INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
terça-feira, 12 de abril de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Pré-candidata
A vereadora Sandra Graça, que aproveitou a janela partidária para migrar do SD para PRB, foi anunciada ontem como a pré-candidata do partido à Prefeitura de Londrina. O comunicado ocorreu na sessão da Câmara, ontem, pelo correligionário Emanoel Gomes (PRB).
Confusão
O presidente da Câmara de Jataizinho (Região Metropolitana de Londrina), Adilson Silva, divulgou nota ontem em que lamenta "profundamente o fato ocorrido na noite de segunda-feira, quando o vereador Alex Faria (PRB) agrediu desnecessariamente o vereador Cícero Guimarães (PDT) tendo causado diversas lesões na vítima". Grupos opostos na Casa vivem "clima tenso no decorrer das sessões", segundo o presidente. A reportagem não conseguiu falar com os dois envolvidos.
A favor de Dilma
Depois de manifestantes do Movimento Brasil Livre (MBL) ocuparem anteontem as galerias da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, para aplaudir a ação da Polícia Militar (PM) no acampamento Dom Tomas Balduíno, no município de Quedas do Iguaçu (Centro-Oeste), que resultou na morte de dois sem-terra, ontem foi a vez de partidários da presidente Dima Rousseff (PT) participarem da sessão. Antes mesmo do início da plenária, estudantes e sindicalistas estenderam bandeiras do PT, da Central Única dos Trabalhadores (CUT), de movimentos operários e LGBTs (que defendem os direitos de lésbicas, gays, bissexuais, travestis e transexuais).
Ordem
"Vejo com naturalidade. Acho que a Casa tem que ter espaço para permitir que aqui se estabeleça o contraponto em todas as situações. Agora, vou procurar sempre manter a ordem, como ontem (anteontem) mesmo, nas manifestações a favor do impeachment e algumas delas contra o próprio governo, procurei dar a liberdade mas ao mesmo tempo que se dá a liberdade se exige também responsabilidade na forma como agem", disse o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB). Apesar do aviso, os trabalhos em plenário transcorreram normalmente, tanto durante as falas de parlamentares da base aliada ao governador Beto Richa (PSDB) quanto da oposição.
Posições sobre o impeachment
Os deputados estaduais comentaram também a decisão da Comissão do Impeachment da Câmara de aceitar o relatório favorável ao afastamento de Dilma, por 38 votos a 27. Os dois paranaenses que participaram da votação tiveram posicionamentos diferentes: Aliel Machado (Rede) foi contra e Fernando Francischini (SD) foi a favor. Para o presidente da AL e do PSDB paranaense, Aliel e os outros 26 estão "na contramão da história". "Podem até divergir na forma legal do encaminhamento, mas na minha visão estão errados, porque as pedaladas realmente estão muito bem configuradas e estar hoje contra o sentimento maior da população de mudança é se contrapor à vontade da população paranaense" afirmou.
Contra a maioria
O tucano disse ainda que o político da Rede marcou "um gol negativo" em sua carreira. "Agora, cabe ao parlamentar avaliar enfim a decisão que tomou no momento. As argumentações do Aliel são de que seria um golpe porque não havia amparo jurídico e legal para propor o impeachment. Mas há momentos na vida em que a pressão popular fala muito mais alto e, neste caso, existem elementos já assegurados por juristas. Portanto, acho que eles estão se colocando contra o desejo de 80% da população paranaense", completou.
Consciência
Um dos três membros da bancada do PT na AL, Tadeu Veneri falou que já esperava o resultado da votação, por se tratar de um colégio relativamente pequeno. No entanto, disse acreditar na reversão do quatro no plenário, domingo. Segundo o petista, Aliel fez "aquilo que a sua história recomendava que fizesse. É uma pessoa que vem do movimento estudantil, de um partido operário, o PCdoB, fez a opção de filiação à Rede por entender que a Rede tem uma alternativa para ele interessante e, obviamente, fez o seu voto muito consciente, com todas as consequências que isso significa".
Fascismo
Veneri também pediu que as pessoas aceitem as opiniões contrárias, nas ruas e nas redes sociais. "Eu vejo muita gente entrando no Facebook com uma ira, uma agressividade, com uma falta de razoabilidade, inclusive com argumentos que remetem ao fascismo. Não há um mínimo de respeito à decisão. Quer dizer, as mesmas pessoas que hoje xingam, literalmente, falam palavrões para o Aliel, estariam batendo palma se ele tivesse votado contrário. Seu voto foi der acordo com a sua consciência, extremamente correto. Acho que as pessoas vão cobrar. Agora, tem que ter um limite para isso. Quando se entra no processo de ameaças físicas, é o fascismo puro, é o golpe, e isso ninguém vai aceitar", completou.
Decidido
A assessoria do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) informou que o parlamentar vai seguir a decisão tomada ontem pela direção nacional do partido e votar favoravelmente ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. "Espero que esta decisão seja melhor para o Brasil e para todos o brasileiros", escreveu Barros, que chegou a ser cotado para assumir um ministério da petista após a saída do PMDB da base do governo federal.


