Camargo segue no TJ
Em decisão proferida no último dia 3, o ministro Gilmar Mendes cassou a liminar concedida anteriormente ao conselho do Tribunal de Contas (TC) do Paraná Fábio Camargo e negou seguimento à Reclamação impetrada por sua defesa. A intenção da medida era impedir o afastamento do conselheiro. Porém, a decisão não tem efeito prático, uma vez que liminar do ministro Ricardo Lewandowski, que mantém o ex-deputado no cargo, segue valendo. O entendimento do STF é de que apenas uma decisão com trânsito em julgado pode afastar com conselheiro de Tribunal de Contas, que tem cargo vitalício.

Sem efeito prático
Em maio, o Órgão Especial do TJ do Paraná determinou a anulação do processo eleitoral que escolheu o ex-deputado. A eleição foi realizada em 2013 e o administrador de empresas Max Schrappe, que era um dos concorrentes à vaga, alegou que Camargo não apresentou dos documentos exigidos na inscrição. "Essa nova decisão do STF não tem efeito prático", assegura o advogado de Schrappe, Gustavo Sartor de Oliveira.

Professores na AL
Um grupo de professores aposentados da rede estadual de educação esteve na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná ontem para pedir apoio dos 54 deputados estaduais na negociação de uma pauta junto ao governo Beto Richa (PSDB). Além da manutenção da data-base e do pagamento de promoções e progressões em atraso, a categoria reivindica questões específicas, como melhor atendimento no Sistema de Assistência à Saúde (SAS), espécie de SUS do funcionalismo, e o enquadramento de dez mil cargos aos níveis 2 e 3 da carreira.

Isonomia
Segundo a secretária de aposentados da APP-Sindicato, Valci Mattos, em 1996, com a mudança na legislação, foram criadas mais duas classes de vencimentos na estrutura do magistério. "Por um erro, os professores acabaram enquadrados em um nível abaixo do que deveriam. O governo se comprometeu a resolver a situação, mas até agora isso não aconteceu", disse. Ainda de acordo com ela, a garantia da isonomia representaria um acréscimo de aproximadamente R$ 600 nos salários. A comitiva visitou os gabinetes e depois acompanhou a sessão plenária de uma das galerias da Casa.

Petista defende pagamento
Em discurso na tribuna, o líder do PT, Professor Lemos, defendeu o pagamento: "O governo espalha em suas propagandas que somos o quarto maior PIB do País. Só neste primeiro semestre, arrecadamos 10,5% a mais que no mesmo período do ano passado. Todo mês ele retira R$ 143 milhões do fundo de previdência do servidores, dinheiro de vocês usado para aumentar esse superávit. Mas, ao mesmo tempo, alega que falta dinheiro para pagar dívidas com salários, com saúde e com propostas de melhoria na educação".

Outras demandas
Para o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), todas as demandas têm de ser analisadas, entretanto, considerando a situação econômica pela qual passa o Brasil. "Esse tema já foi exaustivamente debatido no governo. Os salários dos servidores do Paraná que são aposentados são, ressalvada uma ou outra exceção, dignos. Ninguém recebe uma aposentadoria vil. Por outro lado, eu penso que nós precisamos investir muito na contratação de novos servidores. Temos que fazer concurso público, contratar policiais civis e militares, contratar na área da educação... É necessário fixar prioridades", argumentou.

Objetivos do Milênio
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná aderiu ontem aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) estabelecidos pela Organização das Nações Unidas (ONU). A assinatura do termo aconteceu durante a sessão plenária e contou com a presença do secretário de Estado para Assuntos Estratégicos, Flavio Arns, também secretário do Movimento "Nós Podemos Paraná". O Brasil e outros 192 países são signatários da ONU no documento com os 17 objetivos, 169 metas e 230 atividades a serem desenvolvidas até 2030. A mobilização inclui ações para diminuição da pobreza e da desigualdade e cuidados com as mudanças climáticas.

Moro liberta executivo
O juiz federal Sérgio Moro mandou soltar o executivo Marcos Reis, preso na Operação Resta Um, 33ª fase da Lava Jato. O magistrado estabeleceu três medidas cautelares: obrigação de comparecimento a todos os atos do processo, inclusive por intimação por telefone, entrega de todos os passaportes no prazo máximo de três dias e proibição de deixar o país até nova deliberação judicial.

Cabeça do ‘caixa dois’
A Resta Um foi deflagrada no dia 3 de agosto. Marcos Reis estava no exterior e se apresentou à Polícia Federal, em Curitiba, dois dias depois. O executivo era diretor financeiro do Consórcio Quip, integrado pelas empreiteiras UTC, Queiroz Galvão e Camargo Corrêa. Segundo a investigação, o executivo foi o responsável por montar o "caixa dois" da Quip no exterior, tendo buscado auxílio do suíço Stephan Mueller. O consórcio teria pago propina a executivos da Diretoria de Serviços da Petrobras sobre contratações da plataforma P-53. O dono da UTC, Ricardo Pessoa, e o ex-diretor financeiro da empreiteira, Walmir Pinheiro, delataram pagamento de propina. A plataforma P-53 apareceu ainda na tabela de propinas do ex-gerente executivo da estatal Pedro Barusco.

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