Aprovado
Após sabatina realizada na noite de anteontem, o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social referendou, por unanimidade, o nome do servidor João Carlos Barbosa Perez para o cargo de controlador-geral do município, cargo que já ocupa atualmente. A sabatina faz parte do processo de escolha, que consiste em enviar lista tríplice ao chefe do Executivo com candidatos previamente inscritos e sabatinados. Após escolhido, o controlador tem mandato por quatro anos, sendo os dois últimos de uma gestão e os dois primeiros da outra. A estabilidade e independência são essenciais ao cargo de fiscalização dos gastos públicos.

Candidato único
Como não houve outras inscrições válidas, apenas Perez foi sabatinado. Ele já vem ocupando o cargo de controlador. Se o prefeito o mantiver na função, ele permanecerá até o final deste ano e os dois próximos anos. "O que nos fez aprová-lo foi sua experiência em funções de auditoria e controle interno e seu plano de trabalho", disse a vice-presidente do conselho, Francesca Amaral. "Uma das principais propostas é trabalhar em conjunto com o controle social e dar publicidade a todos os atos da Controladoria." O conselho tem cinco dias para encaminhar o nome de Perez a Kireeff, que, em seguida, tem 15 dias para decidir se o nomeia para a função.

Seguridade Social
O relatório final das visitas feitas pela Comissão de Seguridade Social da Câmara de Vereadores aos serviços municipais de saúde entre agosto de 2015 e fevereiro de 2016 será apresentado durante reunião pública hoje, às 14 horas, na sala de sessões do Legislativo. Foram convidados o secretário municipal de Saúde, Gilberto Martin, diretores de Unidades Básicas de Saúde (UBSs) e de Prontos Atendimentos (UPAs), além de representantes do Conselho Municipal de Saúde, 17ª Regional de Saúde, Consórcio Intermunicipal de Saúde do Médio Paranapanema (Cismepar) e Ministério Público. A apresentação do relatório "Diagnóstico das condições do atendimento à população pela Rede Municipal de Saúde" será feita pelo vereador Gustavo Richa (PSDB), presidente da Comissão de Seguridade.

Prejuízo
Em 2008, a Prefeitura de Jaboti (Norte Pioneiro) vendeu terreno público de 24,2 mil metros quadrados a um particular por preço muito inferior ao de mercado e, sem justificativa para a transação, o prefeito da época, Jorge Domingos de Siqueira, foi multado em R$ 725,48. A conclusão e a penalidade foram impostas pelo Tribunal de Contas (TC) do Paraná, que, após denúncia de vereadores da cidade, instaurou tomada de contas extraordinária. Inicialmente, a área foi destinada à instalação de indústrias, mas apenas uma madeira se fixou no local e, pouco tempo depois, acabou fechando as portas. Então, houve a venda.

Disparidade
Apenas um interessado disputou a licitação e comprou a área por R$ 25 mil. Porém, menos de 5 anos depois, entre de 2011 e 2013, a metade da área (já loteada) foi vendida por R$ 120 mil. Em depoimento na Câmara de Jaboti, o marido da compradora do terreno declarou que os negócios teriam rendido até "mais de R$ 200 mil". Para o TC, "tendo em vista a constatação de grande disparidade entre o valor da avaliação do bem, quantia pela qual a venda se concretizou, e os valores obtidos pela particular adquirente com a posterior revenda de partes menores do imóvel".

'Paulinho da Farsa'
O deputado Paulinho da Força (SD-SP) foi hostilizado por passageiros de um voo na noite do último domingo. Em vídeo que circula nas redes sociais, um passageiro, em pé, chama o parlamentar de "Paulinho da Farsa" e "golpista". Em seguida, outros passageiros repetem em coro: "Golpista, golpista". Paulinho votou a favor da abertura do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT), em abril. Em sua rede social, ontem, o deputado afirmou que agradeceu "a todos os que se solidarizaram" com ele "contra a hostilização que sofri por parte de uma tropa petista no último domingo". "Continuarei meu trabalho por um país mais justo, com emprego e desenvolvimento para toda a população", afirmou o parlamentar, formado no meio sindical.

Ranking de processos
O Ministério Público Federal do Paraná, responsável pela maior parte dos processos relacionados à Operação Lava Jato, ocupa o segundo lugar do ranking no número de denúncias apresentadas em 2015, atrás apenas do MPF de São Paulo, o maior estado da federação. Os procuradores da República no Paraná ofereceram 2.745 acusações criminais no ano passado, contra as 3.354 encaminhadas ao Judiciário pelo Ministério Público Federal paulista. Os dados correspondem à atuação na primeira instância dos MPFs nos estados e constam no balanço divulgado pelo Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP) sobre o trabalho de todos os braços do ministério público no País, federal e estaduais. O levantamento "Ministério Público, um retrato de 2016" traz em 295 páginas os números relativos às mais variadas área de trabalho de promotores e procuradores.

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