Dilma cancela visita
A visita que a presidente Dilma Rousseff (PT) faria hoje a São José dos Pinhais (Região Metropolitana de Curitiba) foi adiada. Ela participaria da inauguração da obras de ampliação do terminal de passageiros do Aeroporto Internacional Afonso Pena. A presença de Dilma havia sido anunciada pela Infraero, mas no final da tarde a assessoria de imprensa do Palácio do Planalto informou que agendará nova data. A reforma começou em março de março de 2013 e recebeu investimentos de R$ 267,1 milhões. Com a conclusão total dos serviços da ampliação, o terminal agora conta com uma área de 112,17 mil m² (a anterior era de 45,93 mil m²), e a capacidade do aeroporto passou de 7,8 milhões de passageiros por ano para 14,8 milhões de passageiros por ano. Em 2015, foram registrados 7,2 milhões de embarques e desembarques.

Malhação
Assim que a notícia da visita da presidente Dilma começou a circular, ontem de manhã, em Curitiba, dois eventos foram imediatamente criados no Facebook convidando a população para um ato de protesto no saguão do Aeroporto Afonso Pena. Até o começo da tarde, centenas de pessoas tinham confirmado presença e um dos internautas anunciou que a malhação do Judas, que tradicionalmente acontece no Sábado de Aleluia, seria antecipada para esta quinta-feira. Nem é preciso dizer qual personalidade da política seria retratada no boneco que simboliza o apóstolo que traiu Jesus Cristo.

OAB: novo pedido de impeachment
A Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) vai protocolar na segunda-feira um novo pedido de impeachment da presidente Dilma Rousseff no Congresso. O pedido de afastamento foi aprovado na última sexta-feira em reunião do Conselho Federal da entidade, por 26 votos a 2. O processo da OAB aponta suposto cometimento de crimes de responsabilidade por Dilma em situações como: suposta interferência na Operação Lava Jato - como apontou a delação do senador Delcídio do Amaral (PT-MS), pelas pedaladas fiscais (atrasos nos repasses feitos pelo Tesouro aos bancos públicos para cobrir despesas com subsídios e programas sociais) e renúncia fiscal concedida para a realização da Copa do Mundo de 2014. A nomeação do ex-presidente Lula, também investigado na Lava Jato, foi considerada uma "ingerência" da presidência, por indicar que houve uma tentativa de levar as apurações do petista para o Supremo Tribunal Federal.

Revista pede que Dilma renuncie
Em editorial sobre a crise política brasileira publicado na edição impressa desta semana, a revista britânica "The Economist" pede a renúncia da presidente Dilma Rousseff (PT). Com o título "Hora de Partir" ("Time to Go"), o texto avalia que, até recentemente, mesmo sob protestos, o governo Dilma tinha legitimidade intacta, e que a presidente podia dizer que tinha o desejo de ver a justiça ser feita. Agora, contudo, Dilma "rejeitou o que vestia de credibilidade". A opinião da revista se baseia na decisão de Dilma de nomear Lula para o cargo de ministro chefe da Casa Civil, com o que o ex-presidente garantiria o foro privilegiado.

Puxão de orelha em Moro
A "The Economist" aponta que o Judiciário também tem questões a resolver. O juiz Sérgio Moro, por exemplo, é criticado por sua decisão de levantar o sigilo das conversas telefônicas entre Lula e interlocutores com foro privilegiado, como a própria Dilma. "Isso não justifica a reivindicação de governistas de que os juízes estão promovendo um ‘golpe’. Mas torna fácil suspeitos da Lava Jato desviarem a atenção de seus próprios erros para os tropeços de seus perseguidores", afirma o texto.

Feriado antecipado
Os deputados estaduais resolveram antecipar a sessão plenária da tarde de ontem para a o período da manhã, finalizando assim os trabalhos em plenário da semana. A decisão foi anunciada pelo presidente da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, Ademar Traiano (PSDB), após um acordo de lideranças, e tem como objetivo liberar os parlamentares para "visitar suas bases" às vésperas do feriado da Páscoa. As sessões deliberativas serão retomadas na próxima segunda-feira.

Proteção policial
Relator do processo de impeachment contra Dilma Rousseff, o deputado Jovair Arantes (PTB-GO) pediu proteção policial para ele e para sua família devido à pressão que estaria sofrendo nas ruas desde que aceitou a função, na semana passada. O presidente da comissão especial do impeachment, Rogério Rosso (PSD-DF), enviou ontem ao presidente da Câmara, Eduardo Cunha (PMDB-RJ), pedido para que a Polícia Legislativa da Câmara faça a proteção do parlamentar do PTB e de sua família.

Dinheiro de volta
A Associação de Proteção à Maternidade, à Infância e aos Idosos (APMI) de Guaratuba deverá restituir a soma de R$ 72.899,10 ao cofre do município. A sanção foi determinada em razão da ausência de documentos, que inviabilizou a análise das contas, segundo o Tribunal de Contas (TC) do Paraná. O valor deverá ser corrigido monetariamente e calculado após o trânsito em julgado da decisão, da qual cabem recursos. Cabe recurso.

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