidores e membros do governo do Paraná, que pode dar fim ao impasse envolvendo o pagamento da data-base do funcionalismo, acontece hoje, às 14 horas, na sede da Celepar, em Curitiba. A ideia da administração Beto Richa (PSDB) é apresentar ao funcionalismo a situação do orçamento de 2017. O Executivo argumenta não ter disponibilidade para arcar com a reposição inflacionária das diversas categorias, acordada no ano passado e prevista para janeiro próximo, e mais com o pagamento de promoções e progressões em atraso. O "calote" motivou o início de uma greve geral, na última segunda-feira. Professores da rede pública estadual, profissionais e técnicos de universidades e policiais civis já aderiram ao movimento.
Reforma Tributária
O deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB-PR) foi indicado relator pela Comissão Especial da Reforma Tributária. Para Hauly, que já foi relator das leis do Simples e do Supersimples, o sistema tributário vigente "é o pior do mundo, iníquo, injusto, anárquico, caótico, e que tem a carga tributária mais perversa e regressiva porque cobra mais dos pobres e menos dos riscos". Ele defende uma Reforma Tributária com inclusão social, para que o Brasil possa reencontrar o caminho do desenvolvimento e a volta da geração de empregos. "Os incentivos fiscais, o crédito subsidiado e a corrupção transformaram nosso sistema tributário num manicômio onde quem pode mais chora menos", afirma.
Suspeição de relator
Os advogados do ex-presidente Lula entraram com um protocolo jurídico chamado "exceção de suspeição" contra o desembargador federal João Pedro Gebran Neto, do Tribunal Regional Federal (TRF) da 4ª região. A exceção de suspeição é um procedimento que visa afastar um juiz de determinado caso, sob a alegação de que ele não está em condições de atuar de maneira imparcial, geralmente por ser próximo de uma das partes ou ter interesses pessoais no julgamento da causa. Gebran é o relator de outro recurso da defesa do petista, este contra o juiz Sérgio Moro. O julgamento desse procedimento, que foi protocolado em junho, está previsto para hoje.
Amigo íntimo de Moro
A defesa pede que Gebran se declare suspeito e repasse o processo para outro juiz ou que o julgamento seja adiado até a resolução dos recursos, que foram impetrados no Superior Tribunal de Justiça (STJ) e no Supremo Tribunal Federal (STF). Os advogados de Lula alegam que o desembargador recusou-se a responder se é amigo íntimo de Moro e afirmam que há suspeitas de que exista uma relação de "apadrinhamento" entre os dois. Antes de entrar com o recurso, a defesa havia pedido que Gebran esclarecesse se é padrinho de um dos filhos do juiz paranaense. O recurso contra Moro é semelhante ao protocolado contra Gerban e argumenta que ele "não se reveste da indispensável imparcialidade para a cognição e julgamento". A defesa afirma que o juiz paranaense tem desrespeitado "garantias fundamentais" do ex-presidente.
Depoimento da mulher de Cunha
O juiz Sérgio Moro marcou a data do interrogatório da mulher do ex-presidente da Câmara Eduardo Cunha (PMDB), Cláudia Cruz, para se explicar sobre as acusações da Lava Jato de que teria lavado dinheiro e evadido cerca de US$ 1 milhão por meio de contas secretas no exterior abastecidas por seu marido com dinheiro da corrupção na Petrobras. Moro agendou o interrogatório de Cláudia e do empresário Idalécio de Oliveira, também réu na ação, para o dia 14 de novembro, seis meses depois de o juiz da Lava Jato aceitar a denuncia contra a mulher de Cunha. Antes, no dia 9, serão interrogados o ex-diretor Internacional da Petrobras Jorge Luiz Zelada e o lobista João Augusto Rezende Henriques, apontado como operador do PMDB no esquema de corrupção na Petrobras. Ambos também são réus na mesma ação de Cláudia.
Validação de provas ilícitas
O delegado da Polícia Federal Marcio Anselmo, um dos principais investigadores da Operação Lava Jato, disse ontem, em audiência pública na Câmara dos Deputados, que é contra a proposta do Ministério Público Federal (MPF) que prevê a possibilidade de validação de provas ilícitas, contanto que obtidas de boa-fé. A proposta faz parte das 10 medidas de combate à corrupção apresentadas pelo MPF ao Congresso Nacional e que conta com abaixo-assinado firmado por mais de 2 milhões de pessoas, o que obriga a Câmara a instalar uma comissão especial para discuti-las. "Não é possível aceitar", disse Anselmo na comissão que discute o tema. "Acho muito difícil você aferir essa boa-fé do agente público, esse trecho não é compatível com nossa Constituição Federal", afirmou.


