Sai Kireeff, entra Guto
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), entrará em licença a partir deste domingo. O vice-prefeito Guto Bellusci (PSD), que ocupa a presidência da Sercomtel Participações, assume interinamente o comando do Executivo até o dia 29 de maio, quando termina o período de recesso de Kireeff.

Ebulição
Líderes de partidos londrinenses da base do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), até então, confiantes na reeleição, não escondem a frustração com a desistência anunciada por ele. Quem quiser marcar presença na disputa majoritária terá de correr para consolidar nomes viáveis no pouco tempo que resta. Reuniões já estão agendadas. Kireeff, que ainda não havia comunicado oficialmente o partido sobre a decisão, tem até as convenções de julho e agosto para mudar a posição.

PPS no embalo
E por falar em reuniões, o PPS de Londrina reúne pré-candidatos a vereador e outras lideranças hoje para discutir o lançamento de candidato à prefeitura. Em nota, o partido confirma que a mobilização está embalada "especialmente com a decisão do prefeito Alexandre Kireeff em não concorrer à reeleição". "Sem o Kireeff na disputa, muda o cenário político na cidade, com novas perspectivas para a eleição municipal de outubro", afirma o deputado estadual Tercilio Turini (PPS). O parlamentar anunciou que não é candidato. A reunião do partido começa às 9h30, no auditório do Centro Empresarial Jardim Sul – na Rua João Wyclif, 111.

Condução coercitiva
O delegado e os promotores do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco) terminaram ontem de tomar o depoimento de pessoas que tiveram mandado de condução coercitiva expedido pela 3ª Vara Criminal de Londrina na quinta fase da Operação Publicano. Ao todo, eram 30 conduções coercitivas, sendo algumas em outra cidades. "Terminamos de ouvir essas pessoas e agora aguardamos as precatórias de outras comarcas para oitivas de pessoas e cumprimento de mandados de busca", disse o promotor Jorge Barreto da Costa, coordenador do Gaeco.

Suínos
A quinta fase da Publicano, batizada de Duroc (uma raça de porco), foi deflagrada na última quinta-feira e apura um suposto esquema de corrupção e sonegação fiscal por um grupo de sete a dez empresas do setor de abate e frigorífico de suínos. Em apenas um ano e meio, essas empresas teriam movimentado mais de R$ 1 bilhão e também pagariam propina mensal de R$ 100 mil para um grupo de auditores.

Próxima semana
A partir de segunda-feira, segundo o promotor, serão ouvidos as quatro pessoas que tiveram a prisão decretada – o principal delator, o auditor Luiz Antonio de Souza; sua irmã Rosângela Semprebom; e dois empresários do setor de frigorífico Aparecido Domingues dos Santos, o "Dinho do Porco", e Antonio Luiz da Cruz – e as 14 que estão usando tornozeleira eletrônica, medida imposta no lugar prisão preventiva requisitada pelo Ministério Público (MP).

Extorsão
Souza, que está a pouco mais de 40 dias de deixar a prisão, onde está desde janeiro do ano passado, quando foi flagrado com uma adolescente em um motel, teve a prisão preventiva decretada porque teria extorquido um dos empresários do setor frigorífico. Estaria exigindo, por meio de sua irmã, dinheiro para não delatar o suposto esquema no qual estaria envolvido. O advogado de Souza nega, e diz que ele apenas cobrava dívidas antigas do empresário, que teria emprestado dinheiro do auditor. O MP não descarta rescindir o acordo de delação premiada com Souza.

‘Ausência de mulheres’
Ala de um dos partidos que integram o novo governo de Michel Temer, o PSDB Mulher criticou ontem a falta de representatividade feminina no ministério montado pelo peemedebista. Em nota, o grupo diz que a "ausência de mulheres" pode ser entendida como "um retrocesso" e pede que o peemedebista seja "justo" com as mulheres que foram às ruas por dois anos, "para chegar onde estamos".

Omissão dos partidos
"Senhor Presidente, chegamos ao final de uma luta que durou 13 anos, quatro meses e 12 dias. Durante todo este tempo combatemos o bom combate, nos preparamos e merecemos participar deste momento de virada. O governo de Vossa Excelência nasce sob a proteção das mulheres, seja justo com elas", diz o texto. As mulheres, no entanto, culpam a omissão dos partidos que integram o novo governo pela falta de indicações de quadros femininos para compor a Esplanada dos Ministérios. "Sabemos que tal decisão decorreu também da falta de indicações de nomes femininos por parte dos partidos, não sendo, portanto, algo de sua responsabilidade exclusiva", dizem.

Consolo
O novo chefe da Casa civil, Eliseu Padilha, afirmou que o governo se esforçará para nomear mulheres para postos nas secretarias especiais que foram fundidas a ministérios. O ministro ressaltou ainda que quem vai comandar a chefia de gabinete de Temer é "uma mulher", Nara de Jesus.

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