Tal pai, tal filho
O governador Beto Richa (PSDB), ao ser questionado se o partido terá candidato a prefeito em Londrina, disse que ainda não está definido, mas fez questão de citar como eventual pré-candidato Luiz Carlos Hauly, quando na verdade, queria se referir ao filho, Luiz Renato Hauly (PSDB), diretor da Fomento Paraná.

Frente ameaça parar o país
A Frente Brasil Popular, que reúne mais de 60 entidades dos movimentos sindical e social, além dos partidos PT, PC do B e PDT, agendou protesto hoje e ameaça fechar estradas em vários estados durante mobilização contrária ao impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). A ação foi definida no ultimo dia 6 e divulgada entre os membros da Frente na "Circular 11/2016 - Orientações para a mobilização em defesa da Democracia": "Promover no dia 15/04 uma Jornada Nacional de Mobilização contra o Golpe, fechando estradas, fazendo paralisações e assembleias em fábricas, entre outras ações de impacto a serem definidas nos Estados", diz o texto. No domingo, data da votação, Frente Brasil Popular prevê que levará mais de 200 mil pessoas ao vale do Anhangabaú, no centro de São Paulo.

‘Ainda é possível’
Na véspera da votação do impeachment na Câmara dos Deputados, a presidente Dilma Rousseff se programou para participar de uma manifestação na manhã deste sábado de grupos contrários ao seu afastamento. O protesto é organizado por movimentos de esquerda e centrais sindicais no estacionamento do Ginásio Nilson Nelson, em Brasília, onde estão acampados para acompanhar no domingo a votação do impeachment em frente do Congresso. Com isso, Dilma e Lula pretendem "dar gás aos militantes para que eles protestem contra o golpe", informou um assessor do Planalto. Sob orientação de Lula, a petista tenta reverter o clima de pessimismo com a votação do impeachment. Em conversas reservadas, Lula assume que o cenário é muito difícil, mas que é necessário passar a sensação de que ainda é possível.

Ministros em campo
A presidente Dilma Rousseff exonerou quatro ministros do PMDB e do PT para que reassumam seus cargos na Câmara dos Deputados e possam votar contra o impeachment da petista no domingo. A decisão foi publicada na edição de quinta-feira do "Diário Oficial da União". Foram exonerados Celso Pansera (Ciência e Tecnologia), Marcelo Castro (Saúde) e Mauro Lopes (Aviação Civil), todos do PMDB, e Patrus Ananias (Desenvolvimento Agrário), do PT. Pelo menos 16 dos 30 deputados federais suplentes em exercício darão lugar aos titulares apenas para a votação da abertura do processo de impeachment.

Provocação
O presidente nacional do PT, Rui Falcão, afirmou ontem que o vice-presidente da República, Michel Temer, conspira e trai sua companheira de chapa, a presidente Dilma Rousseff. Sem citar o nome do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), Falcão disse ainda achar lamentável que o processo de impeachment seja conduzido por alguém que é réu de vários processos no Supremo Tribunal Federal (STF). "Alguns sentam na cadeira antes da hora, o que revela até certa empáfia e arrogância, um desejo de ter o poder a qualquer custo", cutucou.

Favas contadas
Considerando como "consumada" a autorização do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pela Câmara dos Deputados no próximo domingo, a bancada tucana do Senado já calcula que caberá ao PSDB a relatoria ou a presidência da comissão que analisará o processo no Senado. A bancada já se reuniu e definiu o nome de Antonio Anastasia (MG) para assumir um dos cargos.

Aécio de fora
O PSDB também já definiu os nomes que irão compor a comissão. Com três vagas no colegiado, além de Anastasia, também participarão o líder do partido Cássio Cunha Lima e o senador Aloysio Nunes (SP). O presidente do PSDB e candidato derrotado nas eleições de 2014, Aécio Neves (MG), não deve fazer parte da comissão. A ideia é poupar sua imagem, que se desgastou com a opinião pública pelas denúncias de envolvimento em esquemas de propina. Nos cálculos de Cunha Lima, existem hoje 386 votos em favor do impeachment de Dilma na Câmara. São necessários 342 para autorizar o processo. No Senado, os tucanos também estão otimistas e contam que terão com folga mais do que os 41 votos necessários para fazer o afastamento temporário da presidente.

Rombo de R$ 58 bilhões
Os patrocinadores e contribuintes dos quatro principais fundos de pensão do País - Previ (Banco do Brasil), Petros (Petrobras), Funcef (Caixa Econômica) e Postalis (Correios) - terão de desembolsar cerca de R$ 58 bilhões para cobrir o rombo que essas entidades acumulavam, juntas, até 2015. O dado foi levantado pela Comissão Parlamentar de Inquérito que investiga operações nesses fundos de pensão. Segundo o relatório da CPI, além do deficit, foram registradas fraudes de R$ 6,62 bilhões em aplicações financeiras. As investigações, realizadas por deputados, e divulgadas ontem pela CPI revelam que as perdas dos fundos de pensão com 15 operações subiu de R$ 4,26 bilhões (valor estimado até a última terça-feira) para R$ 6,62 bilhões.

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