Kireeff nega reeleição
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), descartou a candidatura à reeleição, mesmo com a popularidade em alta. Sempre que foi questionado pelo assunto, ele disse ser contrário à ideia de um novo mandato e que a disputa somente ocorreria se houvesse um "fato novo" que, aparentemente, não aconteceu. Em tese, ele ainda tem até as convenções partidárias, no mês de agosto, para decidir, mas afirmou que eventual mudança de posição "é muito pouco provável". A revelação foi feita no seu perfil nas redes sociais.

Independência
De acordo com Alexandre Kireeff, eleito em 2012 por uma chapa pura, ou seja, sem coligações, "a reeleição coloca em risco a independência da administração". Ele sabe que, ao se lançar candidato agora, não teria mais a condição de quatro anos atrás e as coligações seriam inevitáveis. Tanto que outras siglas, como o PSDB, que estariam no apoio a Kireeff, já se movimentam para escolher os seus pré-candidatos. Sem Kireeff, o cenário muda drasticamente com o surgimento de novos nomes para concorrer à prefeitura de Londrina.

Presença
Por outro lado, o prefeito não deve se manter afastado da disputa, pois deixa claro que vai apoiar um representante do seu grupo político. "Vamos ter pessoas que pensam como nós, mas ainda não chegou o momento dessas pessoas se apresentarem. Vou participar e colaborar."

Ajuda a hospitais
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná aprovou ontem a redação final do projeto de lei 154/2016, de autoria do Executivo, estabelecendo normas para a concessão de subvenções sociais pelo Estado aos hospitais públicos ou privados, filantrópicos sem fins lucrativos, declarados de utilidade pública por lei estadual, que estejam sob regime de intervenção administrativa ou judicial. O valor das subvenções será limitado a 50% do custeio da entidade, pelo prazo máximo de 24 meses, visando o atendimento ao Serviço Único de Saúde (SUS).

Regimento Interno
Se não há consenso, há maioria e ela tem lado. É assim que acontece a discussão da reforma no Regimento Interno da Assembleia Legislativa do Paraná (AL), que ontem votou a segunda leva de emendas. Segundo o líder do Governo, Luiz Claudio Romanelli (PSB), são só questões burocráticas, "nenhuma mudança de fato está em discussão".

Bate-boca
O líder da oposição, Requião Filho (PMDB), concorda. "Não tem mudança porque a maioria vota contra", reclamou ele, lembrando que semana passada os deputados preferiram permitir a reeleição da M0esa Diretora, ao invés de aceitar a emenda que proibia a reeleição. Ontem, deu debate na emenda 104, que retirava a obrigatoriedade de os pedidos de informação aprovados nas comissões passarem por aprovação em Plenário. Romanelli se posicionou contra. Requião Filho, Ney Leprevost (PSD) e Felipe Francischini (SD) a favor. A oposição perdeu por 24 a 18.

Impeachment
O mesmo aconteceu na emenda 46, que tirava da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) a prerrogativa de analisar pedidos de impeachment e previa a criação de uma comissão específica, como acontece no Parlamento em Brasília. Foi rejeitada por 26 a 17 e nada mudou no regimento. "Diferente de outras assembleias que fortalecem as decisões em plenário, aqui vamos na contramão e mantemos tudo em comissões", reclamou Requião Filho.

Pedágio
Hoje, de manhã, tem reunião da Frente Parlamentar Contra a Prorrogação do Pedágio na Assembleia Legislativa do Paraná (AL). Os parlamentares esperam a visita do diretor do DER-PR, Nelson Leal Junior. Ele confirmou presença e a conversa poderá ser acompanhada, ao vivo, pela página da Frente no Facebook.

Fora do ar
A Vara da Fazenda Pública de Formosa do Oeste mandou suspender o programa de rádio semanal da prefeitura depois que a Promotoria de Justiça denunciou o prefeito José Roberto Coco (PT) – o Coquinho - por contratar sem licitação a emissora local. A Promotoria apurou que dentro do tempo combinado para a veiculação das informações, estava o programa "Formosa em Destaque", conduzido aos sábados pelo próprio prefeito. Se insistir na propaganda ilegal, prefeito e emissora terão de pagar multa diária de R$ 5 mil cada um.

Pau de galinheiro
O presidente interino da Câmara dos Deputados, Waldir Maranhão (PP-MA), está na berlinda. Não bastasse a acusação do doleiro Alberto Youssef de que o deputado recebeu propina nas investigações da Lava Jato e dois outros processos no Supremo Tribunal Federal (STF) por desvio de dinheiro da Previdência e formação de quadrilha, descobriram mais irregularidades. O filho do deputado é acusado de ser funcionário fantasma no Tribunal do Contas em São Luís (MA). O médico Thiago Augusto trabalha em hospitais em São Paulo e cursa pós-graduação na mesma cidade, mas recebe salário(R$ 6,5 mil) como funcionário do conselheiro Edmar Cutrim, onde deveria bater cartão de segunda à sexta-feira. Após o caso vir à tona, o TC do Maranhão exonerou Thiago do cargo ontem.

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