INFORME FOLHA
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terça-feira, 19 de abril de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Serraglio
O deputado federal Osmar Serraglio (PMDB-PR) disse ontem, em visita à Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, que considera irreversível a aprovação do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) também pelo Senado. "Não há mais como segurar. Agora é uma etapa muito facilitada construir uma comissão, dar o parecer e vai para o plenário, onde a maioria simples o que significa 22 ou 23 senadores afasta. Ela não vai ser cassada agora, mas o afastamento já é uma sinalização de muita dificuldade de retornar daqui a cinco meses. Depois que você reestruturar um governo, vai despertar esperança e aviventar esse desânimo todo, fazer com que se acredite no futuro. Acho que ela não volta mais."
Anistia a Cunha
O parlamentar negou, por outro lado, que tenha afirmado acreditar em uma anistia ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pelo fato de o carioca ter conseguido aprovar a admissibilidade do processo de impedimento. "Muitos comentam que o ministro José Eduardo Cardozo (da Advocacia Geral da União), nas defesas que fez, na comissão e no plenário, ao insistir que era inconstitucional punir a presidente por fatos ocorridos no mandato anterior, teria sim anistiado, entre aspas, isto é, absolvido o Cunha", afirmou. "Agora, quer a gente queira quer não, ele (Cunha) acabou agradando a um grande contingente estou falando como constatação; não opinião conduzindo esse impeachment. Porque primeiro ele é quem mais domina o regimento interno da Casa", completou.
Alunos por turma
A Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná rejeitou ontem o projeto de lei 211/2015, de autoria de Requião Filho (PMDB) e Professor Lemos (PT). O objetivo da proposta era diminuir o número de alunos em sala de aula e melhorar a qualidade do ensino no ambiente educacional. "É uma agenda antiga dos educadores, prevendo um número máximo de crianças e adolescentes, que varia de 8 a 35 alunos em sala, de acordo com a idade e o nível escolar. É lamentável que o governo do Estado não tenha este mesmo entendimento, nem interesse em melhorar a qualidade do ensino no Paraná", disse Requião Filho.
Justificativas
Votaram a favor os parlamentares Nereu Moura (PMDB) e Péricles de Mello (PT). E votaram contra a diminuição do número de alunos em sala de aula: Claudia Pereira (PSC), Guto Silva (PSD), Pastor Edson Praczyk (PRB), Pedro Lupion (DEM), Felipe Francischini (SOD) e Luiz Cláudio Romanelli (PSB). Segundo Romanelli, o motivo da derrubada foi o artigo 66, IV, da Constituição Estadual, que especifica competência privativa do Executivo para tratar desse assunto. Mesmo com a rejeição, contudo, Lemos contou que irá propor ao presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), que a questão seja levada para discussão em plenário.
Deputados tiram semana de folga
Após a Câmara aprovar o impeachment da presidente Dilma Rousseff no domingo, deputados aproveitaram o feriadão de Tiradentes amanhã e tiraram a semana de folga. Diferente de outras semanas, quando a terça-feira é um dos dias mais cheios, os corredores, Salão Verde e plenário da Câmara estão vazios desde a segunda-feira. Por volta das 15 horas de ontem, o sistema registrava a presença de apenas 60 parlamentares na Casa, ou seja, menos de 12% dos 513 deputados federais. As votações na Câmara só devem ser retomadas na próxima terça-feira. Até lá, o plenário terá apenas sessões de debates.
Tiririca ironiza colegas
Após utilizar pela primeira vez em sua carreira parlamentar o microfone do plenário da Câmara dos Deputados, o deputado e palhaço Tiririca ironizou as dedicatórias feitas por seus colegas no último domingo na votação do impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Pela Florentina de Jesus, pelo meu cachorro Lulu, pela minha irmã Duculina, pela minha esposa, minha amante, minha namorada, meu filho que vai nascer em 2020, eu voto sim", disse Tiririca em tom de brincadeira no que parece ser um restaurante em um vídeo que está circulando em grupos de WhatsApp. No plenário, Tiririca foi mais contido, principalmente, quando comparado com seus colegas, que renderam homenagem a parentes, amigos, Deus, ditadores, paz de Jerusalém e pelo fim da "vagabundização remunerada". "Pelo meu País, meu voto é sim", afirmou. "Num momento daquele não dá pra brincar", explica Tiririca no mesmo vídeo onde faz piada.
Delator devolve R$ 32 mi
O empresário Frank Geyer Abubakir, ex-presidente e acionista da petroquímica Unipar, vai devolver R$ 32 milhões aos cofres públicos, como multa compensatória por participação no esquema de corrupção na Petrobras. O compromisso consta do acordo de delação premiada que Abubakir fechou com o Ministério Público Federal, homologado pelo Superior Tribunal de Justiça na semana passada. Os recursos de Abubakir engrossarão o caixa dos valores repatriados pela Lava Jato. Até o fim do março, já havia sido recuperado mais de R$ 500 milhões.


