Clima eleitoral
O próximo fim de semana será movimentado com as convenções partidárias. Embora as siglas estejam em constantes reuniões, aproveitando o recesso legislativo, a maioria vai deixar a definição para a última hora, conforme a FOLHA já mostrou. Com a saída do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) da disputa, o grupo governista ficou órfão e, por enquanto, ninguém aglutina o apoio para se lançar com força na disputa. Vale lembrar que o Psol homologou Paulo Silva como o candidato do partido para o Executivo, no domingo.

Hóspedes
O PSD, de Kireeff, vai realizar a sua convenção no próximo domingo, pela manhã, no Hotel Crystal, de Bruno Veronesi (PSD). O empresário e ex-presidente da Codel foi a aposta do partido para a disputa pela prefeitura, mas desistiu da pré-candidatura por questões pessoais. Agora na condição de anfitrião, não descarta participar da campanha, no máximo, como candidato a vice.

Convenções
O Partido Popular Socialista (PPS), dos deputados Rubens Bueno (federal) e Tercílio Turini (estadual), vai fazer a convenção municipal no sábado, a partir das 8 horas. Os filiados devem homologar a candidatura do professor universitário e advogado André Trindade para disputar o cargo de prefeito de Londrina, além de escolherem um nome para vice e chapa de vereadores.
O encontro será na Câmara Municipal.

PTB
O PTB, do deputado federal Alex Canziani (PTB), realiza a convenção no domingo. Em princípio, a legenda apoiaria eventual reeleição de Kireeff, mas, com o prefeito fora da disputa, a posição do PTB ainda é incerta. Praticamente descartada a candidatura própria. A convenção começa às 8 horas, na sede da Associação Cristã de Moços, Rua Villa Lobos, nº 260, no Jardim Mediterrâneo.

Manutenção de prisão
Em parecer encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) o subprocurador-geral da República Francisco Sanseverino defende que seja mantida a prisão preventiva do ex-diretor de Serviços da Petrobras Renato Duque, decretada pela 3ª Vara Criminal do Rio, em dezembro. Renato Duque foi indicado pelo PT para ocupar a Diretoria de Serviços da Petrobras. Essa unidade da estatal, segundo a Lava Jato, era cota do PT.

Propina de US$ 1 milhão
Parte da propina amealhada por meio de contratos fraudulentos era destinada ao PT, via João Vaccari Neto, então tesoureiro do partido. Outra parte ia para a "Casa" - como Duque e seu gerente de Engenharia, Pedro Barusco, se referiam ao quinhão repassado a eles. Segundo o MPF, Duque teria recebido por duas vezes propina de US$ 1 milhão para favorecer a contratação da empresa holandesa SBM Offshore pela Petrobras

Investigado pede liberdade
A defesa do empresário Fernando Moura Hourneaux, condenado na Operação Lava Jato, entrou ontem com pedido de liberdade no Supremo Tribunal Federal. Moura foi preso por determinação do juiz federal Sérgio Moro por ter quebrado acordo de delação premiada, no qual citou o ex-ministro da Casa Civil José Dirceu. O habeas corpus será analisado pelo presidente do STF, Ricardo Lewandowski, que está responsável pelo plantão de decisões durante o recesso de julho na Corte.

Indenização a família de militante
A União terá que pagar R$ 60 mil de indenização à família de um militante político preso e torturado durante o Regime Militar (1964-1985). O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4) confirmou sentença de primeira instância por entender que os crimes de violação de direitos humanos cometidos durante o período são imprescritíveis. O antigo militante do Partido Comunista Brasileiro (PCB), hoje já falecido, foi preso em setembro de 1975, durante a Operação Marumbi, planejada e executada pelo Departamento de Ordem Política e Social (DOPS) e pelo Destacamento de Operações de Informação – Centro de Operações de Defesa Interna (DOI-CODI), no Paraná.

Preso e incomunicável
Na ocasião, ele foi detido junto com o seu filho de 17 anos enquanto se dirigia à estação Rodoferroviária de Curitiba para realizar uma ligação interurbana. Após a captura, o autor da ação permaneceu incomunicável por 38 dias e, durante este tempo, foi torturado com choques elétricos e afogamentos, além de outras humilhações. Após mais de uma década do fim do regime, o ex-preso político ajuizou ação solicitando reparação por danos morais. A 2ª Vara Federal de Maringá julgou a ação procedente e condenou a União a indenizar o autor em R$ 60 mil.

Sem prescrição
A Advocacia-Geral da União recorreu solicitando a prescrição do processo, uma vez que os fatos narrados ocorreram mais de cinco anos antes da data do ajuizamento da ação. Por unanimidade, o TRF4 decidiu negar o recurso da União. De acordo com o relator do processo, juiz federal Eduardo Gomes Philippsen, convocado para atuar na 4ª Turma, "a jurisprudência do Superior Tribunal de Justiça é firme ao estabelecer que a prescrição quinquenal prevista na legislação não se aplica aos danos decorrentes de violação de direitos da personalidade".

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