Mudança na prefeitura
O presidente do PSB de Londrina, Márcio Stamm, deixou a chefia de Gabinete do prefeito Alexandre Kireeff (PSD), alegando motivos particulares. O decreto que trata da exoneração foi publicado ontem no Jornal Oficial do Município e encerra o período de dois anos na pasta. A vaga será ocupada interinamente por Paulo Arcoverde, secretário municipal de Governo. Em nota, Kireeff disse que Stamm "cumpriu com bastante qualidade todas as metas que foram estabelecidas". O ex-secretário chegou à administração quando integrava o PMDB e durante a gestão migrou para outro partido da base do governo. Stamm, que é apontado como pré-candidato a prefeito, não atendeu as ligações da reportagem.

Luto na Câmara de Londrina
O ex-vereador Jorginho da Farmácia morreu quarta-feira à noite aos 78 anos. Pioneiro do setor farmacêutico em Londrina e vereador por três mandatos no Legislativo londrinense, Jorge Chiromatzo morreu em razão de uma descompensação respiratória. O corpo do ex-vereador, que atualmente exercia a função de assessor parlamentar do vereador Tio Douglas (PTB), foi velado ontem no saguão principal da Câmara e o enterro ocorreu no final da tarde no Cemitério Parque das Oliveiras. Em razão do luto, a sessão de ontem da Câmara não foi realizada.

Dívida pública
Liminar do Supremo Tribunal Federal (STF) beneficia o Paraná na ação de refinanciamento da dívida pública com a União. A decisão deve possibilitar ao governo recalcular e pagar sua dívida com juros simples, sem que haja sanções. Com a aplicação do novo método, a estimativa da Secretaria da Fazenda do Paraná é de que não apenas a dívida paranaense estaria totalmente quitada, como restaria ainda um saldo credor de pouco mais de R$ 1 bilhão. O valor da dívida pública estadual estava em R$ 9,89 bilhões.

Renegociação
Em meados do mês de abril, o governador Beto Richa (PSDB) já havia assinado um termo aditivo de revisão do indexador da dívida pública. Com a mudança, o novo índice passou a ser o IPCA mais 4% ao ano, substituindo o que vigorava até então, que era o IGP-DI mais 6% ao ano. Somente essa mudança possibilitou redução de R$ 466,8 milhões no saldo devedor e economia mensal de R$ 16 milhões nas parcelas a pagar. A revisão foi conseguida após forte pressão dos estados. O Paraná contraiu financiamento de R$ 5,6 bilhões em 1998, com pagamento em 30 anos, corrigidos pela variação do IGP-DI mais 6% de juro ao ano.

Cunha na boa
A Mesa da Câmara Federal finalizou ato que mantém quase todos os benefícios parlamentares de Eduardo Cunha (PMDB-RJ), apesar de ele ter sido afastado do cargo e do mandato por ordem do Supremo Tribunal Federal (STF). Mesmo sem trabalhar e impedido de exercer a atividade parlamentar, Cunha terá, pelo ato, direito ao salário integral de R$ 33,7 mil, a permanecer na residência oficial da Câmara, uma mansão no Lago Sul de Brasília, além de R$ 92 mil mensais para pagamento de salário de assessores, plano de saúde, segurança pessoal, carro privativo e aeronave da FAB para deslocamentos aéreos.

Depende de Maranhão
O ato em favor do ex-presidente, que já está pronto, depende apenas da assinatura do presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão (PP-MA). Cunha perderá apenas o chamado "cotão", de R$ 32,5 mil, valor usado para reembolso de gastos parlamentares, como aluguel de escritório e alimentação. De acordo com o primeiro-secretário da Câmara, Beto Mansur (PRB-SP), o objetivo foi manter uma equiparação com os benefícios que serão mantidos para Dilma Rousseff no seu período de afastamento. A presidente afastada, no entanto, passará a receber a partir de agora apenas metade de seus vencimentos. Cunha foi afastado do cargo pelo STF no último dia 5 sob a acusação, entre outras, de usar o cargo para impedir investigações contra si na Justiça e no Congresso.

Intolerância
Na véspera da votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff no Senado, o juiz Sérgio Moro, que conduz os processos da Lava Jato na primeira instância em Curitiba, afirmou que o País deve continuar intolerante com esquemas de corrupção em órgãos públicos. A declaração foi dada em Maringá, durante simpósio para comemorar os 50 anos do curso de Direito da Universidade Estadual de Maringá (UEM), onde Moro fez sua graduação. "É importante num momento político talvez conturbado que nós pensemos essas questões apartidariamente e com espírito de tolerância. Vários têm dito que é necessário apaziguar o país, e eu concordo com isso", afirmou Moro.

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