A favor do impeachment
Deputados estaduais da base e também da oposição ao governador Beto Richa (PSDB) têm se posicionado a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT) durante as sessões plenárias da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. As exceções, claro, são os três membros da bancada do PT: Tadeu Veneri, Péricles de Mello e Professor Lemos. Ontem, o líder do PMDB na Casa, Nereu Moura, disse que está vendo "com muito otimismo" a possibilidade de queda da presidente. "Que a gente possa cassar o mandato da Dilma, do Beto Richa e de qualquer político desonesto deste País. Chegou a horar de passar o Brasil a limpo", afirmou.

Temer ‘sem legitimidade’
Questionado se o vice-presidente Michel Temer, de seu partido, estaria preparado para assumir o Executivo, Moura disse que sim, no entanto, falou que o correligionário "não possui condições, nem legitimidade para governar". "O ideal seria fazer nova eleição, porque alguém que saia das urnas terá legitimidade e moral para fazer as mudanças grandes que o Brasil precisa", opinou. Membro do chamado "blocão" PSC/PSD, Guto Silva (PSD) falou que vê uma "evolução muito rápida, nos bastidores", sobre o impeachment. Ele disse esperar que o hoje ministro das Cidades, Gilberto Kassab, que é presidente nacional do PSD, se desincompatibilize do governo e também defenda a saída de Dilma, como fazem os integrantes da sigla no Paraná.

Indefinição
A assessoria de imprensa do deputado federal Ricardo Barros (PP-PR) procurou a FOLHA ontem para informar que o parlamentar ainda não definiu sua posição sobre o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Placar do Impeachment com o posicionamento dos 30 deputados paranaenses elaborado pela Agência Estado, publicado na capa da FOLHA no último domingo, trouxe Barros como contrário ao afastamento da petista. Vice-líder do governo Dilma e cotado para ocupar um dos ministérios da petista após a saída do PMDB da base, Barros continuará aguardando a posição do diretório nacional do PP, segundo informou sua assessoria. Dos quatro pepistas na Câmara, somente Dilceu Sperafico e Marcelo Belinati são favoráveis ao impeachment. Já Nelson Meurer é contra o afastamento de Dilma.

Mudança de lado
O PMDB do Rio decidiu apoiar a abertura de processo de impeachment contra a presidente Dilma Rousseff. A decisão, tomada no fim de semana, foi comunicada ao vice-presidente Michel Temer ontem pelo presidente regional da sigla, Jorge Picciani. Há duas semanas, o diretório regional já havia decidido retirar o apoio ao governo Dilma, após mais de nove anos de aliança. Picciani afirmou que a maioria da bancada peemedebista fluminense, de 11 deputados, votará a favor da saída da presidente. Picciani pode mudar de posição até domingo, dia previsto para a votação no plenário da Câmara. Até o momento, ele se manifestou contrário à abertura do processo de afastamento da presidente.

Líder do PR debanda
Favorável ao impeachment de Dilma Rousseff (PT), o deputado Maurício Quintella Lessa (PR-AL) entregou no fim da tarde de ontem a liderança do partido na Câmara, cargo que ocupava desde o início do segundo mandato da petista. A Executiva Nacional do PR é contrária à saída de Dilma, mas a maioria dos 40 deputados do partido na Câmara, a quinta maior bancada da Casa, é favorável ao impeachment. A falta de consenso entre as partes foi a justificativa de Lessa para deixar o cargo. Os deputados da sigla estão liberados para votar como quiserem, mas Maurício Quintella calcula que, dos 40, entre 25 e 30 votos devem ser pelo impeachment no próximo domingo, quando está prevista a votação no plenário.

Multa contra Cunha
O advogado mineiro Mariel Márley Marra ajuizou um pedido no Supremo Tribunal Federal (STF) para obrigar o presidente da Câmara, deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ), a cumprir em 24 horas a liminar que determinou que o congressista dê seguimento ao processo de impeachment do vice-presidente da República, Michel Temer, sob pena de multa diária de R$ 3 milhões. O advogado argumenta que, desde a decisão do ministro Marco Aurélio Mello sobre o assunto, no último dia 5, Cunha vem manobrando para tentar frustrar ou retardar o cumprimento da decisão. Marra alega que a postura do presidente da Câmara constitui ato de improbidade administrativa.

Posse questionada
O Tribunal Regional Federal da 4ª Região (TRF4), em Porto Alegre, rejeitou a ação popular que pedia a anulação da posse de Eduardo Cunha (PMDB-RJ) como deputado e presidente da Câmara Federal por irregularidades na declaração de bens na campanha eleitoral. Segundo a 4ª Turma do tribunal, apenas o Poder Legislativo tem a prerrogativa para afastar um deputado federal eleito e no exercício de seu mandato. O processo foi ajuizado por um advogado de Santa Cruz do Sul (RS) que é filiado ao PCdoB. De acordo com o autor, Cunha não declarou seus bens de forma regular ao instruir o registro de sua candidatura. Além do afastamento, ele solicitava que o réu indenizasse a União pelos valores omitidos em suas declarações. A Justiça Federal de Santa Cruz do Sul também já havia negado o pedido sob o mesmo argumento do TRF4.

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