INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
quinta-feira, 17 de março de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
Troca-troca
Seis dos 19 vereadores de Londrina aproveitaram a janela aberta pela legislação eleitoral e trocaram de partido. Cinco ainda estão sem legenda: Júnior dos Santos Rosa deixou o PSC; Vilson Bittencourt, o PSL; Péricles Deliberador, o PMN; Sandra Graça, o SD; e Gaúcho Tamarrado, o PDT. Marcos Belinati desfiliou-se do Pros e já anunciou a nova sigla, o PP. O prazo final para filiar-se a novo partido termina hoje. Outro que deixou o seu partido original foi Gustavo Richa ele saiu do PHS e filiou-se no partido do primo, o governador Beto Richa. Como não fez na janela da fidelidade partidária, corre o risco de perder o mandato. A suplente Adriana Aguilera já requereu a vaga.
Ministro no Paraná
O ministro do Supremo Tribunal Federal Luiz Edson Fachin dará palestra no Tribunal de Contas (TC) do Paraná hoje, às 14 horas. O tema é: "A Constituição Brasileira e os Desafios do STF". Ao final da palestra, com a presença do governador Beto Richa (PSDB), Fachin será homenageado pelo TC.
Debates eleitorais
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) confirmou que os partidos políticos que possuem mais de nove deputados federais devem ser "obrigatoriamente" convidados a participar de debates eleitorais, de acordo com o artigo 46 da Lei das Eleições. Dessa forma, o TSE respondeu à consulta feita pelo diretório nacional do PHS. O Plenário entendeu também que, no caso de uma chapa majoritária, em que o titular e o vice são de partidos diferentes e coligados, vale a soma dos deputados federais eleitos por cada uma das legendas para efeito de se verificar a superação do número de nove deputados.
Protesto em frente à JFPR
Em torno de mil pessoas, segundo a Polícia Militar (PM), se reuniram no final da tarde de ontem em frente à sede da Justiça Federal do Paraná (JFPR), no bairro Ahú, em Curitiba, para protestar contra o governo da presidente Dilma Rousseff (PT). Acompanhados por um caminhão de som do Movimento "Vem Pra Rua", os manifestantes entoavam gritos contra a petista, alguns deles de baixo calão, e criticavam a nomeação do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva para a chefia da Casa Civil. Por volta das 19 horas, a corporação informou, por meio de sua assessoria de imprensa, que o ato ocorreu sem incidentes.
Impeachment
O grupo também aproveitou a ocasião para distribuir listas com os nomes e telefones dos 65 deputados federais membros da comissão eleita ontem para analisar o impeachment de Dilma. Entre os indicados estão dois paranaenses: Fernando Francischini (SD), ferrenho opositor da presidente, e Aliel Machado (Rede), considerado indeciso. O trabalho da comissão deve durar 45 dias. A partir da instalação, a presidente terá dez sessões para apresentar sua defesa. "A polarização estabelecida por PT e PSDB é grave e só acentua de maneira negativa as diferenças que deveriam ser parte do processo democrático. A Rede tem responsabilidade e não vai agir com oportunismo e nem omissão", escreveu Machado, em sua conta na rede social Facebook.
Destituição de Moro
Uma petição on-line pedindo a destituição do juiz federal Sérgio Moro, no site da Avaaz, havia recebido pouco mais de 39 mil assinaturas até as 17h30 de ontem. O objetivo da petição, criada por um internauta identificado apenas como "José L." é atingir 50 mil assinaturas antes de ser entregue ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). A crítica principal ao juiz fala do suposto "erro jurídico" ao determinar a condução coercitiva do ex-presidente Lula. Após a divulgação dos grampos com o ex-presidente Lula e a presidente Dilma Rousseff, o CNJ recebeu duas reclamações contra o Moro, por ter levantado o sigilo de grampos envolvendo Lula e que acabaram interceptando pessoas com foro privilegiado, como a presidente e ministros de seu governo.
Gleisi condena ataques
A senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) comentou os ataques feitos às sedes da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e do Partido dos Trabalhadores (PT) em Curitiba, na madrugada de ontem, por meio de sua conta no Facebook. "Isso é um absurdo. Pura intolerância e ódio. Nada justifica esses ataques. Divergir é um direito, comportamento agressivo, não!", postou.
Snowden ironiza grampo em Dilma
Edward Snowden, ex-agente da Agência Nacional de Segurança dos EUA (NSA, na sigla em inglês), ironizou em sua conta no Twitter as conversas telefônicas entre a presidente Dilma Rousseff e o ex-presidente Lula, que foram liberadas nessa quarta, 16, pelo juiz federal Sergio Moro. "Três anos após as manchetes de escuta de @dilmabr, ela ainda está fazendo chamadas não criptografadas", escreveu Snowden em sua conta. A mensagem já foi retuitada por mais de 1,1 mil internautas. Em setembro de 2013, o ex-agente da NSA vazou informações de que a presidente Dilma e o que seriam seus principais assessores eram espionados pela agência norte-americana. A revelação causou um embaraço diplomático entre o Brasil e os EUA, além de ter sido condenada por Dilma em um duro discurso contra a espionagem na Organização das Nações Unidas.


