Pai da tarifa
Depois que a Câmara de Vereadores manteve o veto do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) que impediu o fim da tarifa mínima de água e esgoto, conforme reportagem publicada ontem, o Núcleo de Comunicação da Prefeitura enviou à FOLHA nota sobre o tema para justificar a continuidade da cobrança em Londrina no iminente contrato com a Sanepar. "Pareceres da Procuradoria-Geral do Município e da Procuradoria da Câmara Municipal indicaram a ilegalidade de o Município legislar sobre tarifa de água e esgoto." O pai da tarifa, então, seria o governo estadual, a quem compete tratar do assunto.

Futuro
Na nota, a prefeitura repete que encaminhou à Câmara de Londrina um projeto de lei autorizando revisão obrigatória no convênio e no contrato de programa com a Sanepar no caso de "eventual revogação da competência do Governo Estadual" para fixação da tarifa. Os vereadores contrários à cobrança avaliam que depois do contrato assinado, dificilmente haverá mobilização suficiente para acabar ou reduzir a tarifa mínima, atualmente em R$ 60,73.

Publicano
O advogado Mário Barbosa, que defende o ex-delegado da Receita Estadual em Londrina Marcelo Müller Melle, entrou em contato com a FOLHA para reforçar que "as ilações" do delator da Publicano Luiz Antonio de Souza de que teria repassado propina a seu cliente "não se confirmaram". Conforme Barbosa, o auditor Milton Digiácomo, também ouvido na última terça-feira pelo juiz Juliano Nanuncio, da 3ª Vara Criminal de Londrina, negou ter pedido a Souza dinheiro e o repassado a Melle.

Parlamentares versus Bolsonaro
Parlamentares de seis partidos (PSOL, PT, PCdoB, PDT, Rede e PPS) protocolaram ontem representações na Procuradoria Geral da República contra o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), acusando-o de apologia ao crime e injúria por suas declarações durante a votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. Na ocasião, ao votar pelo impeachment, Bolsonaro exaltou o coronel Carlos Alberto Brilhante Ustra, acusado de torturas, assassinatos e desaparições forçadas durante a ditadura. A PGR já abriu um procedimento interno para investigar Bolsonaro, após ter recebido mais de 20 mil manifestações de cidadãos contra o episódio. A medida, porém, ainda não virou um inquérito formal, etapa seguinte de uma investigação criminal.

Castro deixa a Saúde
O ministro da Saúde, Marcelo Castro, deveria entregar à presidente Dilma Rousseff sua carta de demissão na noite de ontem. A informação foi confirmada pelo Ministério da Saúde. O ex-ministro e secretário-executivo da pasta, Agenor Álvares, assumirá o cargo interinamente. Nos bastidores, a avaliação é que Castro estava se sentindo desconfortável no cargo após a saída de outros ministros do PMDB do governo em meio à crise política. Castro também sofria pressões da direção do partido.

Nem Dilma, nem Temer
Se depender da maioria dos entrevistados pelo Ibope Inteligência, a saída da presidente Dilma Rousseff (PT) e do vice Michel Temer (PMDB-SP) aliada à realização de novas eleições seria a solução para crise que aflige o País. Nada menos que 62% dos consultados consideram essa a melhor forma para superar a crise política. Outros 25% preferem a permanência de Dilma no cargo e apenas 8% consideram que um possível governo Temer resolveria a situação. A pesquisa ouviu 2.002 pessoas com 16 anos ou mais em 142 municípios, entre os dias 14 e 18 de abril. A margem de erro é de dois pontos percentuais para mais ou para menos.

Novas eleições
Ainda, segundo a pesquisa, entre os que afirmam ter votado em Dilma em 2014, 45% apoiam sua continuidade no governo e 44% preferem novas eleições. Por outro lado, 77% dos que dizem ter votado em Aécio acreditam que a solução para a crise política é a saída de Dilma e Temer, com novas eleições

Exclusividade
O Ibope Inteligência foi às ruas e testou sete nomes para uma eventual eleição para presidente. Marina Silva (Rede) tem, hoje, um potencial de voto de 39% dos eleitores brasileiros: 12% dizem que votariam nela com certeza e 27% declaram que poderiam votar. Dos 12% que certamente votariam nela, 6% são seus eleitores exclusivos, ou seja, votariam só nela, o que caracteriza um voto exclusivo. Já Aécio Neves (PSDB) tem 32% de potencial (11% votariam com certeza no candidato e 21% poderiam votar) e eleitorado exclusivo de 5%.

Petista na frente
Lula (PT) possui potencial de voto de 31% (19% votariam com certeza - o maior dentre todos os nomes pesquisados - e 12% poderiam votar) e tem também o maior eleitorado exclusivo: 14%. José Serra (PSDB) tem 28% de potencial (7% votariam com certeza e 21% poderiam votar) e um voto exclusivo de 2%. Geraldo Alckmin (PSDB) possui potencial de voto de 24% (6% votariam com certeza e 18% poderiam votar), com 1% de voto exclusivo, assim como Ciro Gomes (PDT), que tem 19% de potencial (4% votariam com certeza e 15% poderiam votar). Pela primeira vez na pesquisa, Jair Bolsonaro (PSC) tem 11% de potencial (5% votariam com certeza e 6% poderiam votar), com 4% de voto exclusivo.

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