Política Atualizado em 02/04/2016, 23:00
Informe Folha
"Não é possível que sejam feitos cortes de despesas justamente onde há mais dificuldades"
Os secretários municipais de Saúde, Gilberto Martin, de Educação, Janet Thomas, e de Planejamento, Orçamento e Tecnologia, Daniel Pelisson, devem ser convocados novamente para participar, na próxima semana, de sessão ordinária da Câmara para dar informações aos vereadores sobre o contingenciamento de gastos nos serviços públicos de saúde e educação de Londrina. Segundo a assessoria da Câmara, os secretários foram convidados para participar na última sexta-feira de debate sobre os problemas enfrentados nas pastas em função do corte de horas extras, mas não compareceram.
"Nossa preocupação é que os serviços públicos não sejam prejudicados. Esta Casa aprovou vários projetos de lei autorizando a contratação de servidores. Queremos entender a real situação hoje no município. Não é possível que sejam feitos cortes de despesas justamente onde há mais dificuldades", argumentou o vereador Amauri Cardoso (PSDB), presidente da Comissão de Administração, Serviços Públicos e Fiscalização. Segundo o vereador, além da convocação dos secretários, serão enviados ao Executivo pedidos de informação sobre as medidas tomadas para contenção de gastos.
Entre as medidas adotadas pelo Executivo municipal estão a redução no atendimento ao público na Secretaria Municipal de Educação que, desde 21 de março, é feito das 8h às 14h (antes se estendia até as 18 horas), para reduzir horas extras e economizar as contas de luz e telefone. Já no setor de Saúde, houve corte de horas extras e e proibição de reposição de servidores com atestado nas UBS e nos pronto-atendimento.
Estudo da Confederação Nacional de Municípios (CNM) revela que entre abril de 2013 e dezembro de 2015 estados e municípios deixaram de receber R$ 22,6 bilhões royalties de petróleo. O montante, defende a CNM, poderia trazer alívio para as finanças de milhares de gestores em um momento de crise. No entanto, há quase três anos, o Supremo Tribunal Federal (STF) determinou a suspensão da Lei 12.734/2012 sobre os royalties de petróleo por meio de ação direta de inconstitucionalidade 4.917 sob a relatoria da ministra Cármen Lúcia. Porém, ainda não há previsão de quando ela emitirá seu parecer sobre o assunto. A CNM pede urgência na análise da ADI.
Em seu estudo, a CNM também faz um alerta para a forma de distribuição dos recursos oriundos da extração do petróleo. No período mencionado abril de 2013 a dezembro de 2015 foram arrecadados R$ 76,6 bilhões de royalties e participação especial de petróleo. Desse total, R$ 30,2 bilhões ficaram com a União, R$ 42,8 bilhões com os entes federados confrontantes e somente R$ 3,51 bilhões para os demais estados e municípios, distribuídos via Fundo Especial. Para a entidade, os números revelam uma intensa concentração dos recursos, realizada com base na legislação antiga e contrária ao posicionamento defendido pela confederação. Se a Lei 12.734/2012 estivesse em vigor, aponta a CNM, o montante a ser partilhado por meio do Fundo Especial seria de R$ 26,1 bilhões.
A cúpula do Conselho de Ética na Câmara marcou audiência para a próxima terça-feira na Justiça Federal do Paraná para pedir que o juiz federal Sérgio Moro autorize o depoimento das testemunhas arroladas no processo por quebra de decoro parlamentar contra o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ). A reunião em Curitiba será fechada. O relator do processo disciplinar, deputado Marcos Rogério (DEM-RO), pediu para que fossem ouvidos como testemunhas de acusação o doleiro Alberto Youssef e os lobistas Júlio Camargo e Fernando Soares, o Fernando Baiano. Além do relator, devem participar da audiência com Moro o presidente do colegiado, José Carlos Araújo (PR-BA), e o vice-presidente do Conselho, Sandro Alex (PPS-PR).
Em manifestação ao Supremo Tribunal Federal (STF), o Senado defendeu que o Congresso possa discutir a instituição do parlamentarismo, por meio de uma emenda à Constituição, e afirmou que o sistema político "otimiza" a "harmonia" entre os poderes. Na próxima quarta-feira, o STF deve discutir uma ação que chegou ao tribunal em 1997 pelas mãos do hoje ministro Jaques Wagner (chefe de gabinete da Presidência) e questiona se o Congresso pode debater por meio de emenda à Constituição a mudança do sistema político do País de presidencialismo para parlamentarismo. O documento do Senado é assinado pelo advogado-geral do Senado, Alberto Cascais, e teve aval do presidente da Casa, Renan Calheiros (PMDB-AL).





