Famoso
Caciques do PSD estadual, como ex-chefe da Casa Civil Eduardo Sciarra e o secretário de Desenvolvimento Urbano (Sedu), Ratinho Junior, estão preocupados com a disputa pela Prefeitura de Londrina. Sem Alexandre Kireeff (PSD), que descartou candidatura à reeleição, o partido teme perder o comando político da maior cidade do País entre as que governa e o objetivo nesta reta final, antes das convenções, é buscar unir a legenda em torno de um nome mais conhecido no meio político.

Sondagens
O comando do PSD, em Curitiba, chegou a procurar o deputado federal Alex Canziani (PTB) para oferecer-lhe apoio em eventual candidatura, especialmente porque seria capaz de angariar maior apoio financeiro e estrutural em uma campanha que não poderá ter doações do empresariado. O movimento do PSD também já revela o olhar voltado para 2018, quando o partido terá pela frente as eleições ao governo do Estado contra o grupo dominado pelo ministro Ricardo Barros (PP).

Convergência
Em Londrina, o comando local do PSD nega interferência estadual e garante que terá autonomia para escolher o nome que vai para a disputa. Atualmente são, no mínimo, cinco pretendentes ao Executivo (PSDB, PSB, DEM, PPS e PSD lançaram pré-candidatos), membros do grupo de Alexandre Kireeff, que precisam convergir para selar o acordo e confirmar uma eventual chapa única.

Cargos no Teatro Guaíra
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) realiza hoje, às 13h30, uma reunião extraordinária para analisar o projeto de lei 354/2016, que cria 43 cargos comissionados com lotação no Centro Cultural Teatro Guaíra, em Curitiba. Ontem, pedidos de vista formulados pelos deputados Gilson de Souza (PSC) e Nereu Moura (PMDB) adiaram a votação. Conforme o texto, que tramita em regime de urgência, os salários variam de R$ 2 mil, na simbologia 8-C (chefe de setor administrativo), a R$ 7 mil, para DAS-5 (assessoramento da diretoria e do gabinete). O custo total anual previsto é de R$ 3,2 milhões.

Limite de gastos
O plenário do Senado aprovou ontem a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que limita os gastos das assembleias legislativas e de tribunais de contas estaduais. Pelo novo modelo, os gastos do legislativo estadual não podem exceder a despesa realizada no ano anterior. A proposta segue para a Câmara dos Deputados. De acordo com o projeto, os gastos serão congelados ao patamar de um ano, com a possibilidade de correção posterior pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). O repasse de recursos superior a esse limite, bem como a realização de despesa acima dele, passa a constituir crime de responsabilidade. A norma vale também para a Câmara Legislativa do Distrito Federal e para os Tribunais de Contas dos Estados e do Distrito Federal.

Custos elevados
O autor da proposta, João Capiberibe (PSB-AP), argumenta que esses órgãos apresentam custos elevados e crescentes, sem justificativa. Em 2013, por exemplo, foram R$ 14,5 bilhões, sendo R$ 9,4 bilhões gastos pelas assembleias e R$ 5,1 bilhões pelos tribunais. "Nos últimos 10 anos, houve um crescimento acima da inflação da ordem de 47%, e as funções das assembleias e dos tribunais não mudaram. A função é legislar e fiscalizar", disse o senador.

Jogos de azar
Dois projetos considerados prioritários para o governo acabaram saindo da pauta de votações do Senado Federal. A proposta que regulamenta os jogos de azar e o projeto que determina um limite global para a dívida da União não serão mais votados antes do recesso parlamentar, que se encerra em agosto. Apesar de prioritárias, as propostas também eram consideradas polêmicas e o governo não conseguiu encontrar em sua base o apoio necessário para seguir com as votações.

Arrecadação de R$ 15 bi
Diante de muitas dúvidas de senadores e manifestações públicas de entidades preocupadas com o projeto que regulamenta os jogos de azar, o governo preferiu recuar. O relator do projeto, Fernando Bezerra Coelho (PSB-PE), pediu que a proposta fosse retirada de pauta. O governo calcula que o projeto poderia arrecadar R$ 15 bilhões aos cofres da União.

Ruralistas apoiam Temer
A Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) divulgou ontem um manifesto de apoio ao governo do presidente em exercício, Michel Temer (PMDB), documento no qual elogiou a escolha da equipe econômica e também elencou um conjunto de pautas consideradas estratégicas para o setor. Na pauta do manifesto, entregue em encontro com Temer, estão temas como venda de terras para estrangeiros e licenciamento ambiental.

Morre ex-ministra
Luiza Helena Bairros, ex-ministra da Secretaria de Políticas Públicas da Igualdade Racial, morreu na manhã dessa terça-feira. Ela tinha 63 anos e enfrentava um câncer de pulmão. As informações são do diretório municipal do PT em Porto Alegre, com o qual Luiza Helena mantinha relações. A ex-ministra comandou a pasta da Igualdade Racial entre 2011 e 2014, durante o governo Dilma Rousseff. Ela foi responsável por criar o Sistema Nacional de Promoção da Igualdade Racial, voltado à implementação de políticas e serviços destinados a superar as desigualdades raciais.

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