Ritmo acelerado
Este é o último final de semana sem plantão na Justiça Eleitoral. Conforme determina a legislação, após o encerramento do período de registros – segunda-feira (15) – os prazos seguem em ritmo ininterrupto. Portanto, a partir da próxima terça-feira, o ritmo será acelerado também aos sábados, domingos e feriados.

Na rua
Finalmente, nesta semana chegará às ruas a campanha eleitoral. O dia 16, terça-feira, marcará o início da propaganda, estando os candidatos liberados para usar alto-falantes, das 8 às 22 horas, em veículos; realizar comícios e utilizar aparelhagem de sonorização fixa, das 8 às 24 horas; e colocar propaganda eleitoral na internet, vedada a veiculação de qualquer tipo de propaganda paga. Até as 22 horas do dia 1º de outubro, poderá haver distribuição de material gráfico, caminhada, carreata, passeata ou carro de som que transite pela cidade divulgando jingles ou mensagens de candidatos, observados os limites e as vedações legais de cada local.

No limite da LRF
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná expediu alerta ao município de Ponta Grossa e a outras sete prefeituras paranaenses em razão da extrapolação de 95% do limite de 54% da receita corrente líquida (RCL) com despesas de pessoal em 2015. Nesses municípios, o poder Executivo está sujeito às vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Arapongas (Região Metropolitana de Londrina) também recebeu alerta. Nos municípios onde isso ocorre, a Constituição Federal estabelece que o poder Executivo deverá reduzir em, pelo menos, 20% os gastos com comissionados e funções de confiança.

Dificuldades
Mais de cem municípios paranaenses já foram avisados pelo TC sobre o andamento das contas em relação a pessoal. Prefeitos já ouvidos em reportagem da FOLHA alegam que a queda na arrecadação mais a inflação alta incidindo sobre os salários do funcionalismo provocaram desequilíbrio nas contas públicas.

Lerner diz que não apoia ninguém
Volte e meia citado em entrevistas e eventos de campanha como suposto aliado de concorrentes ao Palácio 29 de Março, sobretudo Rafael Greca (PMN), Gustavo Fruet (PDT), Ney Leprevost (PMN) e Maria Victoria (PP), o ex-prefeito de Curitiba Jaime Lerner voltou a garantir, ontem, que não está apoiando nenhum dos nove candidatos. "Ponto final!", escreveu, em sua conta na rede social Facebook. O arquiteto e urbanista chefiou o Executivo da capital por três vezes (1971/75, 1979/84 e 1989/92), as duas primeiras de forma biônica, indicado pela Ditadura Militar, e a última eleito por voto popular. Ele também foi governador do Paraná entre 1995 e 2002.

Puxão de orelhas
Depois de o ministro da Saúde, Ricardo Barros (PP-PR), dizer que os homens vão menos ao médico porque "trabalham mais", a própria filha do político, Maria Victoria (PP-PR), resolveu se manifestar. Em vídeo publicado em sua conta na rede social Facebook na noite dessa quinta-feira (11), a deputada estadual, que é candidata à Prefeitura de Curitiba, disse que precisou dar um "puxão de orelhas" no pai.

‘Não é isso?’
"Por mais que haja dados absolutos de que há maior número de homens no mercado formal de trabalho, o IBGE [Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística] afirma que as mulheres trabalham em média cinco horas a mais na semana do que os homens. Portanto, é uma jornada de trabalho mais longa", afirmou. A parlamentar lembrou ainda o fato de mulheres serem submetidas a jornadas duplas quando voltam para casa. "Não é isso, mulherada?", perguntou.

‘Mal interpretado’
Barros é casado com a vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti (PP), que até o momento não se pronunciou sobre o tema. Em nota, o ministro pediu desculpas "se foi mal interpretado". Ele argumentou que, na verdade, se referia ao número de homens no mercado de trabalho. O pepista admitiu ainda que as mulheres exercem uma segunda ou terceira etapa do dia. "Conhecendo o quanto as mulheres trabalham, eu jamais diria que os homens trabalham mais que as mulheres. Quero deixar claro que eu me referia ao número de homens no mercado de trabalho, que ainda é maior." Em entrevista à FOLHA, publicada ontem, Barros admitiu a gafe.

Coleção de cacos
Ricardo Barros vem colecionando uma série de gafes e equívocos à frente do Ministério da Saúde da gestão Michel Temer e como relator do Orçamento de 2016 na Câmara dos Deputados. Em dezembro do ano passado, na gestão de Dilma Rousseff chegou a propor o corte de R$ 10 bilhões no Bolsa Família - menina dos olhos da gestão petista - como medida para cumprir a meta do governo de superavit de 0,7% do PIB deste ano. Como ministro, o maringaense pensou em chamar religiosos para discutir o aborto, achou normal o uso de placebo como pílula do câncer, sugeriu reduzir o atendimento do SUS e apoiou adoção de um plano de saúde popular, sem tantas exigências da Agência Nacional de Saúde. Não à toa, vários blogs ontem defendiam a demissão do ministro.

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