INFORME FOLHA
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terça-feira, 31 de maio de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Interlocutor
Acompanhando a primeira sessão na Câmara de Vereadores depois de ser anunciado, ontem pela manhã, como o novo chefe de Gabinete do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), George Danielides disse à FOLHA que vai trabalhar para fortalecer o diálogo político da administração. "A pedido do prefeito, venho para trabalhar focado na interlocução com a Casa e com os nossos deputados", afirmou Danielides.
Importado
George Danielides, embora seja natural de Londrina, estava trabalhando como chefe de Gabinete na prefeitura de Alta Floresta (MT), cidade com cerca de 70 mil habitantes. Médico veterinário, como Kireeff, o novo secretário é filiado ao PTB-MT. "Mas vou transferir o meu título para Londrina em breve e também devo me filiar ao PSD (partido do prefeito)", garantiu. O novo comissionado da prefeitura já teve a sua experiência eleitoral, quando se candidatou a deputado federal em 2006, pelo Mato Grosso, obtendo 3,3 mil votos.
Cadê o sucessor?
O vereador Vilson Bittencourt (PSB) cobrou ontem do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) a presença do possível candidato à sua sucessão na coletiva de imprensa para anúncio de medidas de contenção de despesas e aumento de arrecadação. O nome em questão seria o do ex-chefe de gabinete Márcio Stamm, ex-PMDB e atual presidente do PSB. Cada vez se colocando mais longe do pleito deste ano, Kireeff não tem ainda um sucessor natural. E, mesmo que diga que não é candidato, sempre faz a ressalva de que há uma possibilidade, mesmo que minúscula, de rever o posicionamento 99% técnico, mas aquele 1% político.
Papagaios de pirata
As coletivas de imprensa de Kireeff, aliás, são sempre acompanhada por papagaios de pirata do Legislativo. A mesa de ontem foi composta, além dos secretários Daniel Pelisson (Planejamento), Paulo Bento (Fazenda), Paulo Valle (Procuradoria-Geral do Município) e George Danielides (novo chefe de gabinete, apresentado na ocasião), os vereadores Vilson Bittencourt (PSB), Tio Douglas (PTB) e Gaúcho Tamarrado (DEM). Ainda orbitaram pelo local a pré-candidata à prefeitura Sandra Graça (PRB) e o líder do prefeito na Câmara, Júnior Santos Rosa (PSC). A presença dos secretários se justifica por eventual auxílio em alguma pergunta técnica. Já os vereadores, além de apoiadores do prefeito, também encontram um lugar visível para aparecer na foto.
Blocão na AL
Um acordo entre PSC e PSD criou a maior bancada na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Juntos, os dois partidos reúnem 14 dos 54 deputados. O anúncio do "blocão" foi feito pelo secretário de Estado de Desenvolvimento Urbano, Ratinho Junior (PSD). "Nós estaremos lado a lado nas eleições municipais na maioria das cidades. O objetivo é passar dos atuais 80 prefeitos para 120 no ano que vem", disse o deputado licenciado, que esteve ontem na AL-PR.
Foco: eleições municipais
Ratinho Junior, que trocou o PSC pelo PSD em março, declarou apoio ao pré-candidato Ney Leprevost (PSD), mas diz que a confirmação só poderá acontecer depois das convenções em agosto. Já sobre sua intenção de disputar o governo do Estado ele diz que "seria uma honra". "Mas é muito cedo para falar disso. O foco agora são as eleições municipais e mais pra frente a gente discute as eleições de 2018", desconversou. Na AL as negociações foram feitas pelos deputados Luiz Carlos Martins (PSD) e Paranhos (PSC).
TC alerta municípios
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná expediu alerta a 15 municípios paranaenses em razão da extrapolação de 90% do limite de 54% da receita corrente líquida (RCL) com despesas de pessoal em 2013 e 2015. Quatro desses municípios (Boa Esperança do Iguaçu, Sabáudia, Santa Inês e Tapejara) tiveram despesas que ultrapassaram 95% do limite e os respectivos Executivos estão sujeitos às vedações da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Outros cinco (Abatiá, Castro, Figueira, Sengés e Tuneiras do Oeste) ultrapassaram o limite em 100% e devem seguir as determinações constitucionais. Já Indianópolis, Lobato, Paraíso do Norte, Piraquara, Terra Rica e São Pedro do Iguaçu extrapolaram 90% desse limite.
Corte de comissionados
Os municípios alertados pelo Tribunal devem adequar seus gastos e as despesas com pessoal não alcancem o limite de 54% da RCL. O Executivo deverá reduzir em, pelo menos, 20% os gastos com comissionados e funções de confiança. Caso não seja suficiente para voltar ao limite, o município deverá exonerar os servidores não estáveis e, persistindo o problema, os servidores estáveis deverão ser exonerados.
Veto a presidenta
A Empresa Brasil de Comunicação (EBC), que controla veículos estatais de comunicação, como a TV Brasil, a Agência Brasil e a Radiobrás, deixou de usar o termo "presidenta" para distinguir o gênero do cargo de presidente da República em reportagens produzidas e distribuídas pelas instituições. O termo vinha sendo usado pelo governo federal desde a posse de Dilma Rousseff para seu primeiro mandato, em 2011.


