Improbidade
A promotora de Defesa do Patrimônio, Sandra Regina Koch, ajuizou ação de improbidade administrativa contra o ex-prefeito de Londrina Barbosa Neto (2009 a 2012) e contra o ex-presidente da Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização (CMTU) André Nadai pela contratação irregular de três funcionários que não prestaram serviços à empresa pública, mas sim à Secretaria Municipal do Ambiente.

Viveiro
Paisagistas, os três teriam a incumbência de implantar um viveiro de flores aos moldes de um existente em Palmas, capital do Tocantins, onde eles residiam antes de ser contratados. Em depoimento à promotora, os então comissionados disseram que o ex-prefeito visitou o local onde trabalhavam, em Palmas, e os convidou para trabalhar em projeto semelhante em Londrina.

Sem licitação
A promotora sustenta que houve improbidade tal contratação "não passava de um contrato de prestação de serviço sem licitação". "A nomeação dos servidores nominados foi apenas um sistema pró-forma para possibilitar uma maneira de efetuar o pagamento aos servidores e também ora réus, mas que nunca vieram a trabalhar na Companhia Municipal de Trânsito e Urbanização", escreveu Sandra Koch. Ela também alega que dois dos servidores "não compareciam regularmente ao trabalho" e trabalhavam alternadamente, o que demonstraria claramente o dano ao erário.

Junção de secretarias
Aprovada, ontem, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná a junção das secretarias de Justiça e Trabalho. A nova pasta - Secretaria de Estado da Justiça, Trabalho e Direitos Humanos – vem com 17 novos cargos de comissão DAS5, com salário de R$ 7.072,07 mensais. São cerca de R$ 120 mil a mais por mês no orçamento da secretaria, mais de R$ 1,3 milhão até dezembro deste ano. A nomeação dos novos comissionados ficará a cargo do deputado Artagão de Mattos Leão Júnior (PSB) que assumiu a Secretaria de Governo em março, depois de sair do PMDB.

Mais cargos para o MP
A Comissão de Finanças da Assembleia Legislativa aprovou ontem o projeto que cria 32 novos cargos comissionados no Ministério Público do Paraná. Somada a outras propostas de criação de cargos em comissão tramitando na Casa, o MP pode ganhar mais 178 funcionários que custarão cerca de R$ 16,6 milhões anuais para os cofres públicos.

Jogo de empurra
O Órgão Especial do Tribunal de Justiça do Paraná adiou, pela terceira vez, a análise do processo criminal em que o deputado estadual Nelson Justus (DEM) é acusado pelo Ministério Público (MP) estadual de formação de quadrilha, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro. A ação foi proposta em fevereiro do ano passado. Justus foi acusado pelo MP-PR de chefiar um esquema de contratação de funcionários fantasmas na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Segundo a denúncia, o caso ocorreu entre 2007 e 2010, quando ele foi presidente da Casa. O assunto já havia entrado na pauta dos desembargadores em abril, porém, a análise foi adiada. Agora está previsto para entrar na pauta do dia 16 de maio.

Críticas a Temer
Líder do PPS na Câmara Federal, o deputado paranaense Rubens Bueno reagiu ontem à sinalização do vice-presidente Michel Temer (PMDB-SP) de que pode vir a nomear ao seu eventual governo políticos investigados na Operação Lava Jato. Para Bueno, o momento político é grave, não permite que erros sejam cometidos e a nomeação de investigados "é um erro para lá de previsível". "Investigado na Operação Lava Jato não pode virar ministro. É uma questão lógica e até de precaução. E também de coerência, já que nós, da oposição, sempre defendemos que ministros investigados no atual governo deixassem o cargo. Esse mesmo posicionamento precisa valer para um provável governo de Michel Temer. Ou seja, quem é alvo de inquérito ou foi denunciado pelo Ministério Público na Lava Jato deve se concentrar na sua defesa e não no comando de um ministério", defendeu Bueno, por meio de nota.

‘Esse filme já assistimos’
Em entrevista à GloboNews na terça-feira, Temer disse que "investigação ainda é o que é, investigação". "Não sei se isso é fator impeditivo de uma eventual nomeação. Estou examinando esse aspecto ainda, não defini nada", declarou Temer. Bueno, por sua vez, defendeu: "Queremos um governo de transição eficiente e isso não será possível se ele for construído com base no fisiologismo e no toma-lá-dá-cá. Esse filme nós já assistimos com o PT e não queremos reprise".

PF indicia ex-senador
A Polícia Federal (PF) de Curitiba pediu o indiciamento do ex-senador Gim Argello (PTB-DF) no âmbito das investigações da Lava Jato. O ex-parlamentar é suspeito de ter exigido o pagamento de propinas de empreiteiras em troca de não convocar representantes dessas empresas para depor em comissões no Congresso. Argello foi indiciado por quatro atos de corrupção passiva. Ele está preso desde o no dia 12 de abril, quando foi deflagrada a 28ª fase da operação, chamada de Vitória de Pirro. Também foram presos na ocasião dois assessores do ex-senador e levados a depor o filho dele, Jorge Argello Junior, três executivos da OAS e um funcionário da empreiteira. A pedido da PF, o ex-senador foi transferido ontem para o Complexo Médico-Penal, em São José dos Pinhais (Região metropolitana de Curitiba).

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