INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 07 de abril de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Suplente na cola
A suplente Adriana Aguilera (PHS) entrou no Tribunal Regional Eleitoral (TRE) do Paraná com uma ação de perda de cargo eletivo contra o vereador Gustavo Richa (PSDB). Ela alega que o tucano deixou o PHS sem justa causa antes da janela partidária e, portanto, deveria perder a cadeira que pertence ao partido. A ação foi recebida pelo tribunal.
Tarifa mínima mantida
O prefeito Alexandre Kireeff (PSD) sancionou a lei que autoriza a contratação da Sanepar pelo prazo de 30 anos, mantendo a tarifa mínima. Segundo o Assessor Executivo para Projetos Especiais, Carlos Alberto Geirinhas, a extinção ou redução dos dez metros cúbicos, também é de interesse da prefeitura. No entanto, a tarifação do serviço é competência do governo do Estado. Kireeff prometeu um projeto de lei que inclui cláusula prevendo revisão do convênio ou contrato de programa, caso o governo do Estado modifique a forma de cobrança.
Beto não vem
O governador do Paraná, Beto Richa (PSDB), não estará na abertura da ExpoLondrina hoje e será representado pelo secretário estadual de Agricultura e Abastecimento, Norberto Ortigara. Segundo a assessoria de imprensa do Palácio Iguaçu, o tucano virá à feira londrinense, porém, ainda não está confirmada a data. No ano passado, o governador também deixou para vir durante o evento e não no primeiro dia. Havia acabado de ser deflagradas as operações Publicano e Voldemort, pelo Gaeco, que apuram participação de agentes públicos estaduais em corrupção, os principais temas da entrevista coletiva com o tucano.
Maluf muda Placar do Impeachment
A mudança de posicionamento do deputado federal Paulo Maluf (PP-SP) fez a Comissão Especial do Impeachment passar a ter parlamentares suficientes para aprovar o parecer do relator, deputado Jovair Arantes (PTB-GO). Trinta e três dos 65 deputados do colegiado disseram que vão referendar o documento de Arantes, favorável ao afastamento da presidente Dilma Rousseff, com base nas pedaladas fiscais. Até as 18h de ontem o Placar do Impeachment do jornal "O Estado de S. Paulo" mostrava que, no colegiado, 20 deputados devem ser contra o parecer, enquanto nove estão indecisos. Os parlamentares Weliton Prado (PMB-MG), Edio Lopes (PR-RR) e Jhonatan de Jesus (PRB-RR) não quiseram responder à reportagem. A votação do parecer está programada para segunda-feira.
Lava Jato ouve Lula
O ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva prestou depoimento ontem à força-tarefa Operação Lava Jato, que apura esquema de propina na Petrobras. O depoimento, que ocorreu em Brasília, foi realizado em sigilo a pedido do ex-presidente. No mês passado, quando foi Lula foi levado para depor coercitivamente, ele fez críticas aos investigadores da Lava Jato e disse que bastava convocá-lo.
Ainda na ativa
A medalhista olímpica Natália Falavigna, 31 anos, não abandonou o tatame do taekwondo, conforme deixou transparecer nota publicada ontem neste Informe. De acordo com a assessoria de imprensa do PTB de Londrina partido ao qual a atleta se filiou recentemente -, Natália recupera-se de lesão no joelho esquerdo e logo estará na ativa. Além de atleta, ela atua como coordenadora técnica da Confederação Brasileira de Taekwondo.
Gilmar no comando do TSE
Crítico contumaz da gestão da presidente Dilma Rousseff (PT), o ministro Gilmar Mendes foi confirmado ontem como novo presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Seu colega Luiz Fux como vice-presidente. Gilmar assumirá o comando do TSE em maio em substituição a José Antonio Dias Toffoli, que foi advogado das campanhas do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva em 1998, 2002 e 2006. Essa será a segunda presidência de Gilmar no TSE, que chefiou a Justiça Eleitoral em 2006. Um dos mais críticos ao governo do PT devido aos escândalos de corrupção, Gilmar também vai comandar no TSE a análise das quatro ações que pedem a cassação da presidente Dilma e do vice Michel Temer. A oposição acusa Dilma e seu vice de abuso de abuso de poder econômico e político e apontam ainda suspeitas de que recursos desviados da Petrobras tenham ajudado a financiar a reeleição.
Agilidade
Questionamento feito pela reportagem da Folha de Londrina ao Ministério do Desenvolvimento Social e Combate à Fome (MDS) em 2015, via site do órgão, levou nove meses para ser respondido. Postado em 10 de julho do ano passado, o texto perguntava se havia políticos paranaenses entre os 500 eleitos em 2012 sendo cobrados pelo MDS a devolveram recursos recebidos irregularmente do Programa Bolsa Família. Somente ontem o MDS deu retorno com uma resposta padrão: limitou-se a admitir sim que havia políticos do Estado envolvidos, mas não informou quantos são e quem são os políticos que receberam o auxílio de forma irregular.
A resposta-padrão
Em sua resposta, o MDS informou: "Em consultas aos nossos registros, no caso citado do Estado do Paraná foram identificados sim políticos eleitos na composição de algumas famílias beneficiárias do PBF, resultado da auditoria; contudo, providências foram tomadas por esta Senarc/MDS, com muito êxito, no sentido de cobrar ressarcimento aos cofres públicos de valores recebidos indevidamente de benefícios do PBF destas famílias que foram identificadas neste processo de averiguação/auditoria em todo o país".


