Bispo dá bronca em deputados
O Bispo Auxiliar da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB), dom Leonardo Steiner, deu um puxão de orelha em alguns deputados após uma missa realizada na última quinta-feira, na sede da entidade em Brasília. O motivo foi a sessão da Câmara que autorizou o impeachment de Dilma Rousseff. A chamada "missa dos parlamentares", que é realizada mensalmente, foi prestigiada desta vez pelos deputados Esperidião Amin (PP-SC), Rôney Nemer (PP-DF), Flavinho (PSB-SP), Gorete Pereira (PR-CE), entre outros, além do senador catarinense Dário Berger (PMDB).

Sobrou para Bolsonaro
Ao final, dom Leonardo deixou uma bronca aos parlamentares. Ele criticou a sessão que autorizou o processo de impeachment, em que os deputados defenderam seu voto por diferentes razões, inclusive em nome de Deus. Ele pediu mais cuidado dos parlamentares com a palavra e os questionou sobre seus papéis. "Afinal, não são os senhores e senhoras que representam o povo brasileiro? Acho que esse cuidado temos que ter cada vez mais." Dom Leonardo também fez uma referência direta à manifestação do deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), que homenageou o Coronel Brilhante Ustra, reconhecido pela Justiça como torturador no período de ditadura militar. "Ode a um torturador? Isso não é ser cristão. Não existe nenhum valor que possa ser colocado diante de uma afirmação como essa, feita em plenário", disse dom Leonardo.

Desculpas
Dom Leonardo se desculpou com os parlamentares por tocar no assunto. "Os senhores me desculpem por colocar essa questão, mas isso realmente me inquieta, como bispo, como cristão, me inquieta como brasileiro." O bispo também falou sobre a resistência que a população tem criado com a classe política e sobre um "movimento forte na sociedade brasileira não apenas contra o político, mas contra a política". Para finalizar o sermão, dom Leonardo pediu que todos se unissem "Temos que nos dar as mãos e trabalhar", disse ao puxar uma "Ave Maria", que foi acompanhada pelos deputados.

Encontro do PP
O PP de Londrina promove hoje, a partir das 13h, no auditório do Crystal Palace Hotel (Rua Quintino Bocaiúva,15), o seu Encontro de Formação de Lideranças do Norte do Paraná. São esperados cerca de 300 filiados, além de representantes de outras agremiações políticas para uma conversa sobre as eleições de 2016. A vice-governadora do Paraná, Cida Borghetti, o deputado estadual José Carlos Schiavinato e o deputado federal Marcelo Belinati vão participar.

Indefinido
O PSDB municipal ainda não se reuniu para decidir a situação do vereador Gustavo Richa (PSDB). Recentemente, ele deixou o PHS e entrou no ninho tucano, mas correligionários locais não gostaram da entrada do parlamentar via diretório estadual. O presidente do PSDB de Londrina, Gerson Araújo, disse à FOLHA que Gustavo já recebeu as atas das reuniões do partido sobre o assunto, mas não soube informar quando o diretório se reúne para deliberar.

PT no TSE
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) aprovou com ressalvas a prestação de contas do Partido dos Trabalhadores (PT) referente ao exercício financeiro de 2010. O ministro Luiz Fux determinou que o partido recolha aos cofres públicos R$ 7 milhões com recursos próprios, e destine 5% dos recursos recebidos pelo Fundo Partidário em 2010, acrescidos de 2,5%, na criação e manutenção de programas de promoção e difusão da participação política das mulheres em 2017.

Doações suspeitas
Na decisão, Fux argumenta que o PT não atendeu as exigências para o uso dos recursos repassados do Fundo Partidário. O ministro sugeriu o encaminhamento dos autos ao Ministério Público Federal, em razão dos "indícios de irregularidades em recebimentos de doações de pessoas físicas e jurídicas que mantêm contratos firmados com a Administração Pública". Na mesma sessão, PCO e PSC também tiveram as contas aprovadas com ressalvas. Também decisão de Luiz Fux.

Reprovações
Também no TSE, o ministro Herman Benjamin, desaprovou, em decisões individuais, as prestações de contas do PPS e do DEM, e aprovou com ressalvas as do PP, do PTB, do PT do B e do PR. Todas do exercício de 2010. Ao desaprovar as contas do PPS e do DEM, o ministro determinou que os partidos devolvam, respectivamente, R$ 957.409,60 e R$ 4.947.545,98 ao erário, com recursos próprios. O relator também suspendeu o repasse de cotas do Fundo Partidário ao PPS por um mês e ao DEM por três meses.

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