Pré-campanha
O empresário e ex-presidente da Codel, Bruno Veronezzi, lançou oficialmente na última sexta-feira sua pré-candidatura a prefeito pelo PSD, o partido de Alexandre Kireeff. Além do prefeito, também estiveram presentes no evento alguns outros pré-candidatos e virtuais adversários de Veronezzi, como André Trindade (PPS), Celso Marconi (DEM), Márcio Stamm (PSB), Sandra Graça (PRB) e Valter Orsi (PSDB). No domingo, foi a vez do pré-candidato do PT, Odarlone Orente, se reunir com pré-candidatos a vereador e vereadora pelo Partido dos Trabalhadores para falar sobre conjuntura política, orientações e encaminhamentos visando as eleições municipais. Enquanto isso, o deputado federal Marcelo Belinati (PP), primeiro colocado na pesquisa eleitoral de intenções de votos dos londrinenses na disputa pela Prefeitura, divulgada em junho pelo Instituto Cultural/FOLHA/Paiquerê AM, segue sem confirmar sua candidatura.

Antes tarde...
O prefeito de Rolândia, Dr. Francisconi (PSDB), comemora a liberação de R$ 3,1 milhões pelo governo estadual para a revitalização da Estrada dos Pioneiros e a construção da ponte no Rio Bandeirante, conhecida como a Ponte do Vanzella, destruída pela enchente que atingiu o município em janeiro. Na página oficial da prefeitura na internet, a assessoria do prefeito diz que as obras são solicitadas "há muito tempo pela comunidade" e que depois das chuvas do início do ano "se tornaram essenciais". O prefeito também destacou o "empenho" do deputado estadual Cobra Repórter (PSC), aliado de primeira hora do governador Beto Richa (PSDB), e do deputado federal Luiz Carlos Hauly (PSDB) na liberação dos recursos. O convênio foi assinado por Richa na última semana.

Fiscalização
O Tribunal de Contas do Estado (TCE-PR) e o Departamento de Trânsito do Paraná (Detran-PR) decidiram integrar seus bancos de dados e compartilhar informações sobre veículos. Na prática, a medida vai fortalecer o poder de fiscalização da corte. O TCE terá um controle mais rigoroso da frota em poder dos entes e órgãos jurisdicionados, identificando indícios de enriquecimento ilícito de agentes públicos e a declaração incorreta dos automóveis. O intercâmbio tornou-se possível com a aprovação, pelo Pleno do TCE, de termo aditivo ao convênio nº 16/2013, firmado com o Detran.

Sigilo quebrado
O presidente interino da Câmara, deputado Waldir Maranhão (PP-MA), terá o sigilo bancário quebrado para investigar os "fortes indícios" de que ele recebeu propina para atuar em prol dos negócios fraudulentos do doleiro Fayed Traboulsi, que comandava um esquema de corrupção paralelo à rede criada por Alberto Youssef no escândalo investigado pela Operação Lava Jato. O procedimento foi autorizado pelo ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Marco Aurélio Mello, com base numa delação premiada mantida em sigilo na Corte, homologada em 2014, e que foi obtida no âmbito da Operação Miqueias, que revelou um suposto esquema de fraude em fundos de pensão municipais.

Desvio de R$ 50 mi
A delação aponta que Maranhão foi pago para atuar em diversas prefeituras para interceder em favor de um esquema de fraude em investimentos nos regimes de previdência de servidores públicos municipais supostamente concebido por Fayed, cujo objetivo era vender títulos podres a fundos de pensão e teria desviado mais de R$ 50 milhões.

Morre um dos 'pais' do AI-5
Morreu na madrugada de ontem, em Uberlândia (MG), o ex-governador mineiro Rondon Pacheco, aos 96 anos, em decorrência de uma pneumonia. Pacheco foi ministro da Casa Civil entre 1967 e 1969, durante o governo do marechal Arthur da Costa e Silva. Depois da experiência como ministro, ele comandou o governo de Minas entre 1971 e 1975. Apoiador do golpe de 1964, Pacheco, juntamente com o ministro da Justiça Gama e Silva, ajudou a escrever as linhas finais do AI-5, Ato Institucional nº 5, em 1968, que suspendeu liberdades democráticas, institucionalizou a censura e abriu a possibilidade de fechar o Congresso.
Pacheco, no entanto, sugeriu a Costa e Silva que o AI-5 durasse apenas um ano - a ideia foi rejeitada pelo presidente.

"Coloque aí"
Em entrevista à Folha de S.Paulo em 2008, Rondou Pacheco descreveu o processo de elaboração do texto do AI-5. "Gama e Silva levou um projeto de ato [AI-5] e eu fui expurgando aquelas coisas. Em determinado momento, ele endurecia. Porque ele recebia telefonemas supervenientes do comando do 1º Exército, do Siseno. O Siseno disse ao Gama: 'Coloque aí cassação dos corruptos, coloca mais isso'. E ele atendendo." Em 1977, ele apoiou a iniciativa do presidente Ernesto Geisel de revisar os Atos Institucionais. Sua atuação como ministro foi encerrada em outubro de 1969, quando o general Emílio Médici assumiu a Presidência.

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