INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 31 de agosto de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
LOA na Câmara
Tramita na Câmara de Vereadores de Londrina o projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA) para 2107. O orçamento é de R$ 1,77 bilhão, dos quais R$ 882 milhões recursos próprios e R$ 897 milhões vinculados. O orçamento representa um aumento de 2,73% em relação ao orçamento que está em execução. Segundo os dados do município, as maiores despesas serão em Saúde, com 23,67%, e Educação, com 28,37%.
Investimentos
Conforme o projeto enviado à Câmara, o município aplicará, em investimentos, R$ 141,8 milhões, que representam 8% do total do orçamento fiscal, sendo a maior parte de recursos vinculados, incluindo os financiamentos.
Profis
Está na pauta da sessão de hoje da Câmara a primeira discussão do projeto de lei que institui o Programa de Regularização Fiscal (Pofis). O projeto prevê desconto de 100% nos juros e multas para pagamentos de dívidas municipais à vista para quem aderir ao programa até o último dia útil de outubro. Existem outras formas de pagamento até o final do ano, com descontos menores. Com a medida, o município espera um incremento na arrecadação de até R$ 26.174.913,41, abrindo mão de R$ 8.457.169,54, que é o valor correspondente à renúncia fiscal.
Kireeff declara voto
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), que decidiu não disputar a reeleição, apareceu ontem pela primeira vez na propaganda eleitoral gratuita. Kireeff participou do programa de Valter Orsi para declarar seu voto ao tucano. Ao declinar seu apoio, Kireeff justificou o combate à corrupção, elencado por Orsi como "princípio número um" de sua eventual gestão. Orsi destacou ainda sua participação no debate de segunda-feira promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) Paraná e núcleo de Londrina do Instituto dos Arquitetos Brasileiros (IAB).
Segurança
Já Sandra Graça (PRB) abordou a segurança e o problema da criminalidade na cidade. E afirmou que pretende integrar todas as forças policiais polícias militar, civil e federal e a Guarda Municipal - para combater o problema. Prometeu ainda implantar módulos itinerantes da Guarda Municipal e iluminar melhor a cidade para garantir mais segurança à população.
Desenvolvimento
Marcelo Belinati (PP), por sua vez, destacou as conquistas que ajudaram no desenvolvimento de Londrina, como a telefônica Sercomtel cujas ações foram vendidas na polêmica gestão do seu tio Antonio Belinati (1997-2000). E prometeu acabar com a burocracia para facilitar a emissão de alvarás, evitando assim que a cidade perca empresas. Uma de suas metas é centralizar a liberação de alvarás em único setor.
Raízes
Luciano Odebrecht (PMN) falou de suas raízes na cidade, de sua formação em Direito pela Universidade Estadual de Londrina e prometeu lutar pela "dignidade do cidadão londrinense".
Realidade
Odarlone Orente (PT) falou de sua trajetória no Conjunto Aquiles Stenghel e usou o álbum de família para lembrar da origem humilde e do primeiro emprego propiciado pela guarda mirim. Na sua visão, esse passado que lhe permitiria ser um "prefeito que conhece a realidade" e faria "a política valer para todos".
Buracos
André Trindade (PPS) escolheu uma das muitas ruas esburacadas de Londrina para destacar o pouco orçamento (R$ 1 milhão em 2016) destinado para o problema. Ele abordou ainda a participação no debate de segunda-feira promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo (CAU) Paraná e núcleo de Londrina do Instituto dos Arquitetos Brasileiros (IAB), onde defendeu o conceito da sustentabilidade na atração de empresas à cidade. Novamente, os programas de Paulo Silva (Psol) e Flávia Romagnoli (Rede) não foram ao ar.
Marina quer Temer fora
A ex-senadora Marina Silva, líder do partido Rede de Sustentabilidade, se manifestou nessa quarta-feira (31) pelas redes sociais e voltou a se posicionar a favor do impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff (PT). Ela também reafirmou que defende a convocação de novas eleições para escolher quem fará a transição na Presidência até 2018 e pediu urgência no processo que corre no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para cassar a chapa Dilma-Temer. "Que se devolva à sociedade brasileira a possibilidade de escolher quem vai fazer a transição até 2018", escreveu.
Caso Cunha
O Supremo Tribunal Federal (STF) ouviu na manhã de ontem mais duas testemunhas de defesa do deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), acusado de corrupção passiva e lavagem de dinheiro por um suposto esquema de dinheiro desviado na compra de navios-sonda da Petrobras. Prestaram depoimento no STF o ex-secretário geral da mesa diretora da Câmara Silvio Avelino da Silva e o deputado federal Mauro Ribeiro Lopes (PMDB-MG). Questionado sobre o fato de ser testemunha de defesa, o parlamentar afirmou que, na condição de secretário geral nacional do PMDB, manteve "convivência" com todos os deputados do partido, inclusive com Cunha. "O relacionamento com o Eduardo (Cunha) foi de convivência dentro do plenário", afirmou Mauro Ribeiro Lopes.


