Mais rico da capital
Candidato à Prefeitura de Curitiba, Ademar Pereira (PROS) é o mais rico entre os prefeituráveis da capital com R$ 4,1 milhões, conforme consta na declaração de bens informada ao Tribunal Superior Eleitoral. O prefeito Gustavo Fruet (PDT), que tenta a reeleição, declarou bens R$ 3 milhões, seguido Requião Filho (PMDB) com R$ 2 milhões, Afonso Rangel (PRP) com R$ 1,2 milhão, Maria Victoria (PP) com R$ 900 mil, Ney Leprevost (PSD) R$ com 860 mil, Rafael Greca (PMN) com R$ 573 mil e Tadeu Veneri (PT) com R$ R$ 342 mil. Xênia Mello (Psol) não declarou bens ao TSE. Por lei, os candidatos são obrigados a cadastrar a declaração de bens em sua candidatura no TSE.

Aplicativo das eleições
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) desenvolveu diversos aplicativos para que os cidadãos possam acompanhar as eleições municipais de 2016 pelo celular. Ao todo, 11 ferramentas vão estar disponíveis durante a campanha para que eleitores se informem sobre o pleito e, até mesmo, fiscalizem os candidatos. Nessa quinta-feira (18), houve o lançamento de um deles que tem como objetivo permitir ao cidadão denunciar irregularidades durante a campanha.

‘Pardal’
Batizado de "Pardal", o aplicativo possibilita informar, em tempo real, a existência de um problema eleitoral. Após baixar a ferramenta, o cidadão poderá fazer fotos ou vídeos e enviá-los para a Justiça Eleitoral do Estado ou do município, que ficará encarregada de analisar a denúncia. Entre as situações que podem ser denunciadas estão o registro de uma propaganda irregular, como a existência de um outdoor de candidato, o que é proibido pela legislação, ou a participação de algum funcionário público em um ato de campanha durante o horário de expediente.

Fiscalização
Para o presidente do TSE, Gilmar Mendes, a ideia da ferramenta é que as pessoas ajudem a Justiça Eleitoral a fiscalizar a eleição "Nós temos um período muito curto de campanha, limites muito estritos de gastos, então pode correr abusos, e nós queremos que o cidadão nos ajude denunciando eventuais irregularidades", disse. A ferramenta foi desenvolvida em 2012, pelo Tribunal Regional Eleitoral do Espírito Santo. Nas eleições de 2014, ela já foi utilizada em outros Estados.

Consulta e apuração
Um aplicativo que também é interessante para orientar o eleitor é o "Candidaturas", que vai trazer uma relação de todos os candidatos, com dados como partido e número na urna, além de informações sobre as propostas, a declaração de bens e a prestação de contas dos políticos. Através de outra ferramenta, o eleitor vai poder consultar, pelo celular, a existência ou o andamento de processos contra um candidato. Há também um app que disponibiliza as datas do calendário eleitoral. A apuração dos resultados, no dia da eleição, também vai poder ser acompanhada pelo celular. Em 2014, o TSE já disponibilizou um aplicativo como esse. A ferramenta foi um das mais baixadas da loja virtual da Apple.

Temer na TV
O presidente interino Michel Temer informou na noite de quarta-feira (17) a senadores tucanos que pretende fazer no 7 de Setembro seu primeiro pronunciamento em cadeia nacional de rádio e televisão caso a presidente Dilma Rousseff seja definitivamente afastada do cargo. O peemedebista definiu a data no início desta semana e já começou a discutir com a equipe ministerial o tom do discurso, que deverá ser gravado antes de sua viagem para a reunião do G-20, encontro que será realizado nos dias 4 e 5 de setembro na China.

Unidade nacional
O objetivo do pronunciamento é definir a linha de seu governo a partir do momento em que ele assume definitivamente o cargo. Para isso, a ideia é que o peemedebista defenda a necessidade de uma unidade nacional para superar as crises política e econômica e reforce sua agenda econômica focada no ajuste fiscal e retomada dos investimentos. Ele irá também pregar a pacificação do país e a necessidade de uma "reinstitucionalização", além de pedir que a sociedade brasileira se dedique a superar o atual quadro econômico.

Bumlai internado
O juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato na 1ª instância, adiou ontem o retorno à prisão do pecuarista José Carlos Bumlai, amigo do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A defesa de Bumlai informou que o pecuarista foi internado em um hospital de São Paulo. O magistrado havia determinado que Bumlai se apresentasse à Polícia Federal em 23 de agosto para retornar ao regime de prisão preventiva determinada em novembro de 2015, na deflagração da Operação Passe Livre, desdobramento da Lava Jato.

Indiciados
A Polícia Federal indiciou seis funcionários que atuavam para a filial brasileira da firma panamenha Mossack Fonseca, especializada em abrir offshores, pelos crimes de ocultação de bens, organização criminosa e fraude, além da publicitária Nelci Warken, indiciada também por fraude e também por ocultação de bens. É a primeira vez que a PF enquadra formalmente alvos da Operação Lava Jato ligados à empresa que ficou conhecida mundialmente após a investigação jornalística internacional Panamá Papers revelar todos os clientes que utilizavam offshores.

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