INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de julho de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Na moral
Foi aprovado ontem pela Câmara de Vereadores de Londrina o projeto de lei que cria a "multa moral" no trânsito. De autoria de Amauri Cardoso (PSDB), o texto prevê o "pito" em caso de utilização indevida de vaga reservada para idosos ou pessoas com deficiência ou quando o infrator estacionar em frente a rampa de acesso. A "multa moral" deverá ser colocada sobre o para-brisa dianteiro ou traseiro do veículo ou entregue diretamente ao motorista que cometeu a irregularidade. Os folhetos para a campanha e a "multa" poderão ser distribuídos pelo poder público ou iniciativa privada. Não há alteração para as sanções previstas na legislação de trânsito.
LDO
Foi aprovada, em segunda discussão, a Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) do município de Londrina para 2017, com projeção de R$ 1,9 bilhão. O texto do Executivo passou pelas Comissões e chegou ao plenário para votação sem emendas.
População e a Lava Jato
Levantamento realizado pela Ipsos e divulgado ontem revela que 85% dos brasileiros apoiam a continuidade das investigações da maior operação de combate à corrupção no País, a Lava Jato, independente do impacto dela na situação econômica brasileira. O índice é seis pontos percentuais maior que o constatado pela Ipsos em janeiro, quando 79% responderam positivamente à afirmação. A margem de erro do levantamento é de três pontos percentuais.
Investigação e recessão
A pesquisa é a primeira a identificar o aumento no apoio da população à Lava Jato após o processo de afastamento da presidente Dilma Rousseff e com a chegada ao poder do governo do presidente interino Michel Temer. E também registra a queda no porcentual dos que acreditam que a investigação, que tem desdobramentos em vários estados, estaria piorando a situação econômica. Em junho, apenas 39% dos pesquisados concordaram com tal hipótese, ante 46% registrado em janeiro. Em contrapartida, o total dos que discordam da afirmativa registrou forte elevação, saltando de 38% para 48% entre janeiro e junho deste ano.
Afastamento de delegados
O Conselho de Diretores da Associação Nacional de Delegados da Polícia Federal (ADPF) publicou nota para criticar o afastamento dos delegados federais Eduardo Mauat e Duílio Mocelin, que até a semana passada integravam o Grupo de Trabalho da Operação Lava Jato, em Curitiba. "É evidente que afastamentos súbitos dessa natureza geram atrasos e prejuízos para as investigações em andamento, que poderiam ser evitados por meio da simples manutenção do grupo atual da Lava Jato", escreveu o Conselho de Diretores da ADPF, que é composto pelos seus dez diretores nacionais e pelos 27 diretores regionais.
Lava Jato não é prioridade
A entidade afirma ainda na nota que "a carência de recursos humanos na Lava Jato é um problema antigo e ainda não superado, principalmente em comparação com operações de outras áreas. Tal fato demonstra que, efetivamente, a Lava Jato não é uma prioridade para a direção-geral da Polícia Federal". O conselho da ADPF expõe ainda no documento preocupação com o possível afastamento da delegada Erika Marena, uma das principais coordenadoras da Lava Jato. "Ao invés de substituir delegados responsáveis pelo sucesso da operação, o comando da PF e o Ministério da Justiça deveriam trabalhar para aumentar o efetivo da Lava Jato", cobra o conselho.
Pastor tem passaporte suspenso
A Justiça Federal em São Paulo suspendeu por decisão liminar os passaportes diplomáticos que o Itamaraty havia concedido no mês passado ao pastor R.R. Soares, da Igreja Internacional da Graça de Deus, e a sua mulher, Maria Magdalena Bezerra Ribeiro Soares. Depois de serem oficialmente comunicados, o pastor e sua mulher terão cinco dias para devolver os passaportes. A decisão do juiz da 7ª Vara Federal Cível Tiago Bologna Dias é uma resposta à ação popular movida pelo advogado Ricardo Amin Abrahão Nacle, que alegou desvio de finalidade na concessão do benefício.
Lula nega favorecimento
O ex-presidente Lula negou ontem, em nota, ter favorecido empresas ou intermediado qualquer negócio na Venezuela durante seus dois mandatos. A declaração rebate o que dizem delatores da empreiteira Andrade Gutierrez, que afirmaram que o petista deu "apoio" à empresa e a recomendou ao então presidente Hugo Chávez (1954-2013) para a construção de uma siderúrgica na Venezuela. O contrato, de US$ 1,8 bilhão, foi assinado pela Andrade Gutierrez em 2008, meses após uma reunião entre Lula e Chávez no Recife. Um dos delatores, o executivo Flávio Machado Filho, disse a procuradores que esteve com Lula meses antes e pediu para que Chávez "desse uma prioridade" à empreiteira brasileira. O petista teria informado depois, por meio de seu chefe de cerimonial, que o recado fora dado.


