Batismo
O inexistente Hospital da Zona Oeste é só uma promessa, mas já tem gente muito preocupada com o fato da obra vir a ser concluída e não ter nome. É o caso do vereador Vilson Bittencourt (PSB), que se apressou e já apresentou projeto de lei para batizar a unidade, cujos projetos de engenharia devem ser feitos a partir do ano que vem. O governador Beto Richa (PSDB) disse em entrevista coletiva em Londrina que começa a edificação ainda em 2017. O hospital deve ser construído em área de 88 mil metros quadrados, na Vila Hípica, doada pela Pontifícia Universidade Católica (PUC) ao Estado. O nome sugerido pelo vereador, cuja base eleitoral é a zona oeste, é Hospital Padre Francisco Walter de Azevedo, primeiro londrinense a ser ordenado sacerdote, segundo consta da justificativa do projeto 62/2016.

Falta de quórum
Por falta de quórum não foi realizada a sessão da Comissão de Finanças e Orçamento da Câmara de Vereadores de Londrina, ontem. Estava presente apenas o presidente Jamil Janene (PP), mas faltaram Gustavo Richa (PSDB) e Junior Santos Rosa (PSD), segundo o portal do Legislativo. Na pauta constava o projeto de lei do Executivo que faz destinações de recursos para Instituto de Planejamento Urbano de Londrina (Ippul) e Secretaria de Trabalho, Emprego e Renda.

Pedágios
O projeto de lei complementar 2/2015, condicionando uma possível prorrogação nos atuais contratos de pedágio do Paraná ao aval da Assembleia Legislativa (AL), foi aprovado ontem em redação final. Com isso, ele seguiu no mesmo dia para o governador Beto Richa (PSDB), que informou à base aliada a intenção de sancioná-lo. O texto é um substitutivo de Tercílio Turini (PPS), que exclui questões como assinatura de aditivos e dispensa de obras, presentes na mensagem original, de Douglas Fabrício (PPS). Uma emenda de Paranhos (PSC) que previa autorização do parlamento também para a concessão de novos trechos de rodovias já tinha sido descartada. Os convênios com o chamado Anel de Integração vencem em 2021.

Pagamentos do Detran
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná vai apurar responsabilidades pelo pagamento supostamente irregular de R$ 124 mil feito em 2012 pelo Detran-PR. O gasto considerado indevido pela corte foi utilizado na remuneração de membros das Juntas Administrativas de Recursos de Infrações (Jari). Se a irregularidade for confirmada, os responsáveis podem ser obrigados a devolver recursos ao cofre estadual. Segundo o TC, em relação às contas de 2012, sete membros dessas juntas não apresentaram documentos que comprovassem a indicação das entidades que representavam naquele ano. Também há indícios de pagamentos a outro membro por sessões dessas juntas cuja realização não ficou comprovada.

Prisão domiciliar
Os empresários Fernando Cavendish, Adir Assad, Cláudio Abreu e Marcelo Abbud e o contraventor Carlos Ramos, o Carlinhos Cachoeira, todos presos na Operação Saqueador da Polícia Federal, deixaram por volta das 4h de ontem o presídio Bangu 8, no Rio. Todos foram beneficiados por decisão da desembargadora federal Lizete Lobato, do 2º Tribunal Regional Federal, da 2ª Região. No fim de semana, a magistrada ordenou que os réus fossem liberados para cumprir prisão domiciliar, mesmo sem tornozeleiras eletrônicas, em falta no sistema penitenciário do Rio. Agora, eles deverão ser monitorados por agentes da Polícia Federal.

Mérito de habeas corpus
A soltura dos acusados fora determinada pelo ministro Nefi Cordeiro, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). Assad só foi liberado porque outro mandado de prisão, concedido na Operação Pripyat, que investiga corrupção na Eletronuclear, foi revogado também pelo STJ. Os cinco deverão permanecer no Rio até amanhã quando será julgado o mérito do habeas corpus que determinou a libertação dos réus, ajuizado pela defesa de Cachoeira, mas cujos efeitos beneficiaram os outros réus. A Procuradoria-Geral da República vai recorrer da decisão para tentar levar os acusados de volta à prisão.

Lula alfineta Temer
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou ontem em Juazeiro (BA) que o governo interino de Michel Temer (PMDB) está agindo para "desmontar programas sociais" e "vender o patrimônio" do país. "Eles estão tentando criar condições de a Petrobras, Banco do Brasil e Caixa Econômica serem vendidos. Eles não sabem governar e precisam vender o patrimônio público. Mas eles podem saber o seguinte: eu sei [governar]", disse.

Golpe em Dilma
Acusando a oposição de "dar um golpe" na presidente Dilma Rousseff, disse que Temer sabe que o impeachment não é correto. "Temer é estudado, é letrado, é advogado. Ele sabe que o impeachment não é uma coisa correta da forma como está acontecendo. (...) Só o povo pode tirar Dilma", disse Lula para um público de cerca de 2 mil trabalhadores rurais. Ainda afirmou que o governo Dilma Rousseff (PT) "desandou" depois da eleição de Eduardo Cunha para a presidência da Câmara em 2015.

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