Infidelidade
A suplente de vereador Adriana Aguilera (PHS) deve entrar com ação na Justiça Eleitoral para contestar a troca de legenda do vereador Gustavo Richa (PSDB), que migrou do PHS para a atual legenda. Segundo o advogado que a representa, Bruno Alves Roque, o parlamentar cometeu infidelidade partidária ao trocar de partido fora da janela partidária, instituída pela minirreforma eleitoral do ano passado e que está em vigência desde 19 de fevereiro. A troca de partidos ocorreu no mês de setembro, mas só foi informada à Câmara Municipal de Londrina (CML) em fevereiro deste ano, após o fim do recesso parlamentar.

É um direito
Gustavo Richa diz que "é um direito" de Adriana Aguilera buscar na Justiça Eleitoral o direito por sua cadeira, mas afirma que a troca de partido teve a anuência do Diretório Estadual do PHS, sob a condição de que a migração fosse para outra legenda que compôs a coligação que o elegeu em 2012 (composto por PSDB, PHS e PSB). Além disso, o prazo para "pedir sua cabeça" já teria acabado – as regras estabelecem prazo de 30 dias para que o partido solicite a cadeira do "infiel". Após esse prazo, o próprio suplente tem mais 30 dias e, findo este, seriam mais 30 para o Ministério Público.

Não concorda
O advogado Bruno Alves Roque, entretanto, considera que uma carta de anuência não pode passar por cima da legislação, que estabelece regras para trocas de partido, e que ainda há tempo para questionar na Justiça, uma vez que o anúncio da nova legenda só foi trazida à público no mês passado. "Para o TSE (Tribunal Superior Eleitoral), o vereador ainda consta como presidente do PHS de Londrina", ressalta. Ele afirma que a ação deve ser protocolada até a próxima terça-feira.

Receita contesta delator
O diretor da Receita Estadual, Gilberto Calixto, contestou as declarações feitas pelo auditor fiscal Luiz Antonio de Souza, principal delator da Operação Publicano, em interrogatório ao juiz da 3ª Vara Criminal de Londrina, Juliano Nanuncio, na última segunda-feira quando reafirmou uma suposta ingerência política no fisco estadual. "A Receita Estadual do Paraná refuta a visão peculiar ou oportunista externada por um membro oriundo dos seus quadros e acusado em ação penal, que sinaliza o intento irresponsável de destruir a instituição, especialmente ao promover uma generalização injusta e que não corresponde à realidade", diz trecho da nota. "Os tributos, eventual e indevidamente não recolhidos ao erário, também estão sendo apurados e lançados", aponta Calixto, destacando "que a Receita prosseguirá com sua firme atuação, seja para salvaguardar o erário, seja para coibir irregularidades eventualmente cometidas por quaisquer de seus integrantes".

Foragida se entrega
Considerada foragida pela Justiça desde janeiro, Viviane Lopes de Souza, irmã do dono da Construtora Valor, Eduardo Lopes de Souza, se apresentou ontem na sede do Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), em Curitiba. Ela é acusada de envolvimento no esquema desmantelado pela Operação Quadro Negro, que identificou desvios de R$ 18 milhões em construções e reformas de escolas estaduais do Paraná. Ela é suspeita de obstrução à Justiça e uso de documentos falsos em licitações que teriam propiciado o esquema criminoso. Viviane foi conduzida ainda ontem para a Penitenciária Feminina de Piraquara.

Novos ventos em Curitiba
Rumores vindos da capital curitibana indicam mudanças no secretariado do governador Beto Richa (PSDB). As conversas de bastidores dão conta de que o deputado federal Valdir Rossoni (PSDB) assumiria a Casa Civil no lugar de Eduardo Sciarra (PSD). Dinorah Nogara também deixaria a Secretaria de Administração e, em seu lugar, assumiria Reinhold Stephanes (PSD). No caso de Dinorah, a saída seria voluntária. Ela, inclusive, está afastada das funções por ordens médicas. A situação de Sciarra seria diferente: o próprio tucano teria interesse na pasta. A assessoria de imprensa do governo, entretanto, não confirma qualquer mudança em curso. Sciarra, que cumpria agenda oficial no Rio de Janeiro, e o deputado Rossoni não foram encontrados.

Mãe de Moro é hostilizada
A mãe do juiz federal Sérgio Moro, que conduz as ações da Operação Lava Jato, foi hostilizada na noite de terça-feira, durante uma homenagem ao Dia da Mulher na Câmara de Maringá. Odete Starki Moro, de 70 anos, é professora aposentada de português. "Lula guerreiro do povo brasileiro", gritaram algumas pessoas, interrompendo os aplausos que a mãe do juiz recebia. A cerimônia homenageava outras 14 mulheres, além da mãe do juiz da Lava Jato. Cada vereador escolheu uma homenageada "em função da relevância em serviços prestados à comunidade maringaense", segundo a Câmara. "Das 15 mulheres, duas eram ligadas a sindicato", contou o fotógrafo Marco Antonio de Oliveira, que trabalha Câmara. "Ninguém sabia que a mãe do Sérgio Moro seria uma das homenageadas. Na hora que foi anunciado que ela era a mãe, eles gritaram."

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