O deferido
Até ontem à noite, apenas o pedido de registro de candidatura de Paulo Silva (Psol) à Prefeitura de Londrina aparecia como "deferido" pela Justiça Eleitoral. Os outros sete candidatos estavam como "aguardando julgamento". A situação não impede que façam campanha normalmente. Silva e os candidatos a vereador do Psol foram os primeiros a apresentar os documentos na 41ª zona eleitoral.

Dinheiro para Câmara
Na audiência pública, ontem, para a apresentação do orçamento municipal para 2017, a Prefeitura de Londrina confirmou o repasse de R$ 35 milhões para a Câmara de Vereadores. O valor atende o pedido feito pela Casa e enviado ao Executivo na elaboração da Lei Orçamentária Anual (LOA). Até o final deste ano de 2016, o Legislativo vai completar a soma de R$ 34,2 milhões.

Debate com prefeituráveis
O Clube de Engenharia e Arquitetura de Londrina (Ceal) realiza na próxima segunda-feira, às 19 horas, o primeiro debate entre oito candidatos a prefeito de Londrina. De acordo com a assessoria do Ceal, os prefeituráveis devem apresentar propostas sobre mobilidade, gestão urbana, sustentabilidade e habitação de interesse social. O evento é promovido pelo Conselho de Arquitetura e Urbanismo do Paraná (CAU/PR) e pelo Núcleo Londrina do Instituto de Arquitetos do Brasil – departamento do Paraná (IAB-PR). A participação do público é livre, mas é necessária inscrição prévia no link: https://docs.google.com/forms/d/e/1FAIpQLSeYHwWXoxPrQkLRsM9QiLsw2DhSqN1JVW68pbm30N_380gOqw/viewform?c=0&w=1. O Ceal fica Avenida Maringá, 2.400.

Choro de Argello
Réu da Operação Lava Jato e acusado de receber propina para impedir convocações na CPI da Petrobras, o ex-senador Gim Argello chorou em depoimento à Justiça nessa sexta (26), e disse que está sendo alvo de "vingança". "Eu não fui desonesto. Não pedi propina para ninguém, não pedi vantagem indevida a ninguém. Eu pedi doação eleitoral dentro da lei", afirmou ele ao juiz Sérgio Moro.

‘Virei cachorro morto’
Preso preventivamente desde abril deste ano, Argello foi denunciado sob acusação de corrupção, lavagem de dinheiro, concussão e embaraço à investigação. Ex-senador pelo PTB-DF, do qual se desfiliou há dois meses, ele era vice-presidente da CPMI da Petrobras, instalada em 2014. Empresários que se tornaram delatores da Lava Jato, como Ricardo Pessoa e Otávio Marques de Azevedo, o acusam de ter pedido doações eleitorais em troca de evitar a convocação para a CPI. Ele nega e diz que jamais condicionou as doações à proteção no Congresso. "Hoje eu virei um cachorro morto no mundo da política. Até desfiliado. Agora ficou fácil dizer isso", afirmou.

Romário investigado
O Supremo Tribunal Federal (STF) recebeu uma investigação iniciada pelo Ministério Público do Distrito Federal sob suspeita que o senador Romário (PSB-RJ) instalou um campo de futebol e um píer de madeira em área de preservação às margens do lago Paranoá, em Brasília. As obras, segundo a investigação preliminar, foram feitas pelo senador na casa em que mora no Lago Sul, área nobre de Brasília. Ao constatar que o morador do imóvel era Romário, porém, o Ministério Público do Distrito Federal solicitou o envio da investigação para o STF, já que o senador possui foro privilegiado.

Autorizado pela Marinha
O processo ficou sob a relatoria do ministro Teori Zavascki, mas ainda deve ser encaminhado à Procuradoria-Geral da República para que decida se solicita a abertura de um inquérito para apurar formalmente o caso. A suspeita seria de crime ambiental. Em nota, a assessoria de Romário afirmou que ele não construiu as quadras, porque já existiam no local, mas que "realizou apenas pequenas adequações depois que alugou o imóvel". Diz ainda que o píer foi autorizado pela Marinha. "Se houve algum dano ambiental, ocorreu antes mesmo da locação do imóvel, não podendo ser a ele imputado".

PF investiga tucano
Interceptações telefônicas feitas pela Polícia Federal indicam que dívidas da campanha de Marconi Perillo (PSDB), eleito pela quarta vez governador de Goiás, foram pagas pelo esquema de fraudes implantado na Saneago, empresa de saneamento do estado. Na quarta (24), foi deflagrada a Operação Decantação que investiga o desvio de R$ 4,5 milhões de dinheiro público da empresa que teria sido usado para financiamentos de campanhas eleitorais. As obras que tiveram recursos desviados contaram com financiamento do PAC, BNDES e Caixa Econômica Federal, segundo a PF. O governador Marconi Perillo não quis se manifestar.

Concessões de radiodifusão
O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, pediu que o Supremo Tribunal Federal (STF) determine à União o fim das outorgas, concessões, permissões e autorizações de radiodifusão a empresas que tenham políticos como sócios ou associados. A manifestação de Janot foi feita nos autos de uma arguição de descumprimento de preceito fundamental apresentada em dezembro do ano passado pelo Psol. Em sua manifestação, Janot sustenta que, devido à realização periódica de eleições, "há constante renovação do quadro referido de violação de preceitos constitucionais".

mockup