Sem dinheiro, sem participação
Foi baixa a presença da comunidade na audiência pública sobre a lei de diretrizes orçamentárias (LDO) na noite de quarta-feira na Câmara de Vereadores de Londrina. Reduzido também está o dinheiro no município, porque, segundo o assessor da Secretaria Municipal de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Edson de Souza, a arrecadação sofrerá queda. "Em média, estamos trabalhando com um corte de 30% no custeio de todos os órgãos públicos para 2017. Infelizmente estamos em um momento muito crítico, em que o orçamento está decrescendo."

Projeção
De acordo com as projeções apresentadas durante a audiência, a receita tributária do Município deve apresentar uma queda de R$ 40 milhões em 2017, caindo de R$ 520 milhões para R$ 480 milhões, ou seja, uma redução de 7,7%. O debate foi coordenado pelo presidente da Comissão de Finanças e Orçamento do Legislativo, vereador Jamil Janene (PP).

Salários
A Comissão de Finanças da Câmara emitiu parecer favorável à fixação de R$ 12,9 mil como subsídio dos vereadores a partir de 2017. Na semana que vem, o tema deve ir para votação em plenário, pois os parlamentares têm que aprovar o valor antes do período eleitoral.

'Food bikes'
Foi aprovado pelos vereadores o projeto de Gustavo Richa (PSDB) que autoriza a comercialização de alimentos na cidade de Londrina em veículos denominados "food bikes", ou seja em bicicletas e veículos similares movidos por tração humana. E para não deixar ninguém – ou nenhum veículo – de fora, foi incluída também a liberação para vendas em "food triciclos". É a comida em movimento.

Correios
O presidente interino Michel Temer nomeou ontem o presidente nacional em exercício do PSD, Guilherme Campos, para a presidência dos Correios. Em declaração à imprensa, na segunda-feira, o peemedebista havia garantido que estavam paralisadas nomeações ou designações para diretorias ou presidências de empresas estatais ou fundos de pensões até que a Câmara dos Deputados aprovasse proposta que exige qualificação técnica para os cargos. A expectativa inicial, inclusive manifestada pelo presidente interino, era de que o projeto, que já foi aprovado no Senado Federal, fosse votado até o final desta semana. Anteontem, os líderes da base aliada decidiram deixá-lo para a semana que vem.

Aliado de Kassab
No discurso, o presidente interino também fez questão de ressaltar que a proposta dá preferência à nomeação de nomes que integram os quadros das próprias empresas estatais. Aliado do ministro Gilberto Kassab (Comunicações), o novo presidente dos Correios, contudo, não integra a estrutura da empresa pública. Ele foi deputado federal por São Paulo por dois mandatos, líder da bancada do partido na Câmara dos Deputados e secretário de Comércio, Indústria, Serviços e Turismo de Campinas (SP). Procurado pela reportagem, o Palácio do Planalto ainda não se pronunciou sobre a nomeação.

Japonês da Federal
O agente Newton Ishii, conhecido como "japonês da Federal" e que ganhou fama ao escoltar presos na Lava Jato, foi transferido na noite de quarta para o Centro de Operações Policiais Especiais (Cope), divisão da Polícia Civil. Segundo a assessoria de imprensa da Secretaria de Segurança Pública do Paraná, ele foi colocado em uma cela separada dos demais presos na delegacia, que também fica em Curitiba. Como o agente era chefe de operações da Superintendência da PF, a direção não quis manter Ishii preso no prédio. Ele é acusado de agir para facilitar contrabandos. Ele também não pode ser lavado para o Centro Médico Penal (CMP), pois lá estão presos da Lava Jato com os quais Ishii teve contato ao participar da execução de operações e até mesmo durante a detenção de alguns deles na sede da PF.

Projetos anticorrupção
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), não apareceu, na manhã de ontem, para tratar do pacote de projetos anticorrupção que o Ministério Público Federal entregou à Câmara há mais de dois meses. O pacote recebeu mais de duas milhões de assinaturas de apoio, mas até agora não saiu da estaca zero na Câmara - aguarda um despacho da presidência da Casa para que seja criada uma comissão especial de análise das proposições. Apesar de ter marcado uma audiência às 11 horas com deputados para receber mais assinaturas de apoio e definir a criação da comissão, Maranhão fez esses deputados esperarem por um hora e, ao final, acabou não aparecendo. A assessoria de imprensa da Câmara informou apenas que ele teve um problema de agenda e que remarcou o encontro para a próxima terça-feira.

mockup