Vereadores aumentam salários
Se em Londrina os vereadores reeleitos rechaçaram de antemão uma provável proposta de redução dos subsídios (R$ 12,6 mil) do recém-eleito Émerson Petriv, o Boca Aberta (PR) – uma de suas bandeiras de campanha -, em Colina (SP) os moradores protestam contra os parlamentares que aprovaram um reajuste de 25% em seus próprios salários. O aumento aprovado dia 27 de setembro elevou de R$ 6 mil para R$ 7,5 mil o ganho mensal de cada um dos 11 vereadores. Os manifestantes da cidade de 18 mil habitantes querem que o salário baixe para R$ 1,2 mil. Os novos salários valem para a próxima legislatura, mas só cinco vereadores se reelegeram

Nas redes sociais
No Facebook, os organizadores do protesto criaram a página "Movimento Popular de Colina" e postaram abaixo assinado contra o reajuste. Os organizadores dizem que haverá protestos em toda sessão semanal da Câmara. Eles alegam que, para trabalhar quatro dias por mês, o vereador ganha quase cinco vezes o que ganha um gari, que "rala" todos os dias.

Novo confronto com servidores
A proposta do governo Beto Richa (PSDB) de suspender a reposição da inflação aos servidores estaduais, prevista para janeiro de 2017, vai criar um novo embate entre o Estado e o funcionalismo. O alerta é do deputado estadual Tercílio Turini (PPS), para quem o governo está "chamando os servidores para novo confronto". "Ainda estão abertas as cicatrizes do massacre dos servidores no ano passado (29 de abril). Teve muita agressão, violência, bombas e humilhação. O funcionalismo e todo o Paraná não esqueceram daquelas cenas de truculência. O governo e sua bancada não podem repetir o erro", afirmou Turini, ao pedir aos colegas que analisem bem as emendas à Lei de Diretrizes Orçamentárias e o que poderá ocorrer caso aprovem a suspensão do reajuste.

Meio expediente
A Prefeitua de Campo Mourão decidiu adotar meio expediente a partir do próximo dia 13. Decreto assinado pela prefeita Regina Dubay (PR) - derrotada no pleito de domingo (2) por Tauillo Tezelli (PPS) que recebeu 51,43% dos votos válidos – reduz a carga horária dos servidores para cinco horas. Com isso, o expediente na prefeitura para atendimento ao público será das 7h30 às 12h30. De acordo com o município, não serão afetados pelo novo horário os serviços considerados essenciais nas unidades de atendimento ao público, como escolas municipais; centros municipais de educação infantil; merenda e transporte escolar, aeroporto, cemitério e vigilância municipal.

Separação do Sul do Brasil
A consulta popular organizada pelo movimento "O Sul é o meu País", no último sábado, apontou que 95,74% dos 616.917 votantes disseram "sim" para a ideia de criar um novo país com a separação Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná do restante do Brasil. Apesar do resultado, o movimento não atingiu sua meta. O número de participantes foi inferior à projeção inicial, de 1 milhão de pessoas, que correspondem a 5% dos eleitores da Região Sul. Originalmente, a ideia era disponibilizar 4 mil urnas em todos os 1.191 municípios dos três estados. Mas não houve voluntários suficientes. Os organizadores acabaram espalhando 1.700 urnas por cerca de 500 cidades - todas as localidades com mais de 30 mil habitantes foram contempladas.

Justificativa
Uma das principais justificativas do grupo para propor a separação do Sul diz respeito ao pacto federativo. Eles não concordam com a proporção de impostos arrecadada pela União nem com o retorno recebido pelos Estados e municípios na forma de investimento direto. "Brasília nos trata como meras colônias, queremos que nos trate como iguais. Queremos que no mínimo 50% do que é arrecadado fique aqui", falou Celso Deucher, um dos fundadores do movimento.

Ministro e réu
O novo ministro do Turismo, Marx Beltrão, afirmou nessa quarta-feira (5) que não cometeu nenhum crime e disse acreditar que será absolvido pelo Supremo Tribunal Federal (STF). Nome indicado pelo presidente do Senado Federal, Renan Calheiros (PMDB-AL), o novo ministro é réu na Suprema Corte por falsidade ideológica, acusação de quando era prefeito de Coruripe (AL). Em entrevista à imprensa, o ministro disse que não cometeu "nenhum tipo de dano ao erário" e que responde ao processo por um "erro administrativo". "Tenho plena convicção e absoluta certeza de que serei absolvido, porque não cometi nenhum tipo de crime nem dano ao erário", afirmou.

‘Episódio menor’
A nomeação do ministro, deputado federal do PMDB de Alagoas, faz parte de esforço do presidente Michel Temer para aprovar na próxima semana a proposta do teto de gastos públicos na Câmara dos Deputados. O nome do parlamentar era cotado para o posto desde junho. Na época, o Palácio do Planalto pediu para a Agência Brasileira de Inteligência (Abin) fazer uma pesquisa sobre o histórico profissional e pessoal do parlamentar. Na pesquisa, o órgão federal encontrou o processo, mas o Palácio do Planalto concluiu que o "episódio é menor" e que, neste momento, é melhor sofrer o desgaste com a nomeação do que com uma derrota na votação do teto de gastos.

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