INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quarta-feira, 06 de abril de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Requião vai emplacando
O ex-secretário de Segurança do Paraná Luiz Fernando Delazari, fiel assessor do senador Roberto Requião (PMDB), pode ser confirmado o novo diretor jurídico da Itaipu Binacional. Procurado pela reportagem, Delazari disse apenas que são "especulações". Requião, que tem feito ferrenha defesa do governo Dilma Rousseff (PT), já tem na Itaipu o irmão Maurício como conselheiro. O senador está entre os peemedebistas que insistem em manter as benesses de quem está na situação.
Silêncio parlamentar
Por enquanto, a Câmara de Vereadores de Londrina não vai se manifestar sobre os salários dos parlamentares. Conforme a FOLHA mostrou ontem, o Conselho Municipal de Transparência e Controle Social apresentou moção de protesto contra a recomposição inflacionária que elevou o vencimento dos parlamentares de R$ 13,5 mil para R$ 15 mil. No documento, os conselheiros sugerem a redução do subsídio para a próxima legislatura, matéria que é de iniciativa da Mesa Executiva composta pelo presidente Fábio Testa (PPS), Elza Correia (PMDB), Vilson Bitencourt (PSB), Douglas Carvalho (PTB) e Jamil Janene (PP) para aprovação em plenário. A moção foi lida na sessão de terça-feira.
Próxima legislatura
Por força da lei, os atuais vereadores têm que fixar o subsídio dos sucessores, que assumirão as vagas a partir de 2017, mesmo que não haja alteração nos valores. O projeto deve ser apresentado pela Mesa e votado antes das eleições. Ainda não há sinalização sobre o índice a ser discutido, embora o presidente da Casa, Fábio Testa (PPS), tenha revelado, anteriormente, interesse em manter os patamares atuais. Contudo, depois do desconforto perante a sociedade com o gatilho inflacionário e com a proposta do vereador Roberto Fu (PDT) de reduzir o salário para R$ 9,8 mil, o caso está em aberto. Com a palavra, os vereadores.
Golpe
O PTB de Londrina filiou recentemente a ex-atleta Natália Falavigna. Ontem, ao lado do técnico da Seleção Brasileira de taekwondo, Fernando Madureira, que também é petebista, ela participou da primeira reunião partidária. Entre as principais conquistas de Natália, está o bronze olímpico na China, em 2008. Ela tem 31 anos e é a atual coordenadora técnica da Confederação Brasileira de Taekwondo.
Substituição
O vereador Amauri Cardoso (PSDB) é novo membro da Comissão de Justiça da Câmara de Londrina, depois da renúncia do vereador Jamil Janene (PP). Com a escolha do tucano, a Comissão passa a apresentar a seguinte formação: Mario Takahashi (PV) é o presidente; Roque Neto (PR) ocupa o cargo de vice-presidente e os membros são Vilson Bittencourt (PSB), Professor Rony (PTB) e Amauri Cardoso (PSDB). Jamil preside a Comissão de Finanças.
Novo procurador
O procurador de Justiça Ivonei Sfoggia será empossado amanhã no cargo de procurador-geral de Justiça. A solenidade acontece às 18h30, no auditório Poty Lazzarotto do Museu Oscar Niemeyer (Rua Marechal Hermes, 999, Centro Cívico), em Curitiba. Sfoggia foi eleito com 473 votos dos membros do Ministério Público (MP) do Paraná, em pleito realizado no dia 14 de março. Ele substitui Gilberto Giacoia que ficou à frente da instituição por quatro anos (considerando primeira e segunda gestão).
Contra o pai
A deputada estadual Maria Victoria (PP) subiu à tribuna da Assembleia Legislativa (AL) ontem para defender o impeachment da presidente Dilma Rousseff (PT). "Eu, assim como praticamente 90% da população brasileira, estou indignada. Represento a população paranaense que me elegeu e, como representante desta população, sou favorável ao processo de impeachment porque não há mais condições da presidente Dilma governar esse país", disse. Ela mesma lembrou que discursava contra o próprio pai, o deputado federal Ricardo Barros (PP-PR), que é hoje vice-líder do governo federal na Câmara e cotado para o Ministério da Saúde na recomposição ministerial da petista.
Impeachment de ministro do STF
O grupo Movimento Brasil Livre protocolou ontem no Senado um pedido de impeachment contra o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Marco Aurélio Mello, devido a sua decisão que determinou à Câmara dos Deputados dar seguimento ao pedido de impeachment do vice-presidente Michel Temer. Para o grupo, Marco Aurélio passou por cima da separação dos Três Poderes da República ao intervir em um ato do presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), que havia arquivado o processo contra Temer. Caberá ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), decidir se aceita ou não o pedido.


