Pedagiômetro
Os deputados estaduais mantiveram ontem, por 23 votos a oito, o veto parcial do governador Beto Richa (PSDB) ao projeto de lei 754/2015, que regulamenta a criação de um equipamento de controle de tráfego nas praças de pedágio do Paraná, o chamado pedagiômetro. O tucano excluiu o inciso III do artigo 1º, devido à "inaplicabilidade técnica". O trecho estabelece que, nos casos de veículos comerciais, seria necessário registrar o Peso Bruto Total (PBT) e o peso por conjunto de eixos. Para o Executivo, o item inviabilizaria a efetividade e eficiência da medida.

Já é lei
A lei foi sancionada pelo governador sob o nº 18.696 e publicada no Diário Oficial em 8 de janeiro de 2016. "Não dá para fazer um pedagiômetro que controle o faturamento das praças e, ao mesmo tempo, o peso dos valores comerciais. É inviável tecnicamente. Nós tiramos essa parte das balanças – que é outra questão das estradas - e mantivemos o projeto na sua integralidade, que é poder saber, de fato, em tempo real, o quanto é que cada praça dá de faturamento para a concessionária", argumentou o líder do governo na Assembleia Legislativa (AL), Luiz Cláudio Romanelli (PMDB).

Atribuições
O líder da oposição, Requião Filho (PMDB), também se mostrou favorável à manutenção do veto parcial. De acordo com ele, a colocação da balança fugiria das atribuições da AL, colocando a ideia original em risco. "Seria uma briga judicial e já é um dever do Estado fiscalizar o peso dos caminhões", disse. A matéria aprovada é de autoria de Romanelli e foi subscrita por outros 25 parlamentares, inclusive o propositor do primeiro "pedagiômetro", Tercílio Turini (PPS). Conforme o líder do governo, o Departamento de Estradas e Rodagem (DER) está agora "correndo" para implementar o sistema.

'Governo tira o couro da população'
O vice-líder da oposição na Assembleia Legislativa (AL), Tadeu Veneri (PT), criticou ontem o reajuste de 10,38% na tarifa de água e esgoto da Companhia de Saneamento do Paraná (Sanepar). Em seu discurso na tribuna da Casa, ele disse que, enquanto a energia elétrica é reduzida pelo governo federal, aqui o governador Beto Richa (PSDB) aumenta mais uma vez a conta de água. "Na lógica deste governo, a Sanepar tem que dar lucro de qualquer jeito, mesmo que seja tirando o couro da população", alfinetou.

Em discussão
Questionado sobre o discurso do colega, o líder do governo, Luiz Cláudio Romanelli (PMDB), desconversou. "Eu não ouvi. Ontem (Anteontem), nós impedimos que se tire o couro dos animais. Temos de trabalhar também para que não se tire o couro da população", afirmou, em referência à derrubada do veto do projeto que proíbe a criação de bichos para retirada de pele. "Não há nenhum debate mais aprofundado sobre a questão do reajuste. O que há é uma discussão e o governo não tomou posição", prosseguiu.

Deputados faltam CCJ
A sessão ordinária da Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) da Assembleia Legislativa (AL) do Paraná, que aconteceria ontem, foi derrubada por falta de quórum. Dos 13 integrantes, apenas seis, os deputados Fernando Scanavaca (PDT), Pedro Lupion (DEM), Felipe Francischini (SD), Luiz Claudio Romanelli (PMDB), Pastor Edson Praczyk (PRB) e Péricles de Mello (PT), compareceram. Já Nelson Justus (DEM), que é o atual presidente, Alexandre Curi (PMDB), Bernardo Ribas Carli (PSDB), Claudia Pereira (PSC), Gilson de Souza (PSC), Guto Silva (PSC) e Tiago Amaral (PSB) não deram as caras, inviabilizando as discussões. Estavam na pauta 55 projetos de lei.

Por pouco
A sessão plenária, marcada para as 14h30, por pouco também não aconteceu. Dos 54 parlamentares da Casa, pelo menos 18 precisam estar presentes na abertura dos trabalhos. Já quando se inicia a ordem do dia, é preciso que no mínimo 28 participem. Neste momento, por volta das 15h30, havia apenas 19. Quando o presidente da AL, Ademar Traiano (PSDB), disse que encerraria a reunião antecipadamente, contudo, os deputados se apressaram e correram para chamar os colegas. O 28º a registrar seu nome no painel eletrônico foi Dr Batista (PMN), que chegou esbaforido, dando início às votações.

'Lula na cadeia'
Manifestantes contrários ao ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva picharam na madrugada de ontem o acesso ao sítio de Atibaia que é frequentado por familiares do petista. A mensagem "Lula na cadeia" foi pintada a poucos metros do portão de entrada, em protesto organizado por grupo favorável ao impeachment da presidente Dilma Rousseff. Um depoimento do ex-presidente e da esposa dele, Marisa Letícia, estava marcado para amanhã, mas a defesa do casal enviou um comunicado por escrito para o Ministério Público de São Paulo informando que eles não comparecerão. Depois disso, o promotor Cássio Conserino, do MP-SP, afirmou que não haverá novas intimações do ex-presidente e da ex-primeira dama no procedimento que apura a suposta ocultação de patrimônio no caso do tríplex em Guarujá.

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