Desconto em folha
Deputados governistas aceitaram, durante reunião da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, desmembrar ontem o projeto de lei 920/2015, que desobriga a consignação em folha de pagamento dos servidores estaduais civis, militares, ativos, inativos e pensionistas. Sindicatos que representam as categorias são contrários ao artigo primeiro da proposta, de autoria do governador Beto Richa (PSDB), alegando que ela seria uma forma de retaliação às entidades. Hoje o desconto é automático.

Divisão
O relator da mensagem na CCJ, Tiago Amaral (PSB), propôs a divisão do texto em duas proposições autônomas, uma delas especificamente destinada a abrigar o polêmico trecho. Essa parte foi devolvida à Diretoria Legislativa, enquanto a outra, que amplia, para além de supermercados, farmácias e óticas, o rol de estabelecimentos onde o servidor pode fazer suas aquisições via cartão de consignação, foi aprovada.

Ricardo Arruda no DEM
O Democratas (DEM) também reforçou sua bancada na Assembleia Legislativa (AL) do Paraná. Ontem, o deputado estadual Ricardo Arruda, que até então estava no PSC, assinou sua carta de filiação. Agora, a legenda passa a contar com cinco representantes na Casa. Os outros são Nelson Justus, Pedro Lupion, Élio Rusch e Plauto Miró. A decisão de Arruda pegou alguns políticos de surpresa, uma vez que ele fazia parte do bloco de apoio a Ratinho Jr. (PSD), que se dividirá entre o PSC e o PSD.

Lula destaque nas redes
O ex-presidente Lula foi o nome mais mencionado no Twitter e Instagram durante os protestos do último domingo. O levantamento foi feito pela Sprinklr, empresa de monitoramento de software. Além de #ForaPT, as outras quatro hashtags mais citadas foram #ForaDilma, #VemPraRua, #ForaLula e #PorUmBrasilMelhor. Entre as figuras públicas com mais menções nas redes sociais durante as manifestações, Dilma Rousseff foi a segunda mais citada e o juiz Sérgio Moro, responsável pela Operação Lava Jato, aparece em terceiro lugar.

Votação do impeachment em até 60 dias
Vice-líder do governo Dilma Rousseff (PT) na Câmara e, ao mesmo tempo, prestes a assumir uma das principais secretarias de Beto Richa (PSDB) no Paraná, a do Planejamento, o deputado federal Ricardo Barros (PT) disse que após o Supremo Tribunal Federal (STF) definir os embargos sobre o rito do impeachment da petista, a Casa poderá instalar e eleger a comissão processante. Em seguida, Dilma terá um prazo para defesa e, só então, o voto irá a plenário. "Acredito que em 45 dias ou 60 dias a Câmara estará votando sim ou não no processo de impeachment", afirmou. Para Barros, o povo "deu um recado muito claro" nas manifestações do último domingo. O parlamentar negou, contudo, que a governabilidade esteja em risco, apesar da baixa popularidade da presidente.

Tanque cheio
O gasto com combustíveis consumiu 4,72% da receita total do município de Pinhão (Centro-Sul) em 2014, atingindo R$ 3 milhões. O volume chamou a atenção do Tribunal de Contas (TC) do Paraná, que vai fazer inspeção para apurar eventual utilização irregular de recursos públicos. Em sua defesa, o prefeito José Dirceu de Oliveira (PSD) e o controlador interno, Antônio Arino Kirchimbauer, alegaram que não havia estrutura para controle da frota de veículos oficiais e que, após receber o comunicado do TC, começou a buscar uma solução para o problema.

Bens bloqueados
A Justiça de Formosa do Oeste (Oeste), atendendo a pedido do Ministério Público (MP), determinou a indisponibilidade dos bens de nove réus em ação civil pública ajuizada por fraude em licitação ocorrida em 2003. Entre os réus, está o então prefeito Shiguemi Kiara. O MP apontou que houve simulação na realização do procedimento licitatório para compra e instalação de aparelhos de ar-condicionado em prédio municipais. Além disso, segundo a ação, os serviços não foram prestados, mas foram pagos. A indisponibilidade de bens, decretada liminarmente, atinge o montante de R$ 936 mil.

‘Japonês da federal’
O Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou parcialmente o recurso do agente da Polícia Federal no Paraná Newton Ishii e manteve a sentença da Justiça Federal no Paraná que o condenou por corrupção e descaminho, ao facilitar a entrada no Brasil de produtos contrabandeados do Paraguai. Ishii, que ficou conhecido como "japonês da federal" ao escoltar presos e investigados da Lava Jato e até ganhou marchinha de carnaval, foi um dos 19 policiais federais alvos da Operação Sucuri, deflagrada em 2003 para apurar um esquema formado por agentes da PF e da Receita Federal que facilitava o contrabando de produtos ilegais na fronteira com o Paraguai em Foz do Iguaçu. A defesa do agente alega que ele foi condenado a pagar apenas cestas básicas e informou que já recorreu da decisão do STJ. Ishii responde a três processos, derivados da Operação Sucuri, sendo um na esfera criminal, outro administrativo e um terceiro por improbidade administrativa. Todos estão em andamento.

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