INFORME FOLHA
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sexta-feira, 01 de abril de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Moro homenageado
A Câmara Municipal de Curitiba CMC) aprovou ontem, por 31 votos a 1, a concessão do título de cidadão honorário da cidade ao juiz federal Sérgio Moro, encarregado dos processos da Lava Jato. Conforme a página da CMC na internet, a iniciativa, apresentada por Chico do Uberaba (PMN), gerou debate de uma hora e 30 minutos, do qual participaram 18 parlamentares. Além de elogiarem e reconhecerem os resultados obtidos pelo magistrado, eles discutiram a crise política pela qual passa o País e medidas de combate à corrupção. O voto contrário foi da Professora Josete (PT). A votação foi acompanhada por um grupo de cinco manifestantes, que vaiaram os vereadores que elogiavam Moro.
Polêmica
Na opinião do autor, a homenagem, aprovada no dia em que a Polícia Federal deflagrou a 27ª fase da operação, é uma resposta do Legislativo à sociedade. "É uma resposta de que confiamos nas instituições democráticas, de que acreditamos na ética e na integridade como parâmetros de conduta, de que ninguém aceita mais a corrupção que assola nosso País". Já Josete disse que a honraria deveria ser entregue a pessoas que contribuíram com a defesa do povo, mas sem visar ao lucro, interesses pessoais ou profissionais. Ela questionou o trabalho feito pelo juiz nas investigações do escândalo do Banestado que, em sua opinião, deixou de punir empreiteiras, executivos, políticos e doleiros de forma exemplar há quase 20 anos.
Ministros do STF em Londrina
Está marcado para os dias 27, 28 e 29 de abril, em Londrina, o 13º Congresso Brasileiro de Direito Constitucional e Cidadania. O evento, realizado pelo Instituto de Direito Constitucional e Cidadania (IDCC), vai reunir renomados conferencistas do Brasil, Chile e Portugal, entre eles dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF). A conferência de abertura, sobre "A Concepção Brasileira do Poder Judiciário", terá como presidente de mesa João Luiz Esteves, de Londrina, e a participação do ministro do Supremo Francisco Rezek. No dia 29, último dia de evento, a conferência de encerramento, sobre "A Constituição Brasileira e os Desafios do STF", será presidida pelo presidente do IDCC, Zulmar Fachin, com a presença do ministro do STF Luiz Edson Fachin. Os dois ministros são membros honorários do IDCC. O congresso é voltado para estudantes e profissionais da área.
Representação contra Moro
Deputados do PT e do PCdoB entregaram ontem uma representação ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apurar possíveis infrações cometidas pelo juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato. Os principais questionamentos do grupo são interceptações telefônicas que poderiam ser consideradas ilegais, como a da presidente da República, de ministros, senadores e de um escritório de advocacia. Os parlamentares denunciam violação do sigilo na comunicação profissional entre advogado e cliente, por causa da interceptação telefônica do escritório de advocacia Teixeira, Martins & Advogados, que alcançou 25 advogados e cerca de 300 clientes. Segundo Paulo Pimenta (PT-RS), um dos autores do requerimento, Moro foi alertado por ofício diversas vezes pelas companhias telefônicas sobre os alvos dos grampos, mas manteve a decisão.
Ameaça de morte
Um dia depois de ter feito um apelo à retomada do diálogo e da tolerância no debate político, o ministro Edinho Silva (Comunicação Social) foi alvo de ameaça de morte em sua página pessoal do Facebook. Na quinta-feira, o ministro afirmou à imprensa que era preciso "baixar o tom" de enfrentamento. "Nós vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver?", indagou. Ontem, um internauta postou um comentário na página da rede social do ministro: "Olha Edição Silva [sic], filho da puta, quem vai morrer é você e os petistas. Não ande tão tranquilo. Já tem gente na sua cola. Comunista filho da puta". O autor das postagens tem um perfil ativo nas redes sociais, publica textos contra o PT e a favor do impeachment da presidente Dilma Rousseff e prega a intervenção militar. O ministro classificou o episódio como "mais um exemplo do grau de intolerância" e comunicou o episódio ao Ministério da Justiça.
Ferramenta de convencimento
O Partido dos Trabalhadores lançou um site (www.naovaitergolpe.org.br) para pressionar os parlamentares a votarem contra o impeachment da presidente Dilma Rousseff. Segundo o partido, a "ferramenta de convencimento" permitirá que a população envie "e-mails em massa e encontre argumentos, notícias e vídeos" que ajudem a convencer deputados e senadores a não aderirem ao que chama de "golpismo".


