Publicano 3
Duas testemunhas de acusação foram ouvidas ontem na terceira fase da Operação Publicano, que acusa 18 pessoas de organização criminosa e lavagem de dinheiro obtido criminosamente pelo auditor José Luiz Favoreto Pereira. O Ministério Público desistiu de uma das testemunhas e outras três serão ouvidas por carta precatória. As audiências serão retomadas na próxima terça-feira, para o depoimentos de 45 testemunhas de defesa.

Prêmio ANJ
A Associação Nacional de Jornais (ANJ) entrega hoje o Prêmio ANJ de Liberdade de Imprensa 2016. Este ano os agraciados são a "Gazeta do Povo" e cinco de seus profissionais que sofrem assédio judicial de magistrados do Paraná. De acordo com a ANJ, a atitude de juízes e procuradores se dá sob a forma de dezenas de processos movidos a pretexto de uma série de reportagens sobre a remuneração do Judiciário e de membros do Ministério Público do Paraná. A solenidade acontece, a partir das 12 horas, no Royal Tulip Brasília Alvorada – Centro de Convenções, em Brasília. O ministro-chefe da Casa Civil da Presidência da República, Eliseu Padilha, é um dos convidados do evento.

Voto consciente
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) promove ações em cinco capitais e nas redes sociais sobre a importância do voto consciente. O objetivo é esclarecer os direitos e deveres do eleitor e a importância do voto. Para tanto, serão instaladas urnas eletrônicas em locais estratégicos onde os eleitores serão convidados a responder duas questões: "O que você quer melhorar na sua cidade?" e "Você sabe quem pode resolver isso?". O objetivo da ação é estimular a participação do cidadão não apenas nas eleições, mas nos destinos de sua cidade. "Para isso, é fundamental conhecer o candidato, a vida pregressa e não se submeter à compra de votos", destaca a assessora-chefe de comunicação do TSE, Giselly Siqueira. No Paraná, a ação será nesta quinta, das 11h às 13h, na Praça Rui Barbosa, centro de Curitiba.

Redes Sociais
Além da ação de mobilização nas capitais, o TSE e o Ministério Público Eleitoral (MPE) se unirão no mesmo dia para realizar uma mobilização via redes sociais sobre o tema. O "tuitaço" #VotoConsciente também irá promover a importância da vigilância do cidadão e a necessidade de denunciar irregularidades que sejam identificadas.

Temer ‘prestigia’ Moraes
Após reunião nessa terça-feira (27) pela manhã, o presidente Michel Temer ratificou sua decisão de manter o ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, no cargo depois de suas declarações polêmicas no domingo (25), dizendo que "nesta semana" haveria uma nova Operação da Lava Jato. No encontro, Temer repreendeu pessoalmente seu ministro pelas declarações dadas em Ribeirão Preto (SP), repetindo as reclamações já feitas no dia anterior por telefone. O presidente alertou seu ministro que não quer a repetição deste tipo de comportamento, porque gera desgaste para o Palácio do Planalto. Na gíria do futebol, Moraes segue "prestigiado" por Temer. O que significa que qualquer deslize o ministro será sumariamente demitido.

Bens desbloqueados
O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, determinou o desbloqueio dos bens do empreiteiro Marcelo Odebrecht, que está preso desde junho do ano passado por suspeita de participação no esquema de corrupção da Petrobras. O magistrado já havia concedido liminares com conteúdo idêntico, mas em favor do sócio da OAS, Leo Pinheiro, também alvo da Operação Lava Jato, e das pessoas jurídicas da Odebrecht e da OAS. Desta vez, o relator autorizou a livre movimentação dos bens de Marcelo Odebrecht, pessoa física. Ao justificar a decisão no caso de Pinheiro, o relator afirmou que a proibição de acesso ao seu próprio patrimônio pode sujeitar o empresário "à insolvência".

Morre Sombra
Morreu ontem, em São Paulo, o empresário Sérgio Gomes, emblemático personagem do assassinato do prefeito de Santo André Celso Daniel (PT), em janeiro de 2002 - o Ministério Público do Estado o acusava de ser o mandante do crime. Conhecido como Sombra, ele lutava contra um câncer há alguns anos. Seu advogado, o criminalista Roberto Podval, confirmou a informação sobre a morte. Sombra nunca admitiu envolvimento na morte brutal do prefeito, de quem era amigo e foi assessor.

Esquema de propinas
Em novembro de 2015, Sombra foi condenado a 15 anos, seis meses e 19 dias de reclusão, em regime fechado, acusado de liderar esquema de cobrança de propinas de empresas de transporte contratadas pela Prefeitura na gestão do petista. Ele nunca foi levado a júri popular pela morte de Celso Daniel. O Supremo Tribunal Federal anulou a ação contra ele porque o juiz do caso, em Itapecerica da Serra, na Grande São Paulo, não permitiu que as defesas dos outros acusados fizessem perguntas na fase dos interrogatórios. Sombra ficou sete meses preso em caráter preventivo - no processo sobre a morte de Celso Daniel -, até que o Supremo lhe devolveu a liberdade.

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