Pesquisa eleitoral
Os candidatos a prefeito de Londrina comentaram a pesquisa eleitoral feita pelo Instituto Multicultural, para a FOLHA e Rádio Paiquerê AM. Divulgada ontem, o levantamento ouviu 640 pessoas entre os dias 20 e 22 de agosto e foi registrado no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o número PR-09285/2016. A margem de erro é de 3% para mais ou para menos em um intervalo de confiança de 95%.

Liderança
Na frente com 45,5%, Marcelo Belinati (PP) agradeceu. "Recebo com humildade, a pesquisa retrata um momento específico da campanha. Eu vou fazer uma campanha propositiva, mostrar à cidade o que eu entendo ser o caminho do desenvolvimento." Valter Orsi (PSDB), com 9,5%, estava em gravação de programas para a TV ontem e não atendeu. Na terceira posição, com 8% das intenções, Sandra Graça (PRB), aposta no crescimento dos índices. "Significa lembrança e respeito ao meu trabalho há mais de 18 anos na cidade. Me sinto realizada, porque a campanha tende a crescer." Luciano Odebrechet (PMN) apareceu no resultado na quarta posição, mas tecnicamente empatado com os demais concorrentes. "Considerando que não somos políticos, estamos em quarto lugar, muito em breve estaremos no segundo lugar e vamos para o segundo turno."

Otimismo
Flávia Romagnoli (Rede), Odarlone Orente (PT) e Paulo Silva (Psol) aparecem com 1% cada. Flávia aposta no bom desempenho durante a campanha para elevar os números. "Para a Rede Sustentabilidade está ótimo, estamos iniciando a campanha e vamos melhorar." Segundo Odarlone, "o resultado é positivo, nunca fui candidato, sou desconhecido e temos condições de crescer, porque tem um grande número de pessoas indecisas." Paulo Silva também tem boas expectativas com a apresentação das suas propostas ao eleitor. Para André Trindade (PPS), com 0,5%, "a divulgação dos candidatos ainda não teve início no rádio e na TV, sabemos que temos perspectiva de crescimento muito grande porque a nossa rejeição é a menor".

Decisão
O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná extinguiu o processo movido pela suplente de vereador Adriana Aguilera (PHS) contra o vereador Gustavo Richa (PSDB). Segundo a assessoria do vereador, na última segunda-feira a resolução emitida pelo TRE "deixou bem claro que o prazo legal para qualquer reclamação envolvendo o resultado da eleição só pode ser protocolado no prazo máximo de 30 dias, após a publicação oficial do pleito". Adriana entrou com o pedido na Justiça Eleitoral para ocupar a vaga de Richa, que se elegeu pelo PHS, mas deixou o partido para ingressar no PSDB.

Nanicos e os debates
O Supremo Tribunal Federal (STF) decidiu nessa quinta-feira (25) que caberá às emissoras de rádio e televisão estabelecer quais candidatos dos chamados partidos nanicos poderão participar dos debates eleitorais. De acordo com o tribunal, as empresas de comunicação precisarão obedecer "critérios objetivos" para convidar esses candidatos, cujos partidos têm menos de dez cadeiras na Câmara dos Deputados. O Supremo não estabeleceu, no entanto, quais são esses critérios. Agora, os demais candidatos não poderão vetar a participação de concorrentes convidados pelas emissoras. Até então, a presença de nanicos, mesmo aqueles que eram chamados pelas organizadoras do debate, precisavam passar pelo crivo de dois terços dos seus concorrentes.

César Maia cassado
A 10ª Câmara Cível do Rio cassou nessa quinta-feira (25) em segunda instância, o mandato do vereador Cesar Maia (DEM), ex-prefeito do Rio. Por três votos a dois, a 10ª Câmara condenou o político por ter contratado 31 vezes, sem licitação, o advogado Paulo Saboya, falecido em 2009, para defendê-lo em processos judiciais. Saboya era cunhado do então prefeito. Por meio de sua assessoria, o vereador afirmou que ainda não foi informado oficialmente da decisão, mas que ela, na prática, não gera efeitos, pois Cesar Maia ainda pode recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e ao Supremo Tribunal Federal (STF). Somente após o trânsito em julgado da sentença, na última instância, a cassação se concretizará.

Flux relata caso Cunha
O ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal Federal (STF), é o novo relator de um dos inquéritos que tramita na Corte contra o deputado afastado Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A investigação trata da suposta negociação de emendas em medidas provisórias para favorecer bancos e empresários. O relator da Lava Jato no Tribunal, ministro Teori Zavascki, encaminhou no início da semana o caso para redistribuição por entender que a investigação não tem relação com os desdobramentos do esquema de corrupção envolvendo a Petrobras. Pela investigação, mantida sob sigilo no STF, as emendas que Cunha negociava trariam benefícios ao banqueiro André Esteves, do BTG Pactual, e ao executivo Léo Pinheiro, da OAS.

mockup