Concurso cancelado
O Tribunal de Contas (TC) do Paraná suspendeu a realização do concurso público da É-Paraná, marcado para este domingo. A liminar, concedida pelo conselheiro Fernando Augusto Mello Guimarães, determina o imediato cancelamento do concurso, com a devolução das taxas recolhidas aos interessados, até que sejam demonstradas a real necessidade das vagas e a correta contratação de entidade promotora para o teste seletivo. Diz, ainda, o TC que "o edital deve demonstrar, de forma inequívoca, o conteúdo das provas de conhecimentos teóricos e práticos, bem como o dos testes de conhecimentos gerais e específicos, adequados às funções a serem exercidas no órgão". Guimarães determinou a imediata comunicação da decisão ao governador Beto Richa (PSDB), à É-Paraná e ao secretário de Comunicação Social, Paulino Viapiana.

Desincompatibilização
Para quem vai se candidatar a vereador, o prazo para a desincompatibilização vence neste sábado, dia 2. Secretários municipais ou membros de entidades mantidas pelo poder público (dirigente, administrador, representante) e integrantes de fundações públicas em geral (dirigente) devem deixar o cargo para entrar na disputa. O prazo para a candidatura a prefeito ou vice, vence em 2 de junho. Os parlamentares que desejarem disputar outro cargo não precisam deixar o Congresso Nacional e nem as assembleias legislativas. Também vereadores podem concorrer à reeleição, a prefeito ou vice-prefeito, em outubro, sem sair do cargo.

Em Londrina
A equipe de primeiro escalão do prefeito Alexandre Kireeff (PSD) não deve sofrer muitas baixas por causa das eleições. Por enquanto, apenas Sonia Gimenez (PSDB), superintendente da Acesf, demonstra interesse de disputar uma cadeira na Câmara. Já Kireeff, se ainda tiver o interesse de disputar a reeleição por outra sigla, deverá migrar até sábado. Ele ainda não divulgou a decisão.

Sessões esvaziadas
As sessões ordinárias na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná têm sido pouco prestigiadas. Tanto na segunda-feira como ontem, o presidente da Casa, Ademar Traiano (PSDB), deu início aos trabalhos, às 14h30, com menos de dez parlamentares presentes – foram sete no primeiro dia e nove na quarta-feira, quando normalmente ocorre a última plenária da semana. Questionado sobre o assunto pela FOLHA, o tucano disse que considera a situação normal, uma vez que não há exigência de quórum mínimo para o começo das discussões. Já quando da apreciação da ordem do dia, isto é, da pauta, é preciso que 28 deputados estejam no local. "Em qualquer Assembleia você vê isso. Já estive em São Paulo e lá chegou a ter cinco deputados na abertura", afirmou.

Mensagens
Sem dar detalhes, Traiano também contou que o novo chefe da Casa Civil, Valdir Rossoni (PSDB), está organizando algumas propostas, que devem ser encaminhadas à AL nos próximos dias. "Estamos aguardando. Ele já esteve aqui, fez uma reunião com a base de apoio (ao governador Beto Richa, também do PSDB) inicialmente e está conversando com os parlamentares das oposição. O objetivo e interesse do governo é manter essa boa relação com a Assembleia. Ele (Rossoni) está desenvolvendo com muito afinco a missão", garantiu.

Internet
Os deputados estaduais aprovaram ontem, já em redação final, o projeto que obriga as empresas de serviços de internet móvel e banda larga a apresentarem ao consumidor gráficos informando a velocidade de envio e recebimento de dados. A mensagem, de autoria do líder do governo, Luiz Claudio Romanelli (PSB), agora depende apenas da sanção do governador Beto Richa (PSDB) para virar lei. "Essa medida busca uma forma de proteção ao consumidor, que terá facilidade em fiscalizar a efetiva prestação do serviço adquirido", afirmou o deputado.

O dilema do PP
Com a saída do PMDB, o PP ganhou a importância que não tinha para o governo e preferiu esperar um pouco mais antes de decidir se aceita o afago em forma de cargos que o Planalto oferece ou se já garante o alinhamento com o PMDB, para um eventual governo de Michel Temer. O deputado federal Dilceu Sperafico (PP), presidente da sigla no Paraná, disse ontem que defende o desembarque, mas reconheceu que existem divergências internas sobre o assunto.

Ex-deputado denunciado
A Procuradoria-Geral da República ofereceu ontem ao Supremo Tribunal Federal denúncia contra o ex-deputado João Pizzolatti (PP-SC) por participação no esquema de corrupção da Petrobras. Pizzolatti é secretário-extraordinário de Relações Institucionais de Roraima. A denúncia da PGR está em sigilo. Na semana passada, a Polícia Federal finalizou inquérito sobre o ex-deputado e outros investigados na Lava Jato e indicou que eles praticaram crimes de corrupção passiva, de lavagem de dinheiro e formação de quadrilha. O ex-diretor de Abastecimento da Petrobras Paulo Roberto Costa confirmou que em sua agenda havia a anotação de um pagamento de R$ 5,5 milhões para Pizzolatti e mais R$ 560 mil para "pagamento de advogados do ex-deputado".

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