Mistério da tarifa
A Prefeitura de Londrina retirou da pauta da Câmara o projeto de lei que prevê alterações no futuro contrato com a Sanepar, caso o governo do Paraná decida, um dia, acabar com a tarifa mínima. Sem explicar o motivo da retirada, o líder do Executivo, vereador Junior dos Santos Rosa (PSD), disse à reportagem que "são necessárias mais algumas análises sobre a proposta, questões internas". Segundo ele, o retorno da matéria à pauta depende do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), que está em férias e volta no final do mês.

Polêmica
Depois que Alexandre Kireeff vetou a emenda que acabava com a tarifa mínima na conta de água, sob o argumento de que a competência legislativa sobre o tema é do Estado e da União, o Executivo tentou amenizar o impacto negativo da medida e enviou um ofício para o governador Beto Richa (PSDB), pedindo o fim da cobrança mínima de 10 metros cúbicos, em torno de R$ 60. Mandou também para a Câmara o projeto que pede autorização para alterar o contrato com a Sanepar, se a tarifa acabar. Em tempo: a prefeitura realiza na próxima terça-feira audiência pública para apresentar o contrato de água e esgoto a ser assinado.

Grampo no STF
A segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) identificou uma escuta telefônica no gabinete do ministro Luís Roberto Barroso. O equipamento estava desativado e foi encontrado há cerca de duas semanas durante uma varredura de rotina nos gabinetes dos togados. O dispositivo estava instalado em uma caixa de tomada embutida no chão, logo abaixo da mesa do ministro. Ainda não foi possível identificar quando a escuta foi implantada e se ela chegou a ser ativada em algum momento. Um procedimento interno foi aberto para investigar o caso. Recentemente, o ministro assumiu a relatoria da ação que definiu o rito de impeachment da presidente da República afastada Dilma Rousseff. Segundo interlocutores, o ministro ficou surpreso ao saber da escuta em seu gabinete, mas não esboçou maior preocupação.

Dilma reúne aliados
A presidente afastada Dilma Rousseff convidou todos os 22 senadores que votaram contra a abertura do seu processo de impeachment para um encontro no Palácio da Alvorada na noite de ontem. Foi o primeiro ato da petista com parlamentares e faz parte da estratégia para reforçar a sua defesa no Senado. Senadores aliados, principalmente do PT, acreditam que Dilma ainda tem chance de reverter alguns dos votos dados pelos parlamentares para a abertura do processo de impeachment da petista na semana passada, quando a Casa aprovou por 55 votos a 22 o seu afastamento temporário. A deposição definitiva de Dilma depende de 54 votos, o que representa dois terços dos senadores.

Só na promessa
A Prefeitura de Curitiba diz que só recebeu 5% do valor total dos contratos para investimentos com a União. Os acordos firmados somam R$ 3,95 bilhões, mas apenas R$ 189 milhões foram repassados. A falta de verbas diminuiu o ritmo das obras na cidade. As obras da Linha Verde, no trecho da Victor Ferreira do Amaral até o Hospital Vita, estão sendo tocadas com 100% de recursos municipais, já que nada dos R$ 25 milhões prometidos no PAC chegou. Para as drenagens de rios, a União repassou R$ 6,9 milhões e as obras estão em andamento. Bem menos que os R$ 797 milhões que deveriam vir da União. Também segundo a prefeitura, para o Hospital Zona Norte e o Instituto da Mulher o Ministério da Saúde se comprometeu a pagar R$ 56,9 milhões, mas até agora vieram R$ 100 mil.

Mais cortes
Já no Ministério da Educação seriam outros R$ 47,7 milhões em repasses do governo federal. Ao todo, R$ 14 milhões chegaram e foram usados na construção de 15 CMEIS. Outros projetos parados são o do metrô e do ligeirinho Inter II. Mais cortes podem vir segundo o secretário de Planejamento, Fábio Scatolin, a Desvinculação de Recursos da União (DRU), proposta que está em debate no governo federal, pode comprometer ainda mais os repasses de recursos para os municípios, especialmente nas áreas da educação e saúde. A regra que permitiria que 20% das receitas da União fiquem provisoriamente desvinculadas das destinações fixadas na Constituição está sendo encaminhada ao Congresso Nacional.

CPI do HSBC fracassa
Após mais de um ano, a CPI do HSBC no Senado deve ser encerrada sem sequer fazer a análise dos dados que apontam brasileiros com contas na Suíça. Na tarde de ontem, o senador Ricardo Ferraço (PSDB-ES) apresentou parecer argumentando que, devido a dificuldades técnicas, a CPI não terá capacidade de dar prosseguimento às investigações. Por esta razão, Ferraço também não recomenda qualquer indiciamento. "A comissão observou a impossibilidade material de seguir adiante e investigar os mais de dez mil nomes ali contidos. Diante da complexidade das informações estampadas nos milhares de extratos e documentos bancários do HSBC-Genebra, tivemos que reconhecer a limitação da força de trabalho da Comissão", escreveu o relator.

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