Reeleição
Mais da metade dos prefeitos da Associação dos Municípios do Médio Paranapanema (Amepar) que se candidataram à reeleição foram eleitos no domingo (2). Dos 13 postulantes, 8 se reelegeram (61,5%). Do total de 22 municípios da Amepar, apenas 9 prefeitos não concorreram por escolha própria ou por já estarem no segundo mandato. Dos municípios da região apenas 5 tem mais de 10 mil eleitores.
O uso das mídias sociais, em particular do Facebook, substituiu boa parte do material impresso e ainda ajudou a ganhar espaço entre o público jovem. O PSDB foi quem mais elegeu prefeitos, com cinco no total; seguido de PMDB e PSC, com 3 cada; PP e DEM, com dois; PR, PSD, PTB, PPS, PDT, com 1 cada.

Campeão de votos
O prefeito de Apucarana, Beto Preto (PSD), foi reeleito domingo (2) com o maior percentual de votos entre todos os municípios de médio porte e grande porte do Paraná. O mais próximo dele foi Augustinho Zucchi (PDT), em Pato Branco, com um índice de 83% dos votos válidos. Beto, 48 anos, recebeu 60.001 votos do eleitorado apucaranense, o que representou 86,11% dos votos válidos. Sérgio Bolonhesi (PSDB), o segundo colocado, teve somente 12,64% dos votos (8.807).
Carlos Alberto Gebrim Preto, o Beto Preto, é medico formado pela Universidade Estadual de Londrina (UEL) e tem pós-graduação em Medicina Nuclear, Medicina do Trabalho, Medicina de Trânsito e em Medicina Legal e Perícias Médicas.

Dallagnol homenageado
O procurador da República Deltan Dallagnol, coordenador da força-tarefa da Operação Lava Jato, recebeu nessa segunda-feira (3) o título de doutor honoris causa em Direito. A honraria foi concedida pela Facinepe, grupo educacional privado que atua no ensino superior e já cedeu o título a personalidades como o apresentador Silvio Santos, o bispo Edir Macedo e o presidente da OAB, Claudio Lamachia. O reitor Faustino da Rosa Júnior, que sugeriu a premiação, afirmou que Dallagnol se destaca por seu "perfil jovem e audaz" e pela "grandeza de sua coragem". A homenagem, prevista na lei brasileira, foi aprovada pelo conselho superior da faculdade, em agosto.

Pedaladas fiscais
O Tribunal de Contas da União (TCU) deverá encerrar os principais processos que analisam as chamadas pedaladas fiscais da ex-presidente Dilma Rousseff nesta quarta-feira (5), com a condenação da ex-presidente e seus principais assessores econômicos, entre eles o ex-ministro da Fazenda Guido Mantega. Pela manhã, os ministros vão votar as contas de gestão do ano de 2015 da ex-presidente. Em junho, o Tribunal apontou indícios de irregularidades em 24 itens da prestação de contas e deu 30 dias de prazo para Dilma apresentar explicações.

Explicações de Dilma
Entre os itens que Dilma teria que explicar estavam os dois motivos que levaram o Congresso a cassar o mandato da presidente: usar recursos do Banco do Brasil para pagar compromissos do governo com o Plano Safra e emitir decreto aumentando despesas quando já se sabia que era necessário cortar gastos para cumprir a meta fiscal do ano. O relator, José Múcio, não deve aceitar as explicações de Dilma, e a tendência dos ministros é reprovar as contas da ex-presidente. Se isso ocorrer, seria o segundo ano seguido que a presidente tem as contas rejeitadas pelo TCU.

Outro processo
No mesmo dia, os ministros vão votar um outro processo, que é conhecido como o original das pedaladas. É uma auditoria iniciada em 2014 em vários ministérios e no Banco Central para saber se o governo estavam deixando de repassar a bancos públicos recursos de programas sociais, obrigando essas estatais a cumprir os compromissos que eram do governo, como o Plano Safra e Bolsa Família. No ano passado, os ministros pediram explicações a 17 autoridades do governo após decidirem que esses atrasos nos repasses aos bancos eram irregulares e poderiam constituir crime de responsabilidade. Essas irregularidades nos repasses ao bancos públicos, que ficaram conhecidas como pedaladas fiscais, foram um dos motivos para a rejeição das contas de 2014 e 2015. Mas o Ministério Público Federal considerou que elas não era crimes, arquivando essa parte da denúncia, para seguir com uma investigação em que os responsáveis devem ser denunciados por improbidade administrativa pelos atos.

Janot denuncia senador
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, denunciou nessa segunda (3) ao Supremo Tribunal Federal (STF) o senador pernambucano Fernando Bezerra Coelho (PSB) pelo suposto recebimento de propina de pelo menos R$ R$ 41,5 milhões das empreiteiras Queiroz Galvão, OAS e Camargo Corrêa, contratadas pela Petrobras para a execução de obras da Refinaria do Nordeste, conhecida como Refinaria Abreu e Lima. Na denúncia, Janot afirma que o ex-governador de Pernambuco e então candidato à Presidência da República pelo PSB Eduardo Campos era o beneficiário do esquema de corrupção. Foram denunciados ainda os empresários Aldo Guedes Álvaro, então presidente da Companhia Pernambucana de Gás, e João Carlos Lyra Pessoa de Mello Filho. Eles são acusados de operar e viabilizar o esquema criminoso de repasse da propina.

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