Alternativa de poder!
Em meio à discussão do processo de impeachment da presidente Dilma Rousseff pelo Congresso, o ministro do Supremo Tribunal Federal, Luís Roberto Barroso, afirmou ontem que o país enfrenta falta de alternativa na política e citou o PMDB, partido que desembarcou nesta semana do governo. "Quando, anteontem, o jornal exibia que o PMDB desembarcou do governo e mostrava as pessoas que erguiam as mãos, eu olhei e disse: ‘Meu Deus do céu! Essa é a nossa alternativa de poder’. Eu não vou fulanizar, mas quem viu a foto sabe do que estou falando", disse o ministro ao se referir à foto de lideranças do PMDB que registrou o anúncio do rompimento e estampou a capa dos principais jornais do país. Estavam na imagem nomes como o presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), o senador Valdir Raupp (PMDB-RR), o ex-ministro Eliseu Padilha (Aviação Civil).

Risco da intolerância
O ministro Edinho Silva (Comunicação) voltou a criticar ontem o clima de intolerância no país e defendeu que as forças políticas sentem para conversar. Segundo o ministro, as forças políticas deveriam evitar com que o clima de radicalização aumente no país, caso contrário haveria um risco de aparecer um "cadáver". "Nós vamos baixar o tom ou vamos esperar o primeiro cadáver?", questionou. "Vamos fazer isto [buscar uma negociação] ou vamos esperar o primeiro cadáver?". Segundo ele, se algo não for feito há o risco de isto ocorrer.

Intolerância na prática
O alerta do ministro Edinho Silva sobre a intolerância faz sentido e para os dois grupos (pró e contra o impeachment de Dilma Rousseff) que se digladiam pelas redes sociais. Uma médica pediatra de Porto Alegre reacendeu o debate sobre o conflito depois de enviar mensagem à mãe de uma criança no qual declinava "em caráter irrevogável" de continuar atendendo o filho de um ano. O motivo: a mãe da criança é filiada ao PT e iria assumir uma vaga como suplente de vereadora. "Depois de todos os acontecimentos da semana e culminando com o de ontem, onde houve escárnio e deboche do Lula ao vivo e a cores, para todos verem (representante maior do teu partido), eu estou sem a mínima condição de ser pediatra do teu filho", justificou a pediatra.

Intolerância ética?
Em sua defesa, a médica gaúcha alegou: "Poderia inventar desculpas, te atender de mau humor, mas prefiro a honestidade que sempre pautou minha vida particular e pessoal", escreveu, logo após a nomeação do ex-presidente Lula como ministro-chefe da Casa Civil do governo Dilma. O presidente do Sindicato Médico do Rio Grande do Sul, Paulo de Argollo Mendes, defendeu a conduta da profissional. Segundo ele, a pediatra agiu "de forma ética, levando em conta que o caso da criança não era de urgência". Para Argollo, a médica deveria "se orgulhar" por ter cumprido o código de ética da profissão. Já o Conselho Regional de Medicina do Rio Grande do Sul estuda medidas legais para o caso.

‘Feirão do petrolão’
Réu no processo do petrolão por decisão unânime do Supremo Tribunal Federal, o presidente da Câmara dos Deputados, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), afirmou ontem que a oferta de cargos pelo governo para tentar barrar o impeachment é o "feirão do petrolão". Adversário do Palácio do Planalto, Cunha disse não ter considerado precipitado o desembarque do governo feito pelo PMDB, que deu ao governo margem de manobra para atrair deputados de outras legendas. Ele considerou a oferta de cargos pelo Planalto como "liquidação de fim de governo, o feirão do petrolão". O peemedebista encerrou a entrevista sem responder à pergunta sobre como ele via o fato de o PMDB, partido com largo histórico fisiológico, ter se aproveitado desse "feirão" nas últimas décadas.

Dirceu pede internação urgente
Preso na Operação Lava Jato, o ex-ministro José Dirceu quer ser internado em um hospital para exames. A defesa dele protocolou um pedido ontem para que a Justiça autorize sua ida a um hospital particular de Curitiba. Um atestado assinado por um médico de Brasília afirma que Dirceu é um paciente "idoso" - ele tem 70 anos -, que sofre de hipertensão, e se queixa de cefaleia (dor de cabeça) "há mais de 20 dias". Diz ainda que ele faz uso de medicação de alto custo e pede, ao fim, a internação para exames "em caráter de urgência". O pedido ainda será analisado pelo juiz Sérgio Moro, responsável pelas ações da Lava Jato. Dirceu está detido no Complexo Médico-Penal, em Pinhais (RMC). Ele é réu em ação penal em que é acusado de receber propina com origem em desvios da Petrobras.

Retorno de Barros
Silvio Barros retornou ao PP para tentar novo mandato de prefeito de Maringá. As direções nacional e estadual da legenda asseguraram apoio para a disputa. Silvio foi prefeito da cidade por dois mandatos consecutivos (2015-2012). Atual secretário do Planejamento do Estado, ele deve se desincompatibilizar do cargo em breve para se dedicar integralmente a pré-campanha. Silvio estava sem partido desde janeiro quando pediu desligamento do PHS.

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