INFORME FOLHA
Modesto Pires
O prefeito Alexandre Kireeff aproveitou a cerimônia de assinatura do convênio entre a Prefeitura e o projeto Cidades Sustentáveis, ontem pela manhã, em seu gabinete provisório, para fazer uma autoavaliação bem positiva de sua gestão. Em um discurso demorado, disse que chega à metade do último ano de mandato cumprindo "todos os caminhos de realizações" traçados em campanha. Elencou como itens do que ele chamou de "agenda modificadora" o fim das terceirizações dos serviços de coleta de lixo, recicláveis e do transporte rural, a aprovação do Plano Diretor, a implementação do Projeto Superbus e a criação da Sercomtel Iluminação, entre outros. E ao se dirigir ao gestor do Cidades Sustentáveis, que é de São Paulo, Kireeff disse que Londrina já viveu uma época de prefeitos cassados e vereadores presos por corrupção, mas que "agora são outros tempos, inclusive na Câmara". "Acabamos com a corrupção na Prefeitura", afirmou. Na coletiva, quando questionado se há alguma meta que ele não vai cumprir, o prefeito respondeu que não.
Melhor do que o meu
Kireeff estava tão empolgado que ao mencionar os novos ônibus do projeto Superbus que estão circulando pela cidade há uma semana são oito modelos funcionando , disse que entrou em um deles e constatou que "é mais confortável do que o meu carro, e o meu carro é bom".
Agora, não
O chefe do Executivo londrinense descartou entrar em clima de campanha a favor da candidatura a prefeito do ex-presidente da Codel, Bruno Veronezzi, por seu partido, o PSD. Indagado sobre como será seu apoio ao correligionário, ele respondeu: "Nesse momento, minha obrigação é administrar a cidade, não é participar de processo eleitoral. Se fosse para participar de processo eleitoral, seria eu mesmo o candidato. Vamos aguardar, tem todo um cronograma eleitoral, e torcer para que bons nomes como o do Bruno Veronezzi se coloquem nessa disputa."
Barros em Cascavel
O ministro da Saúde, Ricardo Barros, participa amanhã da inauguração da nova sede do diretório do PP em Cascavel. A sede fica na Rua Paraguai, 514.
Além de Barros, estarão presentes o empresário Hélio Laurindo, pré-candidatos a vereador, e lideranças regionais. Laurindo deve ser o candidato a prefeito pelo PP na cidade do Oeste. Antes disso, o ministro participará de uma reunião com prefeitos da Associação dos Municípios do Oeste do Paraná e gestores de Saúde. O tema é administração dos recursos do Sistema Único de Saúde.
Dilma não vai
A presidente afastada Dilma Rousseff decidiu não depor pessoalmente à comissão do impeachment no Senado na próxima quarta-feira. Seu advogado, o ex-ministro José Eduardo Cardozo, deve falar no lugar da petista. Dilma não era obrigada a comparecer no depoimento agendado para a próxima semana, e aliados avaliam que, caso seja para ir pessoalmente ao Senado, que o faça no plenário, não na comissão especial. No colegiado, a presidente afastada poderia ser diretamente questionada por senadores e por uma das autoras do pedido de impeachment, a advogada Janaína Paschoal. A petista ainda pode mudar de ideia, mas a tendência é que não fale à comissão.
Janot defende Cunha
Em manifestação enviada ao STF (Supremo Tribunal Federal), o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, afirmou que o presidente afastado da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), não extrapolou na condução do processo de impeachment da presidente afastada Dilma Rousseff na Câmara. "A decisão do presidente da Câmara dos Deputados não ultrapassou os limites da denúncia por crime de responsabilidade. Os argumentos utilizados, ainda que somados a considerações políticas, referem-se exclusivamente aos fatos que são objetos de apuração: a abertura de créditos suplementares e a edição dos seis decretos não numerados", disse o procurador. A avaliação foi feita em uma ação apresentada ao Supremo às vésperas da votação do processo pela Câmara em abril, quando foi autorizado pelos deputados o andamento do pedido de afastamento da petista. A defesa de Dilma argumentou que Cunha agia por vingança e apontou irregularidades na condução do processo.
Veja bem
Para Janot, os questionamentos de Dilma tinham objetivo de tentar protelar a votação do processo. "Se verifica é [uma] tentativa da impetrante de emprestar aos axiomas constitucionais óptica própria, com o fim de retardar -ou mesmo impedir- a marcha do procedimento; sem, no entanto, demonstrar, da forma exigida na via mandamental, as alegadas violações do princípio mencionado e a seus corolários", completou. Segundo o procurador-geral, não houve violação ao amplo direito de defesa.





