INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 02 de setembro de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Debate morno
A ausência de qualquer atrito entre os prefeituráveis foi a marca do primeiro debate televisivo das eleições 2016, realizado na noite da última quinta-feira pela TV Tarobá. Com a presença de seis dos oito candidatos Flávia Romagnoli (Rede) e Paulo Silva (Psol) foram impedidos de participar em razão de seus partidos não terem representatividade suficiente no Congresso, o debate teve quatro blocos, em que os candidatos fizeram perguntas livres entre si e responderam questões de eleitores.
Saúde recorrente
Entraram na discussão temas como horário do comércio, educação, industrialização, esporte, dificuldade da Caixa de Assistência e Aposentadoria dos Servidores (Caapsml), segurança pública, transporte coletivo e até buracos de rua. Saúde foi um tema recorrente e praticamente todos que sobre ele responderam mencionaram a necessidade de melhorias na gestão. O prefeito Alexandre Kireeff (PSD), que apoia Valter Orsi (PSDB), acompanhou o embate numa sala da emissora reservada aos convidados dos candidatos.
Parcelamento do solo
Será realizada no próximo dia 16 de setembro audiência pública para apresentação da minuta do projeto de lei que trata da lei de parcelamento, edificação e utilização compulsórios em Londrina. O encontro está agendado para às 19h, no auditório do Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal), na Rua Maringá, 2.400.
IPTU progressivo
A definição do parcelamento do solo é uma exigência do Estatuto das Cidades (2001) para que o município possa aplicar o IPTU progressivo. Em Londrina, a proposta que previa o aumento de alíquotas em terrenos vazios ou subutilizados chegou a tramitar na Câmara, mas foi retirada de pauta, pela ausência da legislação complementar. No mês de julho, a FOLHA mostrou que a prefeitura vem perdendo todas as demandas judiciais de cobrança de IPTU progressivo que já lançou, principalmente porque ainda não tem a regra sobre o parcelamento compulsório do solo.
Pacotaço em pauta
Os seis projetos de lei que integravam o "pacotaço anticrise" do governador Beto Richa (PSDB) serão votados na próxima segunda-feira pela Comissão de Finanças (CF) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Em seguida, provavelmente no dia seguinte, eles devem ser levados a plenário. Por conta do feriado de 7 de setembro, porém, as sessões na Casa acontecem apenas até terça-feira. Na última reunião da CF, as matérias receberam pedidos de vista do deputado Tadeu Veneri (PT). Todas elas já tiveram o aval da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ).
Mudanças
O Executivo pretende concluir a votação até 30 de setembro, de forma que as medidas possam ser aplicadas em 1º de janeiro de 2017, respeitando-se a noventena. Conforme publicado anteriormente pela FOLHA,os textos receberão várias alterações O mais provável é que somente as ações ordinárias (com direito a voto) da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar) sejam colocadas à venda, e não mais as da Companhia Paranaense de Energia (Copel). O Estado manterá 60% do controle da empresa. Hoje, ele é dono de 74%, isto é, pode se desfazer de até 14%. A proposição relativa às taxas de recursos hídricos e de recursos minerais também será modificada.
Figurões em baixa
Pesquisa do Instituto Ipsos mostra que o processo de impeachment de Dilma Rousseff não poupou os principais nomes da cena política. Os índices de aprovação de praticamente todos, tanto dos que se opunham ao processo quanto de seus apoiadores, caíram. Marina Silva (Rede) foi quem teve a maior deterioração: o índice de aprovação dela recuou 19 pontos percentuais, de 48% para 29%. Já sua desaprovação subiu de 44% para 58%, também a maior alta entre os nomes monitorados.
Desaprovação de Aécio
Já o senador Aécio Neves viu sua aprovação cair 11 pontos percentuais no período, de 31% para 20%. Sua desaprovação, saiu de 59% para 64%. O ex-presidente da Câmara dos Deputados Eduardo Cunha e o deputado federal Jair Bolsonaro foram os que viram a maior elevação em seus índices de desaprovação. A avaliação negativa de Cunha saltou de 65% para 77%, enquanto a de Bolsonaro subiu de 41% para 53% no período.
Dilma e Temer
A maior beneficiada do processo foi Dilma, que viu sua aprovação subir 11 pontos percentuais e sua desaprovação cair 13 pontos percentuais. Ainda assim, Dilma possui um dos mais altos índices de desaprovação entre os nomes monitorados, com 71%, atrás apenas de Cunha. Já sua aprovação em agosto ficou em 23%. Agora na Presidência, Michel Temer viu sua desaprovação saltar seis pontos percentuais desde abril e ficou em 68% em agosto, enquanto sua aprovação recuou de 24% para 21%.
Lula
O ex-presidente Lula, que em julho virou réu na Lava Jato, viu pouca variação em seus índices de aprovação e de desaprovação no período, embora a avaliação negativa do presidente em agosto seja a maior nos últimos 12 meses. A desaprovação ao petista ficou em 67% no mês, bem próximo do patamar registrado em abril, enquanto a desaprovação recuou um ponto percentual e ficou em 28%. O Ipsos realizou 1.200 entrevistas presenciais em 72 cidades brasileiras, entre 30 de julho e 9 de agosto. A margem de erro é de três pontos percentuais.


