INFORME FOLHA
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segunda-feira, 04 de abril de 2016
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Kireeff fica
O prefeito de Londrina, Alexandre Kireeff (PSD), confirmou ontem que permanece no partido até o final do mandato. "Achei que seria mais correto terminar o mandato pelo partido no qual fui eleito, mesmo tendo as minhas divergências internas com relação a posições do PSD, que muitas vezes não se coloca de maneira clara sobre situações importantes", justificou Kireeff, se referindo à indecisão da sigla sobre o impeachment e à Operação Publicano. No caso nacional, houve recente liberação da bancada.
Reeleição
Alexandre Kireeff (PSD), entretanto, ainda não confirmou se vai se candidatar a reeleição. Questionado sobre o tema, ele prefere dizer que "pode acontecer". Se seguir a mesma linha da decisão partidária, a resposta do prefeito virá apenas no mês de agosto, no limite do prazo, quando serão realizadas as convenções e a definição dos candidatos.
PEC do TJ
A Assembleia Legislativa (AL) do Paraná deixou para hoje a discussão em segundo turno da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) 1/2016, assinada pelo governador Beto Richa (PSDB), que altera a composição do órgão especial do Tribunal de Justiça (TJ). Na primeira votação, na semana passada, foram 41 votos favoráveis, três contrários e uma abstenção. Caso o texto passe também em segunda, por uma margem de dois terços, o colegiado passaria a ter entre 11 e 25 desembargadores, e não exatamente 25, como determina o artigo 94. O número exato seria ajustado depois, por meio de uma resolução do próprio TJ.
Entendimento
Na justificativa, Beto argumenta ser necessário adequar a Constituição Estadual à Lei Orgânica da Magistratura Nacional (Loman). A matéria seria analisada ontem pelo plenário, no entanto, o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), e o líder do governo na Casa, Luiz Cláudio Romanelli (PSB), contaram que preferiram adiar a discussão em um dia, de forma a buscar um entendimento. Muitos juízes, sobretudo de primeiro grau, e alguns desembargadores veem a PEC com ressalvas. "Queremos que internamente (no TJ) eles possam chegar a um acordo, para fixar um número que obviamente satisfaça aos interesses de todos", afirmou Romanelli.
Ressalvas
Os deputados Tercílio Turini (PPS) e Tadeu Veneri (PT) já adiantaram que não veem com bons olhos a redução do pleno. "A restrição não contribui para que a gente amplie o debate. Ao contrário: reduz o debate para o colégio, que fica com os 11 desembargadores mais velhos. Isso não me parece que seja uma solução para os inúmeros problemas que nós temos. Não irá trazer agilidade, nem melhorar a relação do TJ com a sociedade", disse o petista.
Prédio de Dilma pichado
O prédio em Porto Alegre onde a presidente Dilma Rousseff tem um apartamento amanheceu pichado ontem com os dizeres "Quem matou Celso Daniel?", em referência ao prefeito de Santo André assassinado em 2002. A petista costuma dormir no apartamento quando visita a família. A presidente também tem o hábito de andar de bicicleta nas imediações, na orla do rio Guaíba, cartão-postal da cidade. Por volta das 9h30 a pichação havia sido coberta com tinta branca. O nome de Celso Daniel surgiu após a deflagração da 27ª fase da Operação Lava Jato, batizada de Carbono 14. O juiz Sérgio Moro afirmou que "é possível" que o esquema criminoso que levou um empresário a receber cerca de R$ 6 milhões a pedido do PT tenha relação com a morte do ex-prefeito de Santo André.
Provocação
Dilma estava em Porto Alegre no domingo. Por causa do hábito de ela andar de bicicleta pela cidade, o grupo anti-PT Banda Loka Liberal, que anima os protestos a favor do impeachment com canções em ritmo de marchinhas, pendurou faixas no trajeto por onde a presidente pedala com os dizeres como "tchau, querida", "inflação", "desemprego", e "pedaladas fiscais". A banda também organiza o Acampamento Sérgio Moro, no parque Moinhos de Vento. Segundo o grupo, o acampamento apenas será desfeito com a saída de Dilma da Presidência.
Na capa New York Times
O jornal norte-americano The New York Times deu, em sua capa ontem, amplo espaço à crise política do Brasil. Com a foto da presidente Dilma Rousseff como a principal da primeira página, a publicação aborda a "rede de corrupção" que se espalhou pelo País. A capa ainda traz imagens do ex-presidente Lula, do protesto pró-impeachment ocorrido em São Paulo, do senador Delcídio Amaral (sem partido-MS) e do juiz Sérgio Moro.
De petista a tucano
Desde meados do ano passado, quando a crise política se aprofundou, até o dia 2 de abril, fim do prazo legal para mudança partidária, 24 prefeitos do estado de São Paulo trocaram o PT por outras legendas. O número corresponde a exatamente um terço (33,3%) dos 72 prefeitos eleitos pelo partido no Estado em 2012. Além disso, o PT perdeu 186 (28%) dos 664 vereadores que elegeu no Estado. O caso mais emblemático foi o do presidente da Câmara de Carapicuíba, Abraão Júnior, que deixou o PT na sexta-feira para se filiar ao PSDB. "Não acho isso incoerente. As pessoas de bem do PT estão saindo. Não existe só malandro no partido", diz Pedro Tobias, presidente do PSDB de São Paulo.


