INFORME FOLHA
PUBLICAÇÃO
sexta-feira, 11 de março de 2016
Equipe da Folha com agências<br>[email protected] 
PMDB convoca o Brasil 'a mudar'
O PMDB usou um vídeo em que lança mão da estética das convocações para as manifestações contra o governo Dilma Rousseff para divulgar a realização de sua convenção nacional hoje. O evento, que marcará a recondução do vice-presidente Michel Temer ao comando do partido, acontecerá um dia antes dos protestos pró-impeachment. O filme começa com a imagem de uma mulher segurando a bandeira do Brasil ao vento. Ao lado da imagem aparece a legenda: "Todo mundo vai". Logo em seguida é exibida a imagem da silhueta de um homem contra a luz. Ele aparece com as mãos unidas, como em posição de prece. A imagem é acompanhada dos dizeres: "Quando o Brasil quer, o Brasil muda". A imagem da mulher que ostenta a bandeira nacional aparece novamente e, só então, o partido convida o espectador a acompanhar a convenção do PMDB pela internet, em tempo real. A propaganda virtual é assinada pela Fundação Ulysses Guimarães. O centro de estudos do PMDB é chefiado pelo ex-ministro Moreira Franco, um dos principais aliados de Temer e uma das vozes mais críticas ao governo dentro do partido.
Tucanos xingados nas redes sociais
Parlamentares do PSDB sofreram fortes críticas nas redes sociais desde que o partido se posicionou com cautela em relação ao pedido de prisão preventiva do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva feito na quinta pelo Ministério Público de São Paulo. Deputados e senadores foram xingados de "frouxos" e de "traidores" por internautas. "A oposição confundiu covardia com prudência", afirmou Washington Nascimento na página no Facebook do líder do PSDB no Senado, Cássio Cunha Lima (PB). "Tá (sic) com medo vagabundo. Nas próximas eleições lembraremos de você frouxo, canalha, covarde", disse outra internauta, Olivia Borro De Campos, na mesma página. Na quinta, o vice-presidente nacional do PSDB e coordenador jurídico da legenda, o deputado Carlos Sampaio (SP) classificou a medida do Ministério Público de São Paulo como "inusual" e sem embasamento jurídico sólido. Para o tucano, o pedido imediato de prisão logo após a apresentação da denúncia "foge à normalidade".
Lugo visita Lula
O ex-presidente do Paraguai, Fernando Lugo, visitou ontem o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva no Instituto Lula e afirmou que em seu país nunca ocorreria de um promotor, por suspeita, pedir a prisão. "De longe é difícil de avaliar, mas no Paraguai nunca ocorreria de um promotor, por suspeita, pedir a prisão. Por isso venho visitar um amigo, ver como está, dar um abraço, uma força e me inteirar do caso para depois poder opinar", afirmou Lugo que sofreu processo de impeachment em 2012, sob alegação de mau desempenho de suas funções.
Zelotes tem primeira condenação
O juiz federal Valisney de Souza Oliveira determinou a primeira condenação de réus envolvidos na Operação Zelotes. A investigação, que deu origem uma ação penal, mira em um suposto esquema de pagamento de propina a servidores para a aprovação de medidas provisórias de interesses das montadoras de automóveis. A decisão, divulgada ontem, estabelece pena de quatro anos e três meses em regime semiaberto para Halysson Carvalho da Silva, acusado de extorquir um lobista e empresários do setor automotivo. Ele poderá recorrer em liberdade.
Ameaças
Não há indícios de que Halysson tenha participado do suborno a funcionários públicos tampouco da negociação pela tramitação das MPs que são alvo da Zelotes.
As investigações mostram que ele foi cooptado depois de um racha entre os lobistas contratados pelas montadoras MMC Automotores e Caoa para trabalharem pela aprovação das medidas provisórias. O grupo formado pelos réus Alexandre Paes dos Santos (o APS), José Ricardo da Silva, Eivany Antônio e Eduardo Valadão acusavam Mauro Marcondes de não ter-lhes repassado parte do valor acertado previamente entre eles. De acordo com a denúncia do Ministério Público Federal, a mando de José Ricardo da Silva, APS, Eivany e Valadão, Halysson Carvalho passou a fazer ameaças a Mauro Marcondes e a executivos da MMC, por e-mail e telefonemas. Exigia, ainda segundo os investigadores, a quantia de US$ 1,5 milhão. Caso não a recebesse, prometia entregar um dossiê à imprensa detalhando o esquema de compra de medidas provisórias.
'kibe' e 'dragão' códigos de propina
No desdobramento da fase Acarajé da Operação Lava Jato, realizado pela Polícia Federal na sexta-feira em Salvador, a suspeita é que planilhas com referências a "kibe" e "dragão" sejam novos códigos para propina da Odebrecht. A funcionária da Odebrecht presa temporariamente, Angela Palmeira Ferreira, enviou e-mails com esses codinomes à secretária Maria Lúcia Tavares, que havia sido presa na Acarajé e agora negocia uma delação premiada. As planilhas indicam movimentações financeiras ocorridas em 2014 e 2015, já sob as investigações da Lava Jato. Ontem foram cumpridos dois mandados de busca e apreensão e um mandado de prisão temporária que teve como alvo a funcionária da Odebrecht em Salvador (BA) Angela Palmeira Ferreira.


