INFORME FOLHA
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terça-feira, 29 de março de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Movimentação em Cambé
Faltando pouco mais de seis meses para as eleições municipais, Cambé (Região Metropolitana de Londrina) tem três pré-candidatos a prefeito. José do Carmo (PTB), que ocupou o cargo por três vezes, deverá tentar novo mandato; o vereador Junior Félix (PSDB) aparece como o pré-candidato da atual gestão de João Pavinato (PSDB); enquanto que o médico da Santa Casa, Armando Martins, é apontado como possível candidato do PSD. As convenções que vão definir os candidatos serão realizadas a partir do dia 20 de julho.
CPs paradas
A Câmara de Vereadores de Cornélio Procópio (Norte Pioneiro) foi intimada ontem da decisão do Tribunal de Justiça (TJ) do Paraná que suspendeu a Comissão Processante (CP) por quebra de decoro do prefeito Fred Alves (PSC) por uma suposta agressão cometida contra ex-assessor no prédio do Legislativo. A Casa já conhecia a decisão liminar, segundo informou o procurador jurídico Rafael Brocher. Atualmente são três CPs contra o prefeito paradas na Câmara, em virtude de decisões na Justiça. Uma delas, a que apura irregularidades no aluguel de um palco, foi suspensa no dia em que haveria a sessão de cassação. Em todos os casos, a Câmara apresentou recursos.
Imprensa intimidada
Equipes de reportagem que estiveram no gabinete do deputado estadual Gilberto Ribeiro (PRB) ontem, na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, foram intimidadas por um assessor do parlamentar. Incomodado com as filmagens, ele xingou os jornalistas e tentou derrubar a câmera da TV Tarobá, de Cascavel. O Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público (MP), cumpriu mandado de busca e apreensão no local, na 3ª Vice-Presidência da Casa, ocupada por Ribeiro, e na residência do político. Conforme mostra matéria da FOLHA na edição de hoje, o órgão apura denúncias de que ele se apropriou de de parte dos salários depositados a pelo menos duas servidoras da AL. O deputado nega as acusações.
Consignado
Os deputados estaduais decidiram retirar de pauta, por cinco sessões, o projeto de lei 920/2015, de autoria do governador Beto Richa (PSDB), que amplia o rol de estabelecimentos para desconto em folha de funcionários públicos, hoje restrito a supermercados, farmácias e óticas. A mensagem, que vale para militares e civis, ativos, inativos e pensionistas, já tinha passado em segundo turno, no dia anterior, por uma margem apertada de votos: 26 a 20.
Polêmica
A bancada de oposição a Beto na Assembleia Legislativa (AL) avalia que a elevação para até 70% da base de descontos pode estimular o endividamento dos servidores. Já o Executivo argumenta que a medida aumentaria o poder de compra dos trabalhadores, sobretudo em períodos de crise, permitindo a aquisição de produtos antes do depósito dos salários, no final do mês. O texto precisa de ao menos mais uma votação em plenário antes de ser enviado para sanção ou veto do governador.
Legalidade do impeachment
Líderes de oposição no Congresso Nacional se reuniram na manhã de ontem com jornalistas da imprensa internacional para argumentar em favor da legalidade do processo de impeachment que está atualmente em curso contra Dilma Rousseff. O objetivo é rebater entrevistas concedidas pela presidente na semana passada. Além do PSDB, participaram do encontro parlamentares do PPS, PSC, DEM e PSB.
Morte de desafeto de Aécio
A investigação sobre a morte de um policial civil que fazia acusações e críticas ao ex-governador de Minas Gerais e senador Aécio Neves (PSDB) será acompanhada pela Polícia Federal a pedido do ministro da Justiça, Eugênio Aragão. Lucas Gomes Arcanjo foi encontrado morto no último sábado (26/3) dentro de sua casa, em Belo Horizonte, enforcado por uma gravata. A Polícia Civil afirma que trabalha com a hipótese de suicídio. Nos vídeos que publicava nas redes sociais, Arcanjo dizia que Aécio tinha ligação com tráfico de drogas, corrupção e até a morte de opositores.
Dilma perdeu legitimidade
"Francamente, o governo está perdendo muito a legitimidade para dar continuidade às mudanças que o País deseja e até hoje não foram realizadas", afirmou ontem o presidente da Confederação Nacional da Indústria (CNI) ao criticar a presidente Dilma Rousseff.
Mais crimes que Dilma
O jornal americano "Los Angeles Times" publicou ontem reportagem apontando que, dos 65 membros da comissão de impeachment da Câmara dos Deputados, 37 são acusados de vários crimes, como corrupção e lavagem de dinheiro. O texto indica que, da comissão, cinco membros enfrentam acusações de lavagem de dinheiro, seis de conspiração e 19 de irregularidades contábeis. Trinta e três também enfrentam acusações de corrupção ou de improbidade administrativa. De acordo com a reportagem, que utilizou dados da ONG Transparência Brasil, dos 513 deputados federais, 303 enfrentam acusações ou são investigados por envolvimento em crimes. No Senado, o mesmo acontece com 49 dos 81 membros. Mesmo com uma enorme impopularidade e sendo responsabilizada pela crise econômica no Brasil, a presidente Dilma Rousseff, aponta o jornal, nunca foi formalmente investigada nem é acusada de corrupção.


