BC bloqueia R$ 30,8 mi de Palocci
O Banco Central bloqueou R$ 30,8 milhões em contas bancárias do ex-ministro da Fazenda Antônio Palocci e de sua empresa, a Projeto Consultoria Empresarial e Financeira Ltda. Em três contas pessoais de Palocci, a malha fina do Banco Central encontrou R$ 814.648,45. Na conta da Projeto, R$ 30.064.080,41. O bloqueio ocorreu por ordem do juiz federal Sérgio Moro, no âmbito da Operação Omertà, desdobramento da Lava Jato que coloca Palocci no centro de um esquema de corrupção envolvendo a empreiteira Odebrecht e propinas de R$ 128 milhões - parte desse valor teria abastecido o caixa do PT. Moro ordenou o bloqueio de até R$ 128 milhões de Palocci e de outros alvos da Omertà.

Dilma e a prisão de Lula
A ex-presidente Dilma Rousseff afirmou que não acredita que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva será preso. Na semana passada, Lula se tornou réu na Operação Lava Jato acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro. "Não acredito que eles cometam esse absurdo. Não porque sejam bons, mas porque acredito que também não são burros", disse Dilma, em entrevista à TV Educativa da Bahia, na terça-feira, 27

Inviabilizar candidatura
Segundo Dilma, a prisão de Lula transformaria o ex-presidente em um "herói" e isso não seria interessante aos adversários. "A estratégia é tentar inviabilizar a sua candidatura para 2018", opinou Dilma. Segundo ela, o "golpe" que a tirou do poder só será completo com a condenação e o impedimento de Lula ser candidato. A petista comentou que a tentativa de afirmar que a relação entre ela e Lula tenha desgastes é uma "estratégia de enfraquecimento" contra os dois.

Mantega
Dilma também defendeu seu ex-ministro da Fazenda Guido Mantega, que foi preso temporariamente na última quinta-feira (22) e solto no mesmo dia pela Justiça Federal. "O Guido não precisava ser preso, é uma pessoa íntegra. Eu considero o Guido Mantega um injustiçado", falou. Dilma classificou as acusações contra ele como uma "seletividade".

Erro: desoneração
Perguntada sobre qual foi o maior erro em seu governo, Dilma citou a política de desoneração fiscal ao empresariado, especialmente em 2013. Para ela, a medida não surtiu efeito na arrecadação e não gerou investimentos por parte do setor privado "Quando diminui imposto, ele não dá imediatamente resultado, nem a médio e longo prazo, em investimento. Ele resulta em aumento da margem de lucro que é embolsada pelo referido empresário", falou. Dilma calculou uma perda de R$ 35 bilhões a R$ 40 bilhões com as políticas de desoneração durante seu governo, dos quais R$ 26 bilhões são da desoneração da folha de pagamento e o restante da redução do IPI e outros mecanismos.

Lava Jato: TRF liberta executivos
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) concedeu parcialmente, por maioria, habeas corpus aos ex-diretores da construtora Queiroz Galvão Othon Zanoide de Moraes Filho e Ildefonso Colares Filho. Eles foram presos em agosto na 33ª fase da Operação Lava Jato. Os executivos deixam a carceragem, mas deverão usar tornozeleira eletrônica. Para Ildefonso, foi estipulada uma fiança de R$ 2 milhões para deixar a prisão. O TRF4 manteve a proibição de deixar o país, manteve o confisco dos passaportes e determinou o compromisso dos investigados de comparecimento aos atos do processo, incluindo intimações por telefone da autoridade policial e do Ministério Público Federal.

Voto útil
Quanto menos anos de estudo e menor a classe social do eleitor, maior a disposição de votar no candidato com mais chances de vencer, aponta a pesquisa Ipsos. De acordo com dados do EGM Multimídia (Estudo Geral de Meios), a ideia de voto útil, em que o eleitor faz sua escolha para não desperdiçar seu voto, é adotada por de 19% daqueles com até nove anos de estudo, ante 9% de adesão entre aqueles com superior completo.

Classe social
A mesma dinâmica é vista na análise por classe social. Entre os pesquisados pelo Ipsos das classes C e D, a taxa de concordância com a frase "Eu voto no candidato que vai ganhar para aproveitar meu voto" é de 18%, contra 12% entre as classes A e B. Os dados fazem parte de levantamento do Estudo Geral de Meios (EGM), realizado pela Ipsos com 31.096 entrevistas presenciais com homens e mulheres acima de 18 anos em nove regiões metropolitanas entre julho de 2015 e junho deste ano. As regiões monitoradas foram São Paulo, Rio de Janeiro, Porto Alegre, Curitiba, Belo Horizonte, Brasília, Salvador, Recife e Fortaleza. A margem de erro é 0,56% para mais ou para menos.

Voto tático
Na análise por faixa etária, os mais velhos são mais inclinados a fazer uso do voto tático, com 16% de concordância daqueles com mais de 45 anos, ante somente 14% entre aqueles de 18 a 24 anos. Na média das nove regiões metropolitanas, 15% dos entrevistados afirmam votar no candidato com mais chances de ganhar. "O voto de uma pessoa deveria representar identificação ou pelo menos concordância ideológica com o candidato. O voto tático se dá em situações onde a opinião funcional é mais importante que a convicção", explica Diego Pagura, diretor de negócios da Ipsos Connect, responsável pelo EGM.

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