‘Homenagens’ às mulheres
Ainda um reduto predominantemente masculino, a Assembleia Legislativa (AL) do Paraná fez um ato ontem para lembrar o 8 de Março – Dia Internacional da Mulher. Foram homenageadas "personalidades" da política, caso da vice-governadora Cida Borghetti (PP) e da secretária de Estado do Trabalho e Desenvolvimento Social, Fernanda Richa (PSDB), e de áreas como esportes e segurança pública. As quatro únicas parlamentares da Casa, Cantora Mara Lima (PSDB), Claudia Pereira (PSC), Cristina Silvestri (PPS) e Maria Victoria, conduziram a sessão plenária.

Baixa representatividade
A AL tem 54 deputados estaduais com mandato, o que significa que apenas 5,5% são do sexo feminino. Questionado sobre o assunto, o presidente Ademar Traiano (PSDB) disse que considera sim o fato injusto. No entanto, atribuiu a baixa representatividade às próprias mulheres. "A mulher muitas vezes não vota em mulher, porque acaba se arrumando para a mulher, para ver quem está mais bonita, mais bela (…) Nós temos que ter um número muito maior aqui na Casa, até porque temos grandes líderes no Estado do Paraná que se destacam em todas as atividades. Esse despertar do interesse tem que nascer da própria mulher", disparou.

Peemedebistas no PSB
Já tem data para os quatro peemedebistas que integram a bancada aliada ao governador Beto Richa (PSDB) na Assembleia Legislativa formalizarem suas filiações ao PSB. Os deputados Luiz Cláudio Romanelli, Alexandre Curi, Jonas Guimarães e Artagão Júnior participam de um almoço no dia 15 de março, no Restaurante Madalosso, em Curitiba, que deve contar também com as presenças de nomes nacionais da legenda socialista. Apesar de a mudança ser dada como certa e de eles estarem inclusive preparando materiais de divulgação, todos evitam falar publicamente sobre o assunto.

Manutenção na CCJ
Ontem, após um acordo de lideranças, o deputado Fernando Scanavaca (PDT) aceitou retirar de pauta, por dez sessões, o polêmico projeto que beneficia os parlamentares "viras casaca". Pela proposta, quem mudar de sigla durante a "janela partidária", que se estende até 19 de março, manteria seus cargos nas comissões temáticas da AL. A matéria, que altera o regimento interno da Casa, valeria até fevereiro de 2017, quando se encerram os atuais mandatos. Hoje a participação nas comissões é decidida de acordo com o número de representantes em cada bancada.

Gleisi assume posto de Delcídio
A Comissão de Assuntos Econômicos (CAE) do Senado elegeu ontem por unanimidade, a senadora Gleisi Hoffmann (PT-PR) para comandar o colegiado, uma semana após a renúncia do senador Delcídio Amaral (PT-MS). A saída voluntária de Delcídio tinha por objetivo tentar retirá-lo do foco, de forma a evitar a cassação do mandato dele. Gleisi ficará no cargo durante o ano de 2016. A CAE, segunda comissão mais importante do Senado, é reservada à bancada do PT, a segunda maior do Senado. Após eleita, a senadora agradeceu aos presentes e disse que atuará, apesar das suas posições pessoais, como "mediadora" no colegiado. "Meu compromisso é o de que, sempre que entender necessário defender as posições, farei fora da presidência", destacou.

CUT orienta centrais estaduais
A Central Única dos Trabalhadores (CUT) nacional decidiu orientar suas centrais estaduais a não fazerem manifestações neste domingo, 13, data em que estão previstos atos dos grupos pró-impeachment. A central avalia que é importante evitar confrontos entre grupos que defendem Lula e grupos contrários ao ex-presidente, ao governo Dilma e ao PT. Segundo a assessoria de comunicação da entidade, esta é uma orientação da CUT nacional e há braços estaduais que podem decidir se manifestar mesmo assim, como em Recife, Porto Alegre e Vitória. No Rio de Janeiro, sindicalistas avaliam fazer nova manifestação contra a Globo em frente à sede da emissora. A CUT nacional reforça a estratégia de manter os atos para os dias 18 e 31.

Propina era ‘boato’
O lobista Alexandre Paes dos Santos, preso durante as investigações da Operação Zelotes, afirmou ontem à Justiça Federal que as anotações feitas por ele sugerindo propina a três senadores tratavam de "boatos". Em depoimento na ação penal na qual é acusado de compra de medidas provisórias do governo Lula, APS, como é conhecido, confirmou que fez a anotação, mas que se baseou em um boato e que nunca pagou esses valores. Nas anotações em uma folha de papel, como reveladas pela "Folha de S.Paulo" no domingo, lê-se o número "45" e, ao lado, as seguintes referências: "15 - GA"; "15 - RC"; e "15 - RJ". Um laudo anexado ao inquérito atesta que o conteúdo foi escrito pelo lobista, que está preso. Investigadores suspeitam que se trate de pagamento de propina ao presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL), ao senador Romero Jucá (PMDB-RR) e ao ex-senador Gim Argello (PTB-DF).

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