Feriado mais cedo
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná realiza hoje, às 10 horas, sua última sessão plenária da semana. O encontro foi antecipado para o período da manhã após um acordo entre as lideranças. Os deputados estaduais voltam a se reunir na semana que vem. Segundo o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), a expectativa é de que os seis projetos do chamado "pacotaço anticrise" do governador Beto Richa (PSDB) entrem na ordem do dia de segunda-feira. Eles já tinham passado pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) e ontem foram aprovados também pela de Finanças.

Doações de mortos
Técnicos do Tribunal de Contas da União (TCU) encontraram indícios de que 35 pessoas falecidas constam como doadoras de campanhas das eleições municipais deste ano. Também identificaram suspeitas de que beneficiários do Bolsa Família teriam contribuído financeiramente com candidatos.
As informações compiladas pelo TCU foram entregues ontem ao presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Gilmar Mendes.

Ilegalidades
O levantamento aponta que 34% dos doadores (34 mil de um total de 114,5 mil) podem ter cometido alguma ilegalidade. Os técnicos verificaram ainda supostas anormalidades envolvendo 1,4 mil (2,3%) prestadores de serviços contratados pelas campanhas. Os candidatos precisam informar à Justiça Eleitoral cada doação recebida, num prazo de até 72 horas, por meio de relatórios financeiros de campanha.

Empresas sem registro
Num trabalho em parceria, o TSE envia ao TCU os dados encaminhados pelas campanhas de todo o país. O Tribunal de Contas cruza essas informações com outras, disponíveis em bancos de dados públicos do governo federal, e consegue identificar eventuais anormalidades. Entre as mais comuns, entre outras, estão contribuições financeiras em nome de pessoas que não possuem renda para tal, empresas que prestaram serviços às campanhas, mas que não têm sequer funcionários, registro na Junta Comercial nem na Receita Federal.

Manobra pró-Cunha
Aliados do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) articulam uma série de questões de ordem e recursos para tentar adiar a votação do pedido de cassação do peemedebista, prevista para a próxima segunda-feira (12). O adiamento beneficia Cunha, uma vez que pode fazer com que a votação fique para depois das eleições municipais, quando seria mais fácil para deputados votarem abertamente a favor do peemedebista. A estratégia será apresentar, antes do início da votação, questão de ordem pedindo que o plenário da Câmara vote um projeto de Resolução, e não o parecer do Conselho de Ética a favor da cassação, como historicamente vem sendo feito em casos de cassação. Diferente do parecer, a resolução admite emendas. Com isso, aliados poderiam apresentar uma emenda propondo uma pena mais branda do que a perda de mandato.

Propinas no metrô de SP
O apontamento de pagamentos ilícito da OAS em obras do Metrô, em São Paulo, e do Estádio Fonte Nova, em Salvador (BA), foi um dos elementos que embasaram o novo decreto de prisão expedido pelo juiz federal Sérgio Moro - dos processos em primeira instância da Operação Lava Jato - contra o ex-presidente da empreiteira José Aldemário Pinheiro, o Léo Pinheiro. O ponto central dessa apuração são as delações premiadas dos contadores Roberto Trombeta e Rodrigo Morales, que confessaram à Lava Jato atuarem no esquema de lavagem de dinheiro da OAS. Os dois apresentaram provas da movimentação de R$ 28 milhões para a empreiteira em diversos contratos. Além do metrô, do estádio da Copa e da Petrobras, há negócios envolvendo obras de saneamento público.

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